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Stella Bianchi |

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Stella Bianchi |

Assim que abro os meus olhos, uma dor de cabeça me invade. Fecho os meus olhos novamente, os apertando com força, na esperança de que, ao abrir, a dor tenha desaparecido.

Rolo sobre a cama e enfio meu rosto no travesseiro, soltando um resmungo abafado.

Não foi uma boa ideia encher a cara de bebida.

Mas pelo menos eu tive o mínimo de senso e fiz isso em uma sexta-feira, ou seja, hoje é sábado. Isso faz com que não seja tão ruim eu ficar de ressaca, não é? Posso ficar deitada na cama o dia inteiro.
Ainda sim, foi um tanto idiota da minha parte. Não tenho o costume de beber. E mesmo assim, decidir beber até dizer chega.
Culpa da praga do Aslan. Quem mandou ficar na minha cabeça? Aquele idiota.

Permaneço deitada sobre o colchão macio durante alguns minutos. Mas logo me viro, deixando minhas costas contra o tecido do lençol, encaro o teto. Sinto a minha consciência começar a pesar e franzo o cenho.

Eu não fiz nenhuma merda ontem, né?

Se fiz. Não me lembro. Então, nunca saberei.
E se eu não me lembro, automaticamente, não fiz nada. Fonte? Vozes da minha cabeça.

Depois de mais um tempo pensando em nada, me levanto e vou até o banheiro. Tomo um banho rápido  apenas para tentar amenizar a dor em minha cabeça. Em seguida, desço as escadas e ando para a cozinha.

Eu estava indo em direção a geladeira, mas paro quando vejo uma cartela de comprimidos junto com um pedaço de papel em cima da mesa. Minhas sobrancelhas se franzem em confusão. Meus pés andam até a mesa, olho o papel e leio as palavras que estavam escritas em uma caligrafia bonita e elegante.

"Bom dia, Chuck. Espero que não tenha tido um coma alcoólico. Como sou um ótimo homem e marido, deixei o remédio para a ressaca a sua disposição. Também deixei comida pronta na geladeira para que você possa almoçar. Que vida fácil, hein? O seu maridinho chega a noite, não morra de saudades. E força, você consegue engolir o remédio, Stellinha!"

Mordo o interior da minha bochecha. Que idiotinha chato e fofo.

Faço uma careta com o meu pensamento. Encaro a cartela de comprimidos e suspiro. Você consegue engolir o comprimido, Stella. Você consegue!

 Você consegue!

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