Minjeong?

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A vida de Jimin rolava, não estava com nenhum ânimo para levantar de sua cama se podia ver a chuva batendo na enorme janela bem a sua frente.

Olhou para o lado e checou o horário.
09:37am.

Havia perdido o sono ao sonhar com uma reportagem inusitada de algum conhecido havia desaparecido.

Mas, mesmo que fazendo de tudo, não conseguia se recordar do rosto que apareceu na tela da tv.

Se levantou e foi direto para o segundo andar. Admitia que se sentia sozinha, numa casa enorme enquanto seu marido não aparecia.

Mas quem disse que seu marido lhe tirava o vazio? Nem o amava. Não gostava nem um pouco dele mas suportava por ser ele quem sua mãe escolheu contra sua vontade para se casar cedo.

Sua mãe vivia na época de sua tataravó, Jimin não tinha nada contra sobre sua mãe ainda ser muito velha, mas não faria mal ela escolher quem ela realmente QUERIA ao lado dela.

Olhou por cima das escadas, se escorou no corrimão e olhou para a grande e quase imensa casa ao seus olhos. Tudo na paleta branca e preta e aquele vidro meio azulado deixava o ambiente mais calmo, conseguindo ver o que acontecia do lado de fora.

Como os galhos se batendo, a chuva caindo como cascata sob a grama verde, até as folhas se remexendo, deixando as gotas se debruçarem e caírem destacavam a paisagem.

[...]

Acompanhava o cheiro da terra molhada acompanhada de um lindo arco-íris enquanto de debruçava no parapeito de sua sacada, na qual se investiu milhares de wons.

Uma vidraça que custava mais de cinco mil, o azulejo de uns oito mil, as cadeiras de couro que custaram dois milhões, mais a mesa que custava trezentos wons só o vidro.

Realmente, 2.013.300₩ é muito dinheiro.

Os pensamentos de Jimin eram intrusivos. Talvez se ela chegasse em Minjeong e disse sobre seus sentimentos quanto a garota. Talvez se dissesse que não foi tão clara na tarde anterior.

Tudo tão bagunçado mas ninguém iria perceber pois a bagunça não é física.

Desencostou do parapeito quando sentiu o sol atingir sua pele e o arco-íris se destacar no céu agora aberto.

Se dirigiu até seu quarto, do outro lado da escada e pegou seu celular. Tinha algumas notificações das aulas e notícias de alunas mas não deu importância, apenas entrou em contato com sua mãe.

Mãe, como vai? Eu queria lhe questionar se poderia aparecer aí depois...

Guardou o celular e viu seu marido chegar, forçou um sorriso e se levou até ele.

- Oi, minha vida. - o homem disse. Tentava esconder o fato do nervosismo sempre lhe puxar para o abrigo por conta do que já fez.

- Olá, vai querer um café? - como sempre, foi curta mas nunca grossa. Perguntou como quem não queria nada e desceu as escadas. No meio dos degraus, ouviu a voz do homem.

- Eu só quero passar um tempo com você... - Jimin revirou os olhos e se virou para o marido, vendo o sorriso malicioso e que Jimin odiava.

Odiava ver seu marido sorrindo quanto a ela.

- Meu amor, preciso sair. - foi até ele, levando sua mão até os braços dele e fazendo um carinho ali. - Não precisa, é sábado. - o sorriso discreto de Jimin se desfez na hora.

- Vou fazer compras. - tentava de alguma forma sair daquela casa por pelo menos um minuto. - A HyunA faz. - a empregada da casa, HyunA.

Kai levou sua palma até o pescoço da mulher, sorrindo canalha mais uma vez naquele dia.

- Precisa relaxar... - sempre usava a mesma frase, e Jimin sempre acabava cedendo. Mas dessa vez faria diferente.

- Ok, deixe-me ao menos pegar uma água para ti. Parece cansado... - desceu as escadas e foi até a caixa de remédios. Pegou três calmantes discretamente e um copo de água.

Partiu todas as cápsulas no meio e as diluiu na água do homem.

- Venha, querida! - ouviu o desgosto gritar lá de cima. - Já estou indo, estou apenas pegando gelo. - exclamou de volta e pegou rapidamente dois cubos de gelos para disfarçar a demora da garota.

Subiu as escadas com uma colher, a mechendo silenciosamente no copo e jogou dentro de uma planta no pé da escada.

- Tome isso antes de descansar. - entregou na mão do homem e sentou na cama, o vendo beber gole por gole. Faria efeito rápido já que foram três cápsulas.

- Porque a água estava com um gosto meio azedo? - fez cara de nojo, vendo a mulher congelar ali mesmo. - Deve ser os cubos de gelo. - pegou o copo e saiu rapidamente do quarto, cortando assunto.

Pegou a colher e logo deixou o copo na pia, depois lavaria. Subiu novamente as escadas e encontrou com o homem sonolento.

Não estava com nenhum pouco de tesão para aquele homem, muito menos paciência para aguentar um cara querendo foder com você no mesmo quarto.

Deitou ao lado dele e acariciou sua nuca. Não, não queria fazer aquilo mas seria melhor para o homem que deita com ela todos os dias dormir mais rápido.

Viu ele fechar os olhos e logo abrir sua boca. Quando Jimin viu que Kai começou a respirar profundamente, a garota de forma quase que silenciosa, levantou da cama e fechou a porta do quarto.

Quando soltou a maçaneta, sentiu uma mão em seu ombro. Gelou, levou um susto e quando viu, era apenas HyunA.

- HyunA, não faça isso! Eu quase infarteu aqui mesmo e a assassina seria no fim, você. - a mulher ria da cara de Jimin e sabia que não era a intenção da Kim.

- Veio trabalhar num sábado? - Jimin, que descia os degraus junto a loira, a questionou para tirar o clima de tensão.

- Tava sem nada para fazer. Me desculpa se atrapalhei algo. - abaixou a cabeça ou terminar os degraus, vendo a outra gargalhar.

- Tá tudo bem, Kim. Precisa apenas ir ao mercado, estamos precisando de armários cheios. - tirou do bolso de sua calça cargo um cartão preto.

- Não tem limite mas não passe mais de dez vezes na aproximação, é débito, qualquer coisa a senha é 2111. - viu a moça tirar o avental e sair pela porta de vidro.

Se olhou no espelho da sala, vendo seu cropped do Los Angeles marcando perfeitamente suas curvas e dando destaque a sua cintura ampulheta.

Logo se sentou em frente ao sofá e ligou a tv. Passou alguns minutos procurando canais e até passou um tempo em um deles mas um em específico lhe chamou atenção.

Era de notícias e ela não podia perder nenhuma delas.

Era engraçado saber que um cara morreu simplismente por estar lendo livros... Pensamentos intrusivos.

' O apartamento foi encontrando vazio, não tinha ninguém lá dentro...
A garota deixou uma carta de suicídio, mas seu corpo não foi encontrado no mesmo local, as autoridades procuraram próximo ao local, mas sem sucesso.
Kim Minjeong deixou sua carta e algumas coisas como lembranças. Como fotos, chaveiros e até mesmo algumas folhas que mostravam a angústia que a garota passava escrita nas linhas'.

O corpo de Jimin paralisou ao ouvir o nome da garota. Oque havia acontecido, tão de repente?

Seus olhos ardiam olhando para a grande tela que tinha em sua frente. Não conseguiria piscar até descobrir o porquê faria isso.

O déjà vú bateu em sua porta e logo o sonho apareceu claro em sua mente. Era Minjeong estampada na tela da tv naquele maldito sonho.

Como seria possível? Argh...

The Scholarship Holder. [COMEBACK]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora