Capítulo 16

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AQUILO TUDO ERA UMA MERDA

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AQUILO TUDO ERA UMA MERDA. Uma confusão completa e absoluta. Como era possível que aquelas pessoas estivessem tão fora de si? A loucura delas parecia transbordar e me cercar, sufocando qualquer resquício de sanidade que eu pudesse ter. Mas, ao mesmo tempo, me dei conta de que talvez eu mesma estivesse à beira da loucura.

— Nos deixem a sós...

Jenny pediu com a voz firme, a eu pude ouvir os passos dos garotos se afastando para fora do escritório sem dizerem uma só até que finalmente ficamos sozinhas. O silêncio preencheu o ambiente, ela me observava com um olhar sério e determinado, seus olhos fixos nos meus, como se estivesse tentando enxergar além da minha fachada de nervosismo.

— Eu vou te amostrar algo que demorei de ver quando cheguei até aqui...

Jenny desceu da mesa devagar, cada movimento calculado e sereno. Caminhou até uma prateleira e, sem pressa, pegou um livro qualquer. Voltando para a mesa, ela o colocou suavemente sobre madeira e se sentou em uma cadeira próxima. Seus olhos permaneceram fixos em mim, mas havia uma nova ternura em seu olhar.

Curiosa, aproximei-me e, enquanto me inclinava para observar melhor, percebi que não era apenas um livro. Tratava-se de um álbum de fotos. A capa empoeirada e as bordas gastas indicavam que havia sido manuseado muitas vezes ao longo dos anos. Aquele objeto misterioso parecia conter memórias esquecidas e histórias há muito tempo guardadas.

— O que é isso?

Jenny manteve-se em silêncio, esperando que eu abrisse o álbum. Sentindo um misto de ansiedade e expectativa, abri a primeira página e fui confrontada por imagens de tempos passados, tempos que eu se quer me lembrava. Lá estava eu, nos braços de meus pais biológicos, rostos cheios de amor e alegria. As imagens capturavam momentos felizes, vi-me sorrindo no colo de minha mãe, meu pai me segurando carinhosamente enquanto fazíamos caretas para a câmera. Eles pareciam tão jovens e cheios de vida:

— Eles parecem felizes... — Sussurrei me sentando finalmente na cadeira a sua frente — Porque foram assassinados?

— Os Bruxos mas antigos são nomeados como líderes, são como conselheiros para o povo do clã. — ela começou a explicar — George Roux, nosso pai. Era o sumo sacedorte mas antigo de nossa família, ele era respeitado por todos. Porém quando descobriram o seu nascimento, as pessoas começaram a se sentir ameaçados.

— Porquê?

— Os bruxos de sangue puro, se casam com bruxos de sangue puro Penélope. — Ela explicou com cautela — Eles são imortais, o que significa que para gerar herdeiros eles se relacionam com humanos, bruxos de sangue puro não podem gerar!

— Então, nossos pais tinham o sangue puro?

Questionei e Jenny balançou a cabeça em concordância.

— Joy me contou que nosso nascimento foi mantido em segredo até a noite em que nossos pais foram assassinados, uma criança gerada do sangue puro da família mas poderosa de todo os bruxos... Eles temiam.— ela sussurrou a última parte — eles invadiram nossa casa para nós matar, mas com a ajuda de Joy, ele nos levou para bem longe e nossos pais foram assassinados ali. Como lixos e descartados como....

— Mais o que tem de tão ruim? — confusa eu questionei — deveria ser considerado milagre....

— Um bruxo nascido do sangue puro, é considerado um demônio perante eles. E é por isso que eu escolhi ficar, tomar o que é meu por direito!

— Você quer se tornar líderes deles? — arregalei os olhos — Tentaram te matar.

— Eu tenho quase todo o poder que preciso agora, passei os últimos anos trabalhando feito uma louca, estou pronta para começar a minha vingança e aniquilar todos aqueles que se levantaram contra a minha família.

Observei Jenny com atenção, captando o olhar frio e cheio de ódio em seus olhos. Era como se uma chama de vingança queimasse dentro dela, alimentada pela dor e pela perda dos nosso pais. Cada palavra que ela proferia sobre sua vingança parecia carregar o peso de um passado sombrio e implacável.

— Você tem aliados?

— Eu consegui com o tempo aqui, as pessoas te veeneram quando você demonstra algum tipo de poder! — Ela deu de ombros — Não era pra você está aqui, Penélope. Sinto muito...

— Porquê?

— A verdade é que eu queria te tirar do caminho, não queria despultar com alguém o meu lugar de direito independente de ser comigo mesma.

Enquanto juntava as peças do quebra-cabeça, uma sensação de pavor começou a tomar conta de mim. Cada fragmento que se encaixava revelava uma imagem mais clara, uma verdade que eu tentava desesperadamente ignorar. Quando finalmente percebi que era Jenny quem tinha tentado me matar, foi como se um golpe devastador tivesse atingido meu coração.

— Era você que tentou me matar? — Sussurrei incrédula me afastando um pouco

— Não se surpreenda, foi um momento de burrice. — Ela falava como se aquilo não tivesse importância alguma — Tudo iria acontecer como aconteceu comigo, você voltaria no tempo e descobriria todo seu passado. Não poderia correr o risco de você tomar tudo o que eu construir para conseguir, então matá-la foi a única opção, porém acidentalmente você foi levada a Forks.

— A claro porque me matar era a opção mas viável, isso é ridículo! Eu não sou você tá legal! — Gritei irritada — Eu não largaria a minha família e meus amigos por algo assim, para viver uma vida de mentiras!

— Eu também pensava dessa maneira, até conhecer o poder!

— Só que eu não preciso de poder, Jenny — Falei seu nome com ironia — Eu tenho uma vida no futuro, uma vida na qual eu amo e nunca iria deixá-la por poder ou seja lá quais foram suas motivações. Eu vim parar aqui na merda do passado por sua culpa e não tenho como ir embora, não vou atrás de seu poder tá legal!

— Eu não confio em você....

— Tá de brincadeira! — Revirei os olhos

— Olha só, você não tá nem um pouco curiosa com o que você pode fazer?

— Que se dane! — Murmurei

— Tudo bem, então podemos fazer um acordo amigável? — Ela sugeriu lentamente — Vamos fazer um pacto de sangue, você promete nunca tentar usurpar o meu lugar como líder dos Roux e eu arrumo um jeito de te levar pra casa.

— E como eu posso acreditar em você?

— Eu fui ao futuro para tentar te matar não foi? — Ela da de ombros — E eu tenho contato com pessoas que você não tem, além do mais....eu preciso de sua ajuda...

— Você é uma vadia louca....

— Eu sei!

— Eu sei!

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𝙎𝙞 𝙖𝙣𝙩𝙚𝙖 𝙚𝙭𝙨𝙥𝙚𝙘𝙩𝙖𝙨 𝙢𝙚  ˢᵃᵐ ᵘˡᵉʸ ✓Onde histórias criam vida. Descubra agora