32 - phases

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No dia seguinte, a atmosfera na escola ainda estava carregada. Nayeon e Momo haviam decidido ficar juntas, enfrentando tudo e todos, mas a reação das pessoas ainda era um campo minado. As conversas nos corredores eram sussurradas, os olhares furtivos, mas as duas mantinham a calma. O que importava era que agora estavam firmes uma ao lado da outra, algo que ninguém poderia tirar delas.

No intervalo, Nayeon caminhava ao lado de Momo, os passos tranquilos, mas a tensão no ar era palpável. Elas sabiam que o pior ainda estava por vir, principalmente com Tzuyu e o grupo que a acompanhava.

Quando chegaram ao pátio, elas logo se depararam com Tzuyu e Mina. Tzuyu estava parada com os braços cruzados, a expressão fechada. Ao ver Momo, seu olhar se endureceu, mas ela não disse nada de imediato.

Mina observou as duas de maneira curiosa, mas sem o mesmo nível de hostilidade. Ela parecia mais distante, com um ar de quem estava tentando entender o que estava acontecendo, sem julgamentos tão rápidos. Tzuyu, porém, não tinha esse filtro.

— Então é isso, Nayeon? — Tzuyu começou, a voz fria. — Você está mesmo disposta a viver esse conto de fadas com ela? Com todas essas fofocas, com todo o julgamento? Você acha que isso vai ser fácil?

Nayeon ficou quieta, sentindo o peso das palavras de Tzuyu, mas não se deixando abalar. Ela olhou para Momo, que estava ao seu lado, pronta para apoiar cada palavra que saísse de sua boca.

— Eu sei o que estou fazendo, Tzuyu. — Nayeon respondeu, sua voz firme. — Não é sobre ser fácil ou difícil. É sobre ser honesta com quem eu sou.

Momo, que até então permanecera quieta, se adiantou, encarando Tzuyu com uma calma desafiadora.

— Você ainda acha que pode ditar o que ela deve ou não fazer, Tzuyu? — Momo falou, a voz carregada de firmeza. — Eu sei o que sou, e sei o que quero. E você, ao contrário, ainda está tentando me dizer o que eu posso ou não fazer com a minha vida?

Tzuyu soltou uma risada curta, mas sem humor.

— Isso não vai durar, Momo. Pode apostar. Vocês vão se arrepender, vai ser só uma fase. O mundo não vai mudar porque vocês querem que ele mude. — O tom de Tzuyu era gelado, como se ela estivesse tratando de um assunto já resolvido, com uma segurança que Nayeon não conseguia entender.

Mina olhou para Tzuyu, um pouco desconfortável com o confronto, mas não interferiu. Era como se ela soubesse que nada que dissesse mudaria a dinâmica entre elas.

— E o que você quer que a gente faça? — Momo perguntou, sem desviar o olhar. — Se você não entende, tudo bem. Mas saiba que não estamos pedindo a sua permissão.

Tzuyu deu um passo em direção a Momo, o olhar desafiador. A tensão era quase palpável, mas Momo não recuou. Ela estava em paz com suas escolhas.

— Eu não me importo com o que você acha, Tzuyu. Eu sei quem eu sou, e vou viver isso. Não vou deixar ninguém me fazer sentir que estou fazendo algo errado, e você, mais do que ninguém, não tem o direito de me julgar.

A resposta de Momo foi clara, sem hesitação, e por um momento, Nayeon sentiu a força da amizade delas. Mas Tzuyu não parecia disposta a ceder.

— No final, vai ser você quem vai sofrer, Momo. — Tzuyu disparou, seu tom se tornando mais ameaçador. — Não sei se você vai conseguir lidar com a pressão que vem por aí.

Momo deu de ombros, sem se deixar abalar.

— Eu não sou fraca, Tzuyu. E você não sabe nada sobre o que eu sou capaz de suportar.

A conversa ficou tensa por mais alguns segundos, até que Tzuyu finalmente se afastou, com um olhar de desdém, ainda acreditando que a relação entre Momo e Nayeon não passava de uma fase passageira.

— Vai ser difícil. E não se esqueça disso. — Tzuyu disse, com um sorriso cínico, antes de virar as costas e sair.

Mina ficou em silêncio, observando a cena, mas sem mais palavras. Ela parecia em dúvida, mas sabia que Tzuyu não a deixaria em paz tão facilmente.

Quando Tzuyu e Mina desapareceram de vista, Nayeon olhou para Momo, a tensão ainda no ar, mas com uma sensação de alívio.

— Eu sei que não vai ser fácil. — Nayeon disse, com um sorriso leve. — Mas não me importo. Não mais.

Momo olhou nos olhos de Nayeon, com um sorriso suave e determinado.

— Eu também não. E, juntos, vamos mostrar para o mundo que não estamos aqui para viver para agradar ninguém. Só para sermos nós mesmas.

Nayeon sorriu, sentindo o calor da confiança de Momo. Apesar da hostilidade de Tzuyu, elas estavam mais fortes do que nunca.

— Então, vamos fazer isso. Juntas... — ela parou e pensou por alguns segundos. — Por que está me olhando assim?

Mas ao invés de responder, Momo apenas riu e a guiou até o banheiro. Entre risadas, Nayeon tentava entender o que estava acontecendo, no entanto, não foi preciso muito tempo, apenas segundos até que a japonesa tomasse os lábios da sua garota em um beijo caloroso, com o gosto do gloss de morango da garota sendo agora parte da sua própria boca.

— E se alguém...

— Nay, eu gosto de você, mas você precisa aprender a ficar quieta e sentir o momento.

Momo riu e se trancou junto a ela em uma das cabines. Desabotoou com habilidade os botões do uniforme da mulher e, em seguida, foi desferindo beijos molhados, desde o pescoço até chegar no seio direito da garota, onde começou a chupar, sentindo o biquinho sensível alheio.

Nayeon se contorcia de prazer. Momo foi descendo mais beijos até enfim chegar na barra da saia da garota, onde levantou o item e sorriu. Sem enrolação, a mulher levou a boca até a intimidade alheia, desferindo selares molhados provocativos, até finalmente a chupar.

Sem conseguir se controlar, Nayeon gemia baixinho e puxava os cabelos alheios, implorando por mais e mais. Até que finalmente se desfez na boca da estrangeira.

As pernas de Nayeon tremiam, e nem mesmo ela conseguia voltar a ter o controle sobre si mesma.

— Você não tem noção do quão gostosa você é. Seu gosto... é viciante. — A japonesa confessou subindo até ficar na mesma altura dela e sorriu. — Você é minha.

Sparkles [NAYEON x MOMO]Onde histórias criam vida. Descubra agora