Ajuda

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Pov. Kenea

Já faz duas semanas!

Duas malditas semanas que Lorde Simon está a todo custo tentando me torturar e claro ele está tentando a todos custo me fazer perder o controle, assim como fez com a Duquesa Catherine que é sua prima.

A culpa era dele, Billie e Catherine não estão juntas. Por culpa da sua ambição de ser o maior e por algum motivo, ele tinha obsessão na Billie e isso era assustador. Ouvi as criadas falar sobre uma vez assim que Billie anunciou seu noivado a ele.

Flashback on:

- Ele és totalmente obcecado na Duquesa - franzi o cenho ao escutar essa informação

- Cuidado com o que vós dizes-te, não esqueça que ele tem poder - sussurrou

- Soube que ele ... - ela fez uma pausa - Abusou de uma das criadas dele - ouço um suspiro - Era apenas uma criança Gildite - silêncio

- O que ele queres és o título da vossa Duquesa e não a vossa Duquesa em pessoa - falou como se fosse óbvio

Flashback off

Ter que pensar desta forma nos leva a questionar com o que estamos lidando, apesar que eu sabia que Billie e Finneas tinham algum tipo de planos era nítido.

Lorde Simon parece estar à beira da loucura, mas essa sua obsessão me deixa em alerta constante. Não sei até onde ele está disposto a ir, mas uma coisa é clara: ele não conhece limites.

Por mais que ele tente me quebrar, mantenho minha postura. Não vou dar o gostinho de ver meu controle sumir, mesmo que meu interior esteja em caos. As palavras que ouvi das criadas ainda ecoam na minha mente. Aquele homem é um monstro, o que ele foi capaz de fazer até com a própria prima é tão surreal que mostra o que ele é capaz de fazer.

Lorde Simon está se tornando mais ousado, mais perigoso. Ontem mesmo, vi quando ele passou pelo corredor e, em um movimento sutil, empurrou uma das criadas contra a parede. Meu corpo inteiro congelou. O sorriso doentio em seu rosto foi suficiente para me fazer querer agir, mas sei que qualquer atitude precipitada pode pôr tudo a perder.

"Respire, Kenea. Espere. Observe.", murmurei para mim mesma antes de sair dali às pressas.

(...)

Mais tarde naquela noite, ouvi passos no corredor próximo ao meu quarto. Quando a porta rangeu suavemente, segurei minha respiração por uns instantes

- Kenea, sou eu! - a voz abafada de Billie me fez soltar o ar preso nos pulmões.

Ela entrou rapidamente, vestida com um vestido preto como se tivesse de luto. Meu coração acelerou enquanto me virava para encarar a porta.

- Billie? - chamei, aliviada, mas ainda cautelosa.

Ela fechou a porta atrás de si, olhando por sobre os ombros antes de se virar para mim. Ela tinha uma expressão de preocupação que fazia seus olhos parecerem ainda mais intensos.

- Kenea, precisamos conversar

Eu me aproximei, o ambiente silencioso exceto pelo som de nossos passos sobre o chão de madeira.

- O que está acontecendo?

Ela olhou ao redor como se temesse ser ouvida.

- Lorde Simon está planejando um golpe. Está tentando destruir qualquer um que possa se opor a ele. Finneas já foi afastado dos assuntos do conselho, e agora ele está de olho em você.

- Em mim? - questionei, surpresa.

- Sim. Ele sabe que você não é tão submissa quanto aparenta. Ele está testando você, provocando, esperando que perca o controle para justificar algo... talvez uma punição pública.

Minha mente girava. Isso fazia sentido. Os olhares insistentes, as palavras ditas para me desestabilizar. Simon era metódico e cruel, e eu estava exatamente onde ele queria.

- Mas há algo mais - continuou Billie. - Ele estais querendo entregar a vós para o conselho, ele soubes-te exatamente as coisas ruins que está a te acontecer

- O quê? - perguntei, tentando conter o desespero em minha voz.

Billie hesitou, seu olhar fixo no meu.

- Ele quer a mim. Não por amor, Kenea, mas por status. Ele acredita que, ao me tornar sua esposa, pode consolidar seu poder e eliminar qualquer chance de oposição.

Meus olhos se arregalaram. Isso explicava tanta coisa.

- Ele não pode fazer isso. Ele... Billie...

- Não importa o que houves-te até aqui. Ele está decidido, e você sabe como ele é quando quer algo.

Eu sabia. E, naquele momento, também sabia que precisávamos agir rápido.

- O que fazemos? - perguntei.

Billie apertou minhas mãos, seus olhos queimando de determinação.

- Nós precisamos expor-lo. Ele não és tão intocável quanto acredita ser. Se conseguirmos o apoio de algumas pessoas-chave, talvez possamos virar o jogo. Mas, para isso, preciso da sua ajuda.

Assenti, minha voz firme.

- Estou com você. O que precisa que eu faça?

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