Escrava do meu ser

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Engfa estava na sala do modo que eu havia deixado, enquanto vasculhava meu armário em busca do que seria necessário a aquela ocasião, o presente tão inusitado e que viria como reconhecimento pelo comportamento excelente da mulher que se fazia submissa.

Sorri vendo a caixa avermelhada em minhas mãos, as algemas, o chicote, o arnês... E o essencial sendo o strapon. Eu nunca havia usado aquilo em outra pessoa, muitas vezes a mulher havia usado em mim, mas nunca senti a necessidade de fazê-lo o mesmo com ela. Voltei a sala e notei que Engfa havia seguido minhas ordens.

A encontrei em minha cama, nua, seu corpo trêmulo e respiração ofegante denunciando que estava completamente excitada com aquele suspende todo. O primeiro orgasmo havia vindo como uma avalanche, suas coxas brilhavam, eu sabia que ela estava mais molhada do que a última vez.

Vi seu olhar percorrendo a mim com curiosidade, uma curiosidade tremenda que me fazia querer castiga-la, seus olhos se arregalaram ao encontrar o conteúdo que havia na caixa, senti vontade de rir, mas eu não o fiz. Se a curiosidade de Engfa matasse, ela estaria morta na altura deste campeonato.

- U-uma Algema? O que está pensando em fazer? - Engfa indagou com curiosidade - Achei fosse me recompensar e não me privar de um de meus sentidos.

- Engfa... Acho que devo de fato lhe punir. A educação lhe fugiu? Onde esta? Para referir a mim como você. Lembre-se é senhora! - Me apriximei, ajoelhando sobre a cama, minhas mãos ágeis pousaram no cabelo de Engfa, o carinho logo se torna um puxão e para mim surpresa a infeliz sorriu.

Point of vist Engfa 

Eu a sentia, seu olhar nada mórbido sobre mim. Sentia vontade de rir ao lembrar que todos julgavam nos como amigas.

Mas me responda, caro(a) leitor(a): Amigos algemam amigos? Amigos estão prestes a usar um Strap no outro?

Charlotte se aproximou com cautela pegou meus pulsos e os tomou para si, algemando. Eu? Nem mesmo fui capaz de protestar.

Minha mente dizia não, principalmente a parte da submissão, mas meu corpo?

Ele ansiava por aquilo, pelo toque, para que ela me tomasse para si.

Esperava que meu pesadelo (sonho de consumo) iniciasse já, mas a mulher, não o fez.

Se aproximou do mini frigobar e pegou uma cerveja, eu particularmente odiava cerveja, pois esquentavam rápido demais e sabia que Austin possuia pensamento semelhante, mas para minha surpresa, ela tomou o líquido com precisão e rapidez.

Eu poderia facilmente dizer que não havia algo mais interessante que uma mulher bebendo no gargalo.

Austin era sexy, era perfeição, e a própria significado de Dominação.

Eu? Apenas uma mera serva de seus desejos, anseios, de seus caos.

Minhas coxas úmidas, meu íntimo pulsava e eu? Ansiava por seu toque, pela vez que eu viria em seus dedos.

Não me reconhecia, onde estava a Engfa? Onde? Onde?

- Senhora? Necessito de você, de seu toque.

Ela sorriu, a visão dela de apenas sutiã e calcinha rendados e o maldito arnês de couro, me faziam esfregar as pernas uma na outra como tentativa de amenizar o calor que sentia.

Charlotte largou a garrafa de cerveja e se aproximou, eu estava com minhas mãos presas em minhas costas, não podia tocar, apensas deseja-la.

Austin se aproximou de mim, o arnês segurando o Strap on em minha frente, minha boca salivava, meu ventre ansiava e seu sorriso me causava arrepios.

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⏰ Última atualização: May 06, 2025 ⏰

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