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Milena

Meu pai perguntou onde eu queria ir, disse que no shopping e depois no museu que eu vi aquele dia.

Ele concordou e nos fomos para o shopping no caminho ele ficou me fazendo várias perguntas, eu respondi todas, mesmo achando muito estranho e desnecessário.

Patrick: O que você vai querer comprar ?

-Tem muito dinheiro aí? Sabe que eu não sou barata né.

Ele sorri tirando um cartão da carteira entregando na minha mão, fiquei animada parecendo uma criança de cinco anos de idade.

Aproveitei para levar ele a miséria, não é sempre que ele abre a mão assim, ele é praticamente rico, falta não vai fazer, e também eu não tô nem aí, ele da um jeito depois, não mandei me criar como filha, agora aguente.

Eu não contei sobre a gravidez, mais pretendo, até porque não vejo motivos para esconder isso dele.

Paro na frente de uma vitrine, tem tantas roupas de bebê que eu fico apaixonada.

Ele me olha de sobrancelha arqueada.

Patrick: que foi ?

-Você já se imaginou sendo pai ?

Patrick: eu imaginava muito isso quando era mais novo, mais porque a pergunta?

-E qual foi a sensação quando você descobriu sobre mim? - ele me olha e eu percebo uma tristeza lá no fundo de seus olhos. - digo, de mim não, da Elaine. - sorrio fraco.

Patrick: Eu sei que não sou seu pai de verdade, mais pai é aquele que cria.

-Então, como você sentiu quando descobriu que teria eu como filha?

Patrick: Eu fiquei feliz, sempre foi meu sonho ser pai.

-Só feliz ? - franzo a testa.

Patrick: eu não sei explicar. - fala pra olhando para as roupinhas de bebê ficando sério. - porque tá me fazendo essas perguntas?

-Porque você perguntou se eu gostava de morar aqui? E se eu gostava do playboy?

Ele rir coçando a sobrancelha, paro de olhar as roupinhas para encarar ele.

-Pai ? - ele me olha.

Patrick: Um pai pode se preocupar com a filha né ?

-Você tem certeza que é só preocupação? - ele balança a cabeça dizendo que sim e se aproxima.

Patrick: deixa eu te ajudar filha,  você não vai ter futuro com esse bandido.

-Como assim me ajudar? Eu não preciso de ajuda, eu tô bem.

Patrick: Ele não te ama, você já parou pra pensar nisso ?

-Como pode ter certeza?

Patrick: Vocês mal se conhece Milena, não teve tempo de criar sentimentos entre vocês.

Ele tem razão em algumas partes, mais eu não quero ir embora daqui.

-Eu sei, e você tá certo.- ele me olha sorrindo - mais eu tô grávida.

O sorriso dele morre aos poucos, ele evita me olhar pra mim não ver a decepção em seus olhos.

Patrick: Você vai mesmo levar isso adiante ?

-pera, o que você tá querendo me perguntar ?

Patrick: Não tá pronta para ser mãe, não sabe nem por onde começa.

-EU POSSO APRENDER - grito - eu posso aprender. - repito a mesma frase sentindo uma dor horrível dentro de mim.

Patrick: Deveria pensar com carinho, que...- me esquivo de seu toque.

-Nunca mais tente dizer que eu deveria abortar meu filho, eu vou sim seguir com a gravidez, vou ter esse bebê.

Patrick: Você quem sabe, a vida é sua. - enfia a mão no bolso dando de ombros.

-Exatamente. - engulo a saliva - vamos embora, eu cansei disso aqui.

Falo fria e olho pra ele com nojo.

Ele paga as coisas que eu comprei, me sinto mal agora, de ter comprado essas coisas com o dinheiro dele.

Ele volta comigo pro morro, eu desço do carro e não dou nem tempo dele falar nada, saio correndo e subo pro meu quarto.

Fecho a porta e me jogo na cama, fecho os olhos e choro.

Passo a mão na minha barriga e começo a conversar com meu filho.

-A mamãe te ama, eu não vou deixar ninguém te tirar de mim. - as palavras pulam para fora da minha boca, assuntando até eu de tanta certeza que eu deixei explícita.

Tirei o vestido que estava usando e deitei na cama só de calcinha e sutiã, pegando no sono rapidinho.

Goianinha 🌺 ( concluída )Histórias para pegar e não largar. Descubra agora