Eclipse

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Nossas bocas se unem
Declarando um adeus mudo,
O som das nossas respirações
E os peitos colados,
Um romeu, uma julieta,
Sabendo de todas injustiças,
Desafiando o fim da história
Com sorrisos amargos nos rostos,
Fingindo que não nos conhecemos
Mesmo sabendo cada traço do corpo,
Cada constelação escondida,
Vivemos uma vida de vitrines,
De preços e poucas qualidades,
Escondemos quem somos de verdade
Por trás de máscaras de "felicidade"
Nossos olhos se conectam
É difícil de esconder a proximidade
Então de tanto fingir ignorância
Nos tornamos ignorantes,
Nos entregamos à caprichos dos outros,
E tudo bem,
"tudo bem" pode ser tudo
Menos a verdade,
Mas se fingirmos mais um pouco
Quem sabe não se torne realidade?

A Pintora De Telas Em Branco.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora