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Malu

Abro os meus olhos em câmera lenta vendo o local todo branco, começo a ter flashs do que aconteu e tento me mexer na cama, mas paro assim que começo a sentir dor

Tem um acesso no meu braço ligado a uma bolsa de soro que já tá quase no fim

A cena daquele homem me tocando surge na minha mente e me faz querer tomar banho urgente, começo a me coçar sentindo uma agonia imensa

Escuto passos se aproximando e penso ser alguma enfermeira, mas me surpreendo quando vejo o Gomes entrar

Ele me olha e passa a mão no cabeça tirando o boné

Gomes: Como é que tu tá pô?- pergunta do meu lado

Malu: Tô bem- respiro fundo- eu acho- completo a frase falando mais pra mim do que pra ele

Gomes: Não sei nem o que falar pra tu, mas desculpa aí foi erro meu essa parada- engulo em seco e foco na parede na minha frente evitando contato visual

Malu: Na verdade o erro foi meu, não sei onde eu tava com a cabeça de ir pra sua casa. Fui idiota pra caralho- dou uma risada sem graça- acho que o preço que eu paguei pra entender que isso não era pra mim foi um pouco caro

Gomes: Juro pra tu pô que a minha mente tá me castigando por ter feito isso

Malu: Nós dois sabíamos que uma hora isso ia ter que acabar, e acabou dessa forma. Porém não tem porque eu colocar a culpa em você Yago eu que te procurei, se eu tivesse ficado em casa nada disso teria acontecido, mas quando você foi buscar a chave eu vi que você tava na maldade fui emocionada e achei que você tava me querendo, mas na real tava era querendo outra- termino de falar e coloco a ponta do meu dedo na boca mordendo

Gomes: Eu tava chapado de maconha, tava fora da minha realidade Malu

Malu: A sua vida pessoal não me diz a respeito Gomes, não tem pra que me dá satisfação -Ele balança a cabeça

Gomes: Só me diz uma coisa, além daquele filho da puta fazer isso contigo ele te estuprou?

Eu viro a minha cabeça pro outro lado da cama com vergonha de mim mesma e sinto os meus olhos começarem a lacrimejar

Sinto o Gomes segurar a minha mão e passar a mão no meu cabelo, finjo que não mas a única coisa que eu queria agora era o abraço dele

Gomes: Eu vou resolver isso, e aquele desgraçado vai pagar pelo que fez, pode ter certeza disso. Só me diz se tu tá bem mesmo pra mim ficar com a mente mais tranquila

Malu: Tô, eu tô bem sim Yago

Gomes: Vou seguir o meu rumo aí então pô a Maíra tá aí, Jajá ela vem fica comtigo

Ele segura no meu queixo virando o meu rosto pra ele e da um beijo na minha testa, e depois solta a mão da minha

No mesmo instante que ele vai passar pela porta a minha mãe entra quase batendo de frente com ele

Ele ignora e passa reto

Maíra: Que bom que você acordou meu amor, como você tá se sentindo?

Malu: Tô bem, só tô sentindo um pouco de dor- respondo fazendo careta

Maíra: Vou pedir pra a enfermeira aumentar a dose do medicamento, mas acredito que seja normal sentir dor mesmo

Malu: Tá bom

Maíra: O que aquele muleque tava fazendo aqui?- pergunta se sentando em uma poltrona do lado da cama

Malu: O meu pai que mandou ele saber como eu tava

Maíra: Quantas vezes eu te falei pra não ir pra aquele lugar ein, se você me escutasse nada disso teria acontecido, essa foi a gota d'água agora você não pisa lá mais

LuxúriaOnde histórias criam vida. Descubra agora