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CHARLOTTE

A semana passou arrastada. Sinto que trabalhei em uma semana o equivalente de 20 anos. Aquele garoto é um jumento. Preciso explicar tudo a ele, não sabe nem o básico e simplesmente, de um dia para o outro, tem uma empresa para comandar.

Hoje é sábado e eu marquei de a tarde sair com a Laisa para pode tomar um café.

Esses são os tipos de evento que eu amo. Passear pela cidade e tomar um café super faturado. Não a nada melhor que conhecer as cafeterias da vida.

Passo o dia todo brincando com meus filhos. Fui ao mercado com eles, quando voltei dei um banho e almoço para eles, brinquei no tapetinho e assim que eles cochilaram eu aproveitei para dar uma geral na casa e tomar um banho bem caprichado. Quando eles acordaram eu os arrumei e me arrumei como pude enquanto quatro olhões me encaravam.

Optei por uma calça jeans, tênis e uma blusa branca. Coloquei a mochila nas minhas costas e minha turminha no carrinho e sai de casa indo encontrar com minha amiga.

Eles sempre são a atração na rua. Isso que dá ter filhos simpáticos. O pessoal para para brincar com eles que gargalham amando a atenção.

Chego na cafeteria e me sento em uma mesa mais reservada e com espaço para parar o carrinho. Mando mensagem para Laisa avisando que cheguei e viajo entre escolher meu pedido e brincar com meus filhos.

- Onde estão as coisas mais gostosas desse mundo? - Laisa aparece atrás do carrinho me pregando um susto - Meu Deus amiga, eles estão enormes.

- Deixa de ser louca. Você os viu na semana passada. - digo rindo a ajudando pegar um

- Exato. Eles estão crescendo muito rápido.

Acabo sorrindo com sua maluquice. Logo fazemos nossos pedidos e aguardamos.

- Vi uns feedbacks no ifood dizendo que o croissant de peito de peru daqui é dos anjos.

- Não, quero algo carregado de açúcar. - digo e o Lorenzo em meu colo grita fazendo a gente rir

- Como anda o trabalho? - pergunta e eu faço uma careta - Muito difícil?

- Não é difícil. Só é complicado. Me sinto como uma professora. - digo - Senhor Boyce deixou um pepinão em meu colo - brinco

- Nada que você não consiga lidar. Me lembro quando você começou lá, completamente perdida. - ela rir - Ninguém nasce sabendo de nada amiga. Só tenha paciência, tudo vai se alinhar.

- Assim eu espero. - digo dando um suspiro

Comemos e batemos um papo longo por horas. Eu amo a companhia da Laisa, ela é uma irmã que eu nunca tive. Sei que com seu trabalho nos vemos pouco. Ela é psicóloga de uma clinica no centro da cidade. Eu amo o fato dela ser psicóloga porque eu posso contar meus problemas, fofocar e ainda assim economizar.

Quando chego em casa estou exausta. Sair de casa com essas duas figurinhas é sempre um evento. É mochila lotada, carrinho grande e requer muita atenção. Mas é sempre bom. Eles estão apagados quando entro pela porta de casa. Deixo eles dormindo no carrinho mesmo enquanto tiro algo para fazer para a jantinha deles. Assim que eles despertam eu dou um banho relaxante neles e em mim também porque é quase impossível sair ilesa  e seca. Alimento eles e fico na sala brincando com eles por horas e horas.

Percebo quando já passa das nove horas da noite somente quando Zaquel bate na porta e coloca a cabeça para dentro.

- Atrapalho? - pergunta e eu nego com a cabeça

- Imagina. Pode entrar - sorrio - fique a vontade.

Zaquel entra e fecha a porta atrás dele. Ele se senta no chão junto a mim e as crianças.

- Como foi o dia? - pergunto dando um tapa em sua coxa

- Foi cansativo. Não parei um minuto naquele hospital. - diz e joga a cabeça para trás apoiando no sofá - Toda hora me chamavam.

- Isso que dá ser o melhor enfermeiro e futuro médico daquele lugar.

- Deus te ouça. - diz sorrindo - E o seu dia como foi?

- Foi tranquilo. Passei o dia em casa e a tarde fui tomar café com a Laisa.

Zaquel tem uma quedinha pela Laisa. Porém, ele é muito tímido e sempre que está por perto dela ele simplesmente trava. É muito engraçado.

- Nem me chamaram. - diz

- Você estava de plantão. - dou um peteleco em sua testa

- Verdade. E como ela está? - questiona

O encaro rindo.

- Está bem. Ainda solteira. Trabalhando bastante e segue muito linda. - dou uma piscada para ele

Zaquel cora como um tomate.

- Vamos mudar de assunto antes que você se afunde no sofá. - digo gargalhando

- Vamos pedir uma pizza? - pergunta e eu assinto

Ele se levanta e vai pedir a pizza. Também vai ver sua mãezinha no seu apartamento enquanto eu coloco os meninos já mortinhos de sono para dormir.

Organizo as coisas para comermos e ele volta junto com a pizza. Comemos na sala mesmo enquanto assistimos Stranger Things.

- Você nunca pede um sabor diferente? - Zaquel pergunta enquanto devoro um pedaço

- Não dá. Tenho medo de trocar e não gostar e me arrepender. - sigo devorando um pedaço de lombo canadense

Pedimos uma pizza meio a meio, a minha como sempre de lombo canadense e a dele de frango com catupiry. Zaquel troca tanto os sabores que no fim acho que ele nem se lembra mais os sabores.

- Você é muito esquisita. - ele diz rindo

- Esquisita não, precavida. Já pensou gastar dinheiro com pizza de sabor ruim?! - digo rindo.

 Já pensou gastar dinheiro com pizza de sabor ruim?! - digo rindo

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Uma ótima semana para nós!

CharlotteOnde histórias criam vida. Descubra agora