O som do teclado do notebook ecoava na sala quase silenciosa. Mark estava concentrado, revisando o texto do trabalho, mas Nayeon não conseguia se focar. Ainda sentia o gosto do beijo de Momo em seus lábios, a intensidade daquele momento queimando como uma brasa em seu peito.
Momo, sempre tão segura de si, estava casualmente deitada no sofá, com um sorriso satisfeito enquanto mexia no celular. Não parecia nada incomodada com o que tinha acontecido — como se beijar Nayeon e provocar aquele turbilhão de emoções fosse algo completamente normal.
Nayeon olhava para a tela do computador, tentando se concentrar no trabalho, mas as palavras não faziam sentido. Ela desviou o olhar para Momo, e seus olhos se encontraram por um breve instante. Momo sorriu de lado, uma expressão que era ao mesmo tempo provocativa e tranquilizadora, como se dissesse: Relaxa, eu sei o que estou fazendo.
Mark finalmente fechou o notebook e se esticou, interrompendo o silêncio.
— Acho que terminamos. Vou imprimir isso amanhã na faculdade. — Ele olhou para as duas, parecendo alheio à tensão que pairava no ar. — Vocês estão bem?
— Estamos ótimas. — Momo respondeu rapidamente, antes que Nayeon pudesse falar.
Mark parecia prestes a perguntar algo, mas seu celular vibrou na mesa. Ele pegou o aparelho e franziu a testa ao ver o nome na tela.
— É minha irmã. Volto já.
Ele se levantou e saiu da sala, deixando Nayeon e Momo sozinhas novamente.
Assim que a porta do quarto de Mark se fechou, Nayeon sentiu a pressão aumentar. Momo se levantou lentamente, cruzando os braços enquanto caminhava até ela.
— Você vai continuar fingindo que nada aconteceu? — Momo perguntou, a voz suave, mas com um tom desafiador.
Nayeon se virou para ela, o rosto quente.
— Não é isso... é só que... eu não sei o que dizer.
— Não precisa dizer nada. — Momo parou à frente dela, inclinando-se para que seus rostos ficassem próximos. — Só precisa sentir.
O silêncio entre elas era pesado, mas não desconfortável. Era cheio de expectativa, como se algo estivesse prestes a explodir.
— Por que você fez isso? — Nayeon finalmente perguntou, a voz quase um sussurro.
Momo sorriu, mas havia uma honestidade rara em seus olhos.
— Porque eu quis. Porque você quis. Porque, por mais que tente disfarçar, eu sei que você sente o mesmo que eu.
Nayeon ficou em silêncio, tentando processar as palavras.
— É complicado... — Ela começou, mas Momo a interrompeu.
— Não é. Você que está complicando.
Antes que Nayeon pudesse responder, Momo segurou sua mão com delicadeza, o calor de seu toque percorrendo cada fibra do corpo de Nayeon.
— Me diz que estou errada. — Momo desafiou, seu olhar preso ao de Nayeon.
Nayeon hesitou, mas não conseguiu encontrar palavras para contrariá-la. E Momo, como sempre, sabia exatamente o que isso significava.
Ela se aproximou mais uma vez, mas antes que pudesse fazer algo, a porta do quarto de Mark se abriu novamente. Ele entrou com o celular na mão, claramente irritado.
— Desculpa, era minha irmã reclamando de alguma coisa. Onde a gente estava?
Momo recuou, mas o sorriso em seu rosto deixava claro que aquilo estava longe de acabar.
— Terminamos o trabalho. Acho que a gente já pode ir, né, Nay?
Mark olhou para ela, confuso, mas assentiu.
— Sim, claro. Eu envio pra vocês amanhã.
Enquanto se preparavam para sair, Nayeon percebeu que Momo não havia apenas despertado algo nela, mas também plantado uma dúvida que não seria tão fácil de ignorar.
As duas saíram da residência, mas Momo se virou para Nayeon.
— Me dá uma carona?
A veterana revirou os olhos, mas como negar o pedido de uma carona de Momo? Nem que quisesse. Porém, o caminho não foi tão movimentado.
— Vai continuar quieta? — Momo perguntou, quebrando o silêncio, a voz levemente provocativa.
— Eu só... estou tentando entender. — Nayeon respondeu, olhando para a estrada.
— Entender o quê? O que você sentiu? Ou o que a gente fez?
Nayeon respirou fundo, sentindo o coração acelerar.
— Eu não sei. Acho que os dois.
— Você acha que isso foi um erro? — Momo perguntou, mas sua voz estava carregada de uma calma confiante, como se ela já soubesse a resposta.
Nayeon hesitou, as palavras presas na garganta. Finalmente, balançou a cabeça.
— Não. Não foi um erro.
Momo sorriu suavemente, e havia algo quase tranquilizador naquele sorriso.
— Então para de fugir disso. Não tem problema admitir que sentiu alguma coisa.
Nayeon abriu a boca para responder, mas Momo aproximou o rosto, e a proximidade fez com que todas as palavras se dissipassem. Ela ergueu a mão, tocando o rosto de Nayeon com cuidado, seus dedos quentes contra a pele fria da noite.
— Você sente isso, não sente? — Momo perguntou, a voz agora baixa, quase um sussurro.
Nayeon não precisou responder. Sua respiração acelerada, o leve tremor de suas mãos, a forma como ela olhava para Momo — tudo isso já era resposta suficiente.
Momo se inclinou ainda mais, mas parou a poucos centímetros de distância, esperando por uma permissão silenciosa. Nayeon havia acabado de chegar em sua casa, e não recuou. E com isso, Momo finalmente a beijou novamente.
Dessa vez, o beijo não foi surpreendente ou hesitante. Foi profundo, carregado de todas as emoções que Nayeon vinha tentando reprimir. Suas mãos encontraram os ombros de Momo, e ela se deixou levar, esquecendo-se do mundo ao redor.
Ali, só existia Nayeon e Momo.
Nada além disso.
A luz da lua refletia contra o rosto de ambas, e elas estavam sem pressa alguma de terminar aquele beijo. As mãos de Momo passeavam pela nuca feminina, enquanto Nayeon, por sua vez, sequer sabia aonde colocar as dela. Estava nervosa, mas a japonesa estava ali, a acalmando.
Quando se separaram, ambas estavam ofegantes. Momo encostou a testa na de Nayeon, os olhos ainda fechados.
— Viu? É disso que eu tô falando. — Momo disse, um sorriso nos lábios.
Nayeon não pôde deixar de rir, um som baixo, mas genuíno.
— Você é impossível.
— Só sei o que quero. — Momo respondeu, recuando para olhar nos olhos dela. — E acho que agora você também sabe.
— E o que eu quero? — Nayeon interrogou.
— Você me quer. — Momo respondeu de imediato, roçando seus lábios contra os dela.
— Você quer entrar? — A sul-coreana questionou, tentando mudar de assunto, mas ao mesmo tempo, não querendo que ela fosse embora.
E como resposta, Momo sorriu.
— Não acredito que você dirigiu para a sua casa.
— E vai me dizer que você estava querendo ir para a sua? Eu te conheço, Hirai Momo.
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Sparkles [NAYEON x MOMO]
FanfictionUma história na qual Hirai Momo é a novata que chama a atenção de todos, inclusive de Mark. Mas quem não vai gostar nada disso é Nayeon. - Um aviso: terá todo tipo de beijo nesta história. ✨
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