[Meses depois.]
Jimin já não chorava mais tanto, apenas caíam algumas lágrimas quando se tratava de notícias sobre Minjeong. Ainda estava estudando sobre o caso da garota mesmo sabendo que muitos dos delegados já haviam encerrado esse bendito caso.
Estava quase terminando o terceiro ano, sua ideia era fazer delegacia, então como sua mãe a apoiava, já estava trabalhando nesse quesito de ser melhor que todos na faculdade que for inserida.
Seu laptop estendido pela cama e o celular aberto em páginas sobre o caso da menina ainda eram algumas das fontes em que poderia arranjar informações. Seus dedos não tiveram descanso algum após a ideia maluca de comprovar que Minjeong estava viva de alguma forma.
Alguém, de algum jeito conseguiu impregnar essa ideia em sua mente e se for pra tirar de sua cabeça, vai ser na facada e seu pescoço vai junto.
Passou a noite em claro, tudo por conta de uma única informação que não conseguia de jeito nenhum. Achou que não fosse necessário mas de alguma forma ela precisava de tornar a hacker de sua faculdade...
Ela procurava feito louca a capacidade de algum outro celular conectado na localização do telemóvel da garota. E achou.
O choque lhe levou a alguns minutos de silêncio e um semblante realmente assustado. O "iPhone 11 Pro Max 2023" se mexia em direção a algum lugar, na China mais especificamente.
Mas... China? Porque lá? Ok, algo estava errado.
Jimin entrou afundo na informação, tentando encontrar mais sobre oque acabara de achar. O celular estava conectado, algo se mexia até lá mas a certeza de que era a garota mesmo, não se deparou com ela nenhum local do site.
Pegou seu telefone e digitou o endereço de email do celular que encontrou conectado e abriu um link. Pesquisou mais um pouquinho e... E lá estava ela, Minjeong. Poderia ver tudo que ela fazia lá, e nesse exato momento conseguiu ouvir a voz da garota. Ela falava com alguém no telefone, sua voz era dócil e algumas risadas eram soltas. Ela sorriu e olhou para a tela do computador, agora seus olhos brilhavam, era como uma descoberta inimaginável que renderia a história da Coreia.
Logo saiu do site e ligou para Ning. Se tratava de 7:34 da manhã, provável seria a ideia de ela não atender pois ainda era muito cedo; tarde seria para quem não dormiu ainda.
Discou o número de Ning e ouviu o celular chamando. Não esperava que ela iria atender, o que logo aconteceu. Demorou uns segundos para processar após um "alô?" Da Chinesa, mas começou a conversa de forma entusiasmada.
- Ning, você não acredita! - ela praticamente gritou no telefone, ouvindo automaticamente um resmungo da garota.
- Diz, professora. - não hesitou em manter a pose, mas não escutou mais nada...
- Pode me chamar de Jimin, aqui eu não sou sua professora.
- Ok, mas fala baixo pois minha namorada tá aqui. - Jimin deixou escapar um som de malícia, sorrindo e ouvindo uma risada tosca do outro lado da linha.
- A Minjeong... - no mesmo momento, a expressão de satisfação da Yizhuo foi para uma ansiosa, não acreditando que ela havia falecido mesmo.
- Ela está viva. - Ning não tinha palavras para descrever sua felicidade no instante, mas também não conseguia confiar em Jimin para acreditar naquilo... Porque... Logo Jimin?
- Espera, você tem certeza?... - ela se sentou na cama e fez Jimin repensar. Ainda não havia caído a ficha para Jimin que ela realmente estava viva.
- É... Sim, eu tenho. - ela precisava de confirmar para seu subconsciente para ela começar a acreditar. Ela mesma necessitava de conseguir acreditar para poder afirmar que sim, estava viva.
Poderia parecer loucura mas para uma pessoa que amava a presença da mulher Kim ao seu lado, era difícil saber do suposto falecimento da garota.
- Sem palavras para descrever o que estou sentindo. Ainda não consigo mesmo acreditar. - Jimin levou um leve susto com a risada, uma risada mesmo verdadeira, de quem se sentia realmente feliz por algo. A risada da chinesa a fez sorrir, estava tão feliz quanto a outra, porém também estava incrédula.
[...]
A fome havia batido em sua porta e logo atendeu à clama, se sentando à mesa e encarando o prato com uvas, morango, calda de chocolate por cima e granulados, acompanhado também de um pequeno garfo de sobremesa ao lado do recipiente.
Ela agarrou o garfo delicadamente e espetou um morango, melando-o na calda e logo levando á sua boca. Sua língua saboreou todo o chocolate, mastigou os granulados e mordeu o morango, sentindo o azedo do suquinho da fruta se misturar com o gosto doce da calda.
Ela sorriu e fechou os olhos, lembrando que era exatamente assim que se sentia quando ainda era uma criança experimentando algo surrealmente delicioso pela primeira vez, assim como tinha o gosto das memórias boas que guardou em seu coração, num lugar bem fundo e especial para a grande Yoo.
Ela poderia ter vinte e oito anos, porém sempre que deliciava o prato, voltava a ter seis anos. O fato é que ela ainda não parou de ser aquela Yoo de seis anos, apenas cresceu.
Ela garfeou uma uva verde e melou na calda também, levando aos lábios e fazendo como se fosse uma espécie de batom, logo abocanhando a uva. A Yoo sempre achou o barulhinho da uva quando é mordida, satisfatória. Assim como sua própria presença. Ela amava passar tempos consigo mesma, como agora. Mas não mensura o fato de, mesmo estando na sua presença, sentir algum tipo de vazio, como se ela precisasse de alguém para lhe fazer feliz.
Porém ela se recusava a aceitar alguém do seu lado, sempre recusou a falta de alguém, sempre recusou algum tipo de afeto pelo próximo ou alguma forma de demonstração por si.
Mas... Quando Minjeong estava do seu lado, ela procurava algum sinal de demonstração de algo que Jimin não conseguia decifrar. Precisava de algo vindo da garota que ela não conseguia saber...
Oque seria esse sentimento que ela tanto procurava?
Jimin era feliz consigo mesma, ria sozinha de brincadeiras que faz sozinha. Tanto lhe consideravam uma esquizóide que fala sozinha que não reparam no momento que ela retira apenas para si mesma.
Pensava tanto que no momento que o telefone tocou na mesa, te tirou um espanto.
Era Soojin. Porque Soojin lhe ligaria nesse horário?
- Olá, senhorita Seo. Posso ajudar? - sua formalidade arrancou um risinho de Soojin.
- Senhorita Yoo? Fiquei sabendo... - os pelos de Jimin se arrepiaram, gelou porém respirou fundo, seguindo a conversa.
- Oque houve? - talvez seria a informação que arrancou de todos os sites que procurou o que devidamente achou.
- Você achou informações sobre minha filha, não é? Te achei ousada em parecer tão obsessora. - depois da frase, ouviu uma risada nasal do outro lado. Não conseguia se mover, agora seus olhos estavam prestes a lacrimejarem se for possível.
- É-é, não sei do que v-voce está falando... - gaguejou, tentando não parecer tão nervosa mas parece que sua dicção fazia questão de transparecer isso.
- Relaxa, não é errado querer informações, mas parece que você foi afundo demais. Porém parabéns, você conseguiu, de alguma forma, ser melhor que os delegados que me interrogaram... - ela sorriu canalha e bebericou o café que estava em suas mãos.
E desligou. De primeira a mulher não conseguiu entender bem o contexto daquela conversa extremamente confusa. Não quis procurar a Seo novamente, talvez seria uma outra conversa igual a de mais cedo. Seria melhor jogar fora esse papo.
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The Scholarship Holder. [COMEBACK]
FanfictionMinjeong entrou na escola com intenção de se curar de várias coisas. Desde traumas até algumas coisas físicas. Ning a guiou pela escola, a mostrando o verdadeiro controle dali. E inesperadamente Jimin apareceu no caminho, a diretora, que era dez a...
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