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MILENA

Volto para a casa da Rayane, mais zero afim de conversar. Ainda tô processando tudo que escutei, e tudo que eu vive em tão pouco tempo, que férias em?

vou direto para o meu quarto, deito na cama e fecho os olhos, tentando processar tudo o que aconteceu. A casa da Rayane é bem bonita, mais o quarto da filha dela consegui me deixar confortável, solto a respiração devagar e sinto meu corpo relaxar tranquilamente... penso em Henrique e em tudo que ele fez depois que eu voltei, e não posso deixar de sentir um arrepio na espinha. Fico pensando se eu realmente vou ficar aqui, se eu vou ficar com ele... Meu coração começa a bater forte e eu sinto um nó na garganta. Eu não sei o que fazer, eu não sei o que escolher...

Rayane: amiga? - olho para a porta e ela está sorrindo.

-Oi amiga ?

Rayane: Você tem visita. - ela fala tombando a cabeça pra trás.

Franzo a testa, quem pode ser? Será que o playboy deixou a minha mãe viver? Eu não quero encarar ela agora, não depois de tudo que fiquei sabendo.

Digo a Rayane que já vou descer, só vou jogar uma água no rosto, ela concorda e sai fechando a porta.

Pego a toalha e aproveito para tomar um banho, quem sabe assim me sinto bem melhor.

Quando termino, visto uma roupa bastante confortável, penteio meus cabelos passando um pouco de creme de pentear, finalizo os cachos e saio do quarto com meu celular na mão.

Chego na sala e vejo Patrick em pé, com um sorriso no rosto e um olhar preocupado.

Meu coração dispara e eu sinto um incomodo, as coisas que minha mãe contou, que ele não é meu pai de verdade, parece que eu tô ouvindo ela falar aqui perto de mim.

Eu não sei o que dizer, eu não sei o que fazer. Eu sinto que estou presa em uma armadilha e não sei como escapar.

Rayane está atrás dele, sorrindo, como se nada estivesse errado.

Eu sinto uma mistura de raiva e medo e não sei como lidar com isso.

-O que você está fazendo aqui? - eu pergunto, tentando manter a calma.

Patrick: Você está bem, filha ?- a voz dele é carregada de preocupação, de receio, o vejo suspirar pesado enquanto me olha esperando que eu fale alguma coisa, mais eu simplesmente mal consigo olhar pra ele, foram tantos anos vivendo uma mentira que  agora eu me recuso agir como se nada tivesse acontecido, preciso de um tempo, só pra mim, mais como eu falo isso, pro homem que me criou, que estava lá quando eu precisei, que me segurou no colo quando eu chorei, que me deu a mão quando eu ia cair, que enxugou minhas lágrimas quando eu chorei e principalmente, que me amou de verdade.

Ele pode não ser meu pai biológico, mais eu sou agradecida por tudo que ele fez por mim.

-Pai..., eu sussurro, sentindo as lágrimas subirem aos meus olhos.  Eu queria correr para os braços dele, buscar conforto naquele abraço que sempre me acolheu. Mas algo me impede, um nó na garganta, quando estou prestes a fazer isso, vejo Playboy na porta com outro homem o olhar de playboy, me impede de abraçar meu pai ,

-Eu preciso... eu preciso de um tempo", eu digo, com a voz embargada.

Eu me viro, incapaz de encará-lo, e corro para o quarto, me jogando na cama e me deixando levar pelas lágrimas que finalmente transbordam.

[...]

Acordo bocejando, pisco algumas vezes e levanto da cama.

Vou no banheiro jogar uma água no rosto, nossa, chorei tanto que meus olhos estão inchados.

Goianinha 🌺 ( concluída )Histórias para pegar e não largar. Descubra agora