23 capítulo

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Âmbar aproveitava um momento de descanso no sofá de sua casa, segurando uma xícara de chá. O dia tinha sido cheio e, finalmente, ela podia relaxar. Mas a tranquilidade foi interrompida pelo toque da campainha.

Ela se levantou com calma e caminhou até a porta, sem imaginar quem estaria ali. Quando abriu, ficou paralisada.

Âmbar: León?!

León abriu um sorriso largo, com os olhos brilhando de diversão.

León: Surpresa!

Âmbar piscou algumas vezes, ainda sem acreditar no que via.

Âmbar: O que você está fazendo aqui?

León: Pensei em te avisar antes, mas onde estaria a graça nisso?

Ela cruzou os braços, sem disfarçar o choque.

Âmbar: Você some por tanto tempo e aparece assim, do nada?

León: Bom... achei que era o momento certo para voltar.

Ela riu, balançando a cabeça.

Âmbar: Então, vai entrar ou vai ficar parado feito um idiota?

León soltou uma risada e entrou, observando cada detalhe do lugar.

León: Uau... Bem elegante. Não esperava menos de você.

Âmbar: Gostou?

León: É a sua cara. Mas confesso que não achei que você fosse se casar tão rápido.

Ela arqueou uma sobrancelha.

Âmbar: E desde quando isso te importa?

León desviou o olhar por um segundo antes de sorrir.

León: Só um comentário.

Mais tarde naquela noite, Matteo chegou cansado, mas ansioso para encontrar Âmbar. Ele a viu na varanda, olhando para o céu com um sorriso sereno.

Matteo: No que tanto pensa?

Ele se aproximou e envolveu os braços ao redor da cintura dela.

Âmbar: Em tudo. No casamento, na nossa casa... em como minha vida mudou tanto.

Matteo beijou o topo da cabeça dela.

Matteo: Mudou para melhor, né?

Âmbar: Com certeza.

Ele virou-a de frente e segurou seu rosto com carinho.

Matteo: Você tem ideia do quanto eu sou feliz ao seu lado?

Os olhos dela brilharam.

Âmbar: Se for metade do que eu sou, então estamos bem.

Matteo sorriu e a beijou com paixão. Quando se separaram, pegou a mão dela e a levou para dentro.

Matteo: Vem... quero aproveitar essa noite só com você.

Gaston e Delfi se encontraram na lanchonete onde costumavam conversar. O clima estava tenso.

Gaston: Precisamos falar sobre isso.

Ele olhou para Delfi com seriedade. Ela, mexendo distraidamente no copo, assentiu.

Delfi: Eu sei.

Gaston: Eu amo a Nina, de verdade. Mas... o que eu sinto por você ainda está aqui.

Delfi baixou os olhos.

Delfi: Eu também sinto. Mas também amo o Pedro como nunca amei ninguém , e não quero magoá-lo.

Gaston: Acho que o melhor a fazer é nos afastarmos.

Ela ergueu o olhar para ele, hesitante.

Delfi: Você acha que é o certo?

Gaston: Acho que é o necessário. Pelo menos por um tempo.

Delfi suspirou, segurando as lágrimas.

Delfi: É difícil... mas eu concordo.

Os dois se encararam por um longo momento.

Gaston: Seja feliz, Delfi.

Delfi: Você também, Gaston.

Sem mais palavras, eles se despediram, seguindo caminhos opostos.

Simón e Luna caminhavam pela praça perto do roller , de mãos dadas, aproveitando  cada minuto juntos.

Luna: Sabe, Simón... acho que nunca te disse isso o suficiente.

Simón: O quê?

Ela parou de andar e olhou nos olhos dele.

Luna: O quanto eu te amo.

Ele ficou surpreso, mas logo abriu um sorriso enorme.

Simón: Engraçado... eu ia dizer exatamente a mesma coisa.

Luna riu e o abraçou.

Luna: Então diz.

Simón segurou o rosto dela e murmurou:

Simón: Eu te amo, Luna. Mais do que qualquer coisa nesse mundo.

Os olhos dela se encheram de emoção.

Luna: Eu também te amo, Simón.

Ele a beijou, e naquele momento, nada mais importava além dos dois e o som das ondas ao fundo.

Jasmín caminhava pelo shopping quando esbarrou em alguém.

Jasmín: Ops! Meu erro!

Ela olhou para cima e viu um rapaz alto, de cabelos castanhos e olhos claros. Ele sorriu educadamente.

Rapaz: Acontece.

Ela estreitou os olhos, tentando reconhecê-lo.

Jasmín: Te conheço de algum lugar?

Rapaz: Talvez do Roller. Eu costumo ir lá às vezes.

Jasmín sorriu, interessada.

Jasmín: Hm... interessante.

Rapaz: Sou Max, aliás.

Jasmín: Jasmín.

Eles se encararam por alguns segundos, até que Max quebrou o silêncio.

Max: Quer tomar um café?

Jasmín: Por que não?

O jantar de Alfredo

Naquela noite, Alfredo preparou um jantar especial na mansão, reunindo suas netas e recebendo León.

Todos estavam animados, conversando e rindo, até que Alfredo olhou para Simón com um sorriso travesso.

Alfredo: E então, Simón? Quando vai pedir Luna em casamento?

Simón, que tomava um gole de suco, se engasgou imediatamente. Luna deu tapinhas em suas costas, rindo.

Luna: Vô, para de pegar no pé dele!

Todos riram, menos Simón e Luna.

Luna: Eu e Simón achamos que ainda é cedo para isso.

Simón: Mas tenho certeza de que vou me casar com a Luna um dia. Só queremos fazer as coisas no nosso tempo.

Alfredo assentiu.

Alfredo: Justo. Mas não demorem muito, hein?

Simón riu nervoso, enquanto Luna segurava sua mão por baixo da mesa.

A noite seguiu animada, mas, no fundo, Simón sabia que aquela pergunta ia ficar martelando em sua cabeça por um bom tempo.

Eu Odeio Te Amar ( Mambar)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora