Âmbar aproveitava um momento de descanso no sofá de sua casa, segurando uma xícara de chá. O dia tinha sido cheio e, finalmente, ela podia relaxar. Mas a tranquilidade foi interrompida pelo toque da campainha.
Ela se levantou com calma e caminhou até a porta, sem imaginar quem estaria ali. Quando abriu, ficou paralisada.
Âmbar: León?!
León abriu um sorriso largo, com os olhos brilhando de diversão.
León: Surpresa!
Âmbar piscou algumas vezes, ainda sem acreditar no que via.
Âmbar: O que você está fazendo aqui?
León: Pensei em te avisar antes, mas onde estaria a graça nisso?
Ela cruzou os braços, sem disfarçar o choque.
Âmbar: Você some por tanto tempo e aparece assim, do nada?
León: Bom... achei que era o momento certo para voltar.
Ela riu, balançando a cabeça.
Âmbar: Então, vai entrar ou vai ficar parado feito um idiota?
León soltou uma risada e entrou, observando cada detalhe do lugar.
León: Uau... Bem elegante. Não esperava menos de você.
Âmbar: Gostou?
León: É a sua cara. Mas confesso que não achei que você fosse se casar tão rápido.
Ela arqueou uma sobrancelha.
Âmbar: E desde quando isso te importa?
León desviou o olhar por um segundo antes de sorrir.
León: Só um comentário.
Mais tarde naquela noite, Matteo chegou cansado, mas ansioso para encontrar Âmbar. Ele a viu na varanda, olhando para o céu com um sorriso sereno.
Matteo: No que tanto pensa?
Ele se aproximou e envolveu os braços ao redor da cintura dela.
Âmbar: Em tudo. No casamento, na nossa casa... em como minha vida mudou tanto.
Matteo beijou o topo da cabeça dela.
Matteo: Mudou para melhor, né?
Âmbar: Com certeza.
Ele virou-a de frente e segurou seu rosto com carinho.
Matteo: Você tem ideia do quanto eu sou feliz ao seu lado?
Os olhos dela brilharam.
Âmbar: Se for metade do que eu sou, então estamos bem.
Matteo sorriu e a beijou com paixão. Quando se separaram, pegou a mão dela e a levou para dentro.
Matteo: Vem... quero aproveitar essa noite só com você.
Gaston e Delfi se encontraram na lanchonete onde costumavam conversar. O clima estava tenso.
Gaston: Precisamos falar sobre isso.
Ele olhou para Delfi com seriedade. Ela, mexendo distraidamente no copo, assentiu.
Delfi: Eu sei.
Gaston: Eu amo a Nina, de verdade. Mas... o que eu sinto por você ainda está aqui.
Delfi baixou os olhos.
Delfi: Eu também sinto. Mas também amo o Pedro como nunca amei ninguém , e não quero magoá-lo.
Gaston: Acho que o melhor a fazer é nos afastarmos.
Ela ergueu o olhar para ele, hesitante.
Delfi: Você acha que é o certo?
Gaston: Acho que é o necessário. Pelo menos por um tempo.
Delfi suspirou, segurando as lágrimas.
Delfi: É difícil... mas eu concordo.
Os dois se encararam por um longo momento.
Gaston: Seja feliz, Delfi.
Delfi: Você também, Gaston.
Sem mais palavras, eles se despediram, seguindo caminhos opostos.
Simón e Luna caminhavam pela praça perto do roller , de mãos dadas, aproveitando cada minuto juntos.
Luna: Sabe, Simón... acho que nunca te disse isso o suficiente.
Simón: O quê?
Ela parou de andar e olhou nos olhos dele.
Luna: O quanto eu te amo.
Ele ficou surpreso, mas logo abriu um sorriso enorme.
Simón: Engraçado... eu ia dizer exatamente a mesma coisa.
Luna riu e o abraçou.
Luna: Então diz.
Simón segurou o rosto dela e murmurou:
Simón: Eu te amo, Luna. Mais do que qualquer coisa nesse mundo.
Os olhos dela se encheram de emoção.
Luna: Eu também te amo, Simón.
Ele a beijou, e naquele momento, nada mais importava além dos dois e o som das ondas ao fundo.
Jasmín caminhava pelo shopping quando esbarrou em alguém.
Jasmín: Ops! Meu erro!
Ela olhou para cima e viu um rapaz alto, de cabelos castanhos e olhos claros. Ele sorriu educadamente.
Rapaz: Acontece.
Ela estreitou os olhos, tentando reconhecê-lo.
Jasmín: Te conheço de algum lugar?
Rapaz: Talvez do Roller. Eu costumo ir lá às vezes.
Jasmín sorriu, interessada.
Jasmín: Hm... interessante.
Rapaz: Sou Max, aliás.
Jasmín: Jasmín.
Eles se encararam por alguns segundos, até que Max quebrou o silêncio.
Max: Quer tomar um café?
Jasmín: Por que não?
O jantar de Alfredo
Naquela noite, Alfredo preparou um jantar especial na mansão, reunindo suas netas e recebendo León.
Todos estavam animados, conversando e rindo, até que Alfredo olhou para Simón com um sorriso travesso.
Alfredo: E então, Simón? Quando vai pedir Luna em casamento?
Simón, que tomava um gole de suco, se engasgou imediatamente. Luna deu tapinhas em suas costas, rindo.
Luna: Vô, para de pegar no pé dele!
Todos riram, menos Simón e Luna.
Luna: Eu e Simón achamos que ainda é cedo para isso.
Simón: Mas tenho certeza de que vou me casar com a Luna um dia. Só queremos fazer as coisas no nosso tempo.
Alfredo assentiu.
Alfredo: Justo. Mas não demorem muito, hein?
Simón riu nervoso, enquanto Luna segurava sua mão por baixo da mesa.
A noite seguiu animada, mas, no fundo, Simón sabia que aquela pergunta ia ficar martelando em sua cabeça por um bom tempo.
