Em "Contract marriage" acompanhamos a história de Stella Bianchi e Aslan LeBlanc, ambas as famílias são rivais a anos. O destino os une em um casamento arranjado, regido por um contrato que mais parece uma sentença do que uma união.
E Apesar do ódi...
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Aslan LeBlanc |
Observo a ruiva comer a lasanha em silêncio, suas feições delicadas iluminadas pela luz suave da cozinha. O cheiro do prato recém-preparado ainda paira no ar. O silêncio entre nós pesa como um fardo.
Eu gostaria que ela falasse alguma coisa, qualquer coisa. O silêncio faz com que meus pensamentos fiquem a mil. As lembranças de Elijah assombram minha mente como sombras indesejadas. Eu queria estrangular aquele merda. Aperta o seu pescoço até que o ar faltasse de seus pulmões e o corpo desligasse. Mas não quero ser preso, sou jovem demais para ter uma ficha criminal.
— Vai quebrar o copo se continuar apertando desse jeito. – A voz da Stella me tira de meus pensamentos. Ela olhava para a minha mão, que estava segurando um copo de vidro. Desço meu olhar e percebo que envolvia o copo com tanta força que meus dedos estavam brancos. Suspiro e relaxo meus dedos, tentando dissipar a tensão. Pigarreio e a olho novamente.
— A comida está boa? – Pergunto, tentando puxar uma conversa. Ela me olha por um momento em silêncio, mas logo assente com a cabeça, seu olhar tímido e hesitante me faz sentir uma leve alegria. Abro um mínimo sorriso. – Eu sei, sou um ótimo cozinheiro.
A ruiva revira os olhos, uma expressão divertida que me encanta.
— Deveria parar de ser tão convencido, não acha?
Nego com a cabeça, um sorriso maroto nos lábios.
— É o meu charme, amor.
Ela faz uma careta ao ouvir o apelido, pressionando os lábios um no outro como se estivesse ponderando o que dizer. Solto uma leve risada. Voltamos a ficar em silêncio por um tempo, mas ele é quebrado quando Stella fala novamente.
— Você buscou o meu carro? Eu preciso dele para ir à escola amanhã.
— Não se preocupe. Eu sou um ser humano muito responsável e que pensa em tudo, então, sim, eu busquei.
A ruiva concorda com a cabeça enquanto continua a mexer na comida do prato. Eu a observo, admirando seu rosto. Deveria fazer isso? Não. Mas farei mesmo assim. Até que me lembro de algo que queria perguntar a ela.
— Ruivinha. – Chamo sua atenção. Os olhos dela desviam do prato e param em mim, um brilho inquieto surge neles. – Sabe, nessas últimas semanas eu não te vi indo para o trabalho. Você pensou sobre o que falei há algumas semanas atrás e decidiu se demitir?
Diga que sim. Diga que sim. Diga que sim.
— Não. Eu estou de folga. Volto na semana que vem ao trabalho.
Porra. Era pra você dizer que sim!
— Stella, eu realmente posso te bancar. Principalmente sabendo da sua situação em relação aos seus pais cretinos, com todo o respeito, é claro. E não me incomodo de dar o dinheiro que você precisar, é só pedir. Não irei esfregar o dinheiro na sua cara. Posso até ser um canalha, porém sou um canalha com senso.