Charlotte se encontrava de pé e eu em seus pés, temendo pelo próximo passo. Eu desconhecia em que momento eu havia me tornado tão submissa a mulher a minha frente, mas eu não ligava mais para isso. Para o status.
Minhas mãos pousaram sob a bainha de sua calcinha e meus olhos desciam por toda extensão de seu corpo pálido, reconhecendo cada pinta e cada marca que ele tinha.
Mas foi então que notei algo diferente, não pude evitar levar meus dedos até o mesmo. O toque leve e frágil fez o corpo de Austin reagir, aquilo me deixava levemente curiosa e surpresa.
Não estava ali na última vez que a vi, eu conhecia aquele corpo como a palma de minha mão.
Meus olhos subiram a procura dos seus, mas a imagem de Charlotte suspirando com seus olhos fechados foi capaz de me levar aos céus rapidamente.
A respiração descompassada alertava seu desejo, a forma como suas mãos cerradas em punho se controlavam para não agarrar meus cabelos e me guiar para seu puro prazer.
— Quando você o fez? — Minha voz saiu mais rouca do que eu gostaria — Não estava aqui da última vez.
Ela sorriu cretina e levou as mãos aos meus cabelos acariciando e por vezes o puxando levemente.
Eu era incapaz de retirar minhas mãos de sua cintura, onde meus polegares acariciavam sua tatuagem. A tatuagem delicada de traços finos e avermelhado trazia consigo a sensualidade.
— Não estou entendendo, querida... Não entendi... — Ela disse rapidamente rindo baixinho.
— Austin, eu sou capaz de reconhecer cada traço de seu corpo com ou sem roupa. — Arranhei levemente sua lateral a vendo suspirar, aquilo me causou um efeito rápido — Não estava aqui da última vez eu vi.
Se tinha algo que eu havia aprendido com Austin, era diferenciar uma simples foda de uma noite de amor.
Nas várias situações que estive com outras garotas, apenas me importava com a minha excitação.
Ja com Austin era diferente, eu a amo, digo isso com todas as letras do mundo. Eu sei reconhecer seu corpo inteiro, o tenho memorizado em cada parte de minha mente e sei cada lugar onde a excita mais. Era fácil reconhecer quando algo novo surgia.
— Três semanas para ser mais exata, mas sinta-se privilegiada você é primeira a ver — Ela debochou e segurou firmemente em meus cabelos, me fazendo gemer baixinho.
Eu sabia para onde estávamos seguindo e ela facilmente conseguiria o que gostaria, eu apenas seguiria as ordens dela naquela noite.
— Não, não você está errada — Apesar de estar de olhos fechados, com a respiração descompassada e de joelhos aos seus pés, eu ainda assim tinha a audácia de tentar mandar nela — Eu serei a única a ver, pois você me pertence, Austin!
Ela riu docemente, sentia seu olhar divertido e luxuoso queimar em minha pele, a morena se divertia como minha desgraça.
Seu aperto se intensificou em meus cabelos e eu gemi, poderia ter sido baixo, mas eu como não podia me controlar. Quando se dizia a respeito dela, eu era tão nua a ela.
— Está quase certa, princesa. Eu te pertenço e você pertence a mim, mas... — Ela me puxou me deixando perto o suficiente de sua intimidade coberta pela calcinha que se encontrava úmida. — Mas se eu sou sua, por que você não faz seu papel? Seja uma boa puta e me coma como eu desejo.
Não demorei um segundo sequer, minhas mãos rapidamente tiraram sua calcinha de forma delicada, mas rápida.
Minha boca saliva ao ver seu monte repleto pela umidade, era um privilégio ver que eu lhe causava tamanha excitação.
[...]
Não havia sensação mais prazerosa que os lábios de Awhara em meu corpo, em minha intimidade. A forma habilidosa que sua língua entrava e saia de mim, junto dos movimentos circulares que seu polegar faziam em meu clitóris. Toda aquela junção era capaz de me fazer choramingar e implorar por mais.
Apesar da sensação prazerosa e do controle que eu estava a dando, tinha que demonstrar que ela podia estar me proporcionando aquelas sensações, mas quem de fato estava no comando era eu.
Vez ou outra eu puxava os cabelos da morena de cabelos castanhos, arranhava sua nuca e sempre que o fazia sentia seu corpo enrijecer contra o meu.
Nós duas jogávamos uma contra a outra, torcendo para que uma a outra caissemos. Torcendo para que o comando ficasse para uma de nós.
Escutamos rapidamente batidas na porta, o som de batidas fez Awhara se afastar de minha intimidade que pulsava e latejava pelo contato. A verdade é que eu a queria, queria não somente sua língua, mas queria seus dedos se chocando em meu mais íntimo. Queria poder vir e jorrar em seus dedos, queria que Engfa sentisse o gosto do néctar que tanto almejava desde daquela inútil ligação.
— Austin? Awhara estão ai? — A voz de Heidi soava do outro lado da porta, no fundo soava com preocupação, mas a certeza de que estávamos em um momento nosso reinava — P'Sun está atrás de você, Engfa.
Ri enquanto via o rosto de Engfa se tornar vermelho e o apertava mais o rosto de Engfa contra minha intimidade, um gemido alto soou de sua garganta causando arrepios em meu corpo.
— Responda-a — Disse a Engfa a afastando de minha intimidade puxando seus cabelos, vendo ela olhar com os olhos castanhos pidões como não quisesse mudar daquele lugar. — Responda-a e talvez eu tenha uma surpresa a você.
Foi então que a palavra surpresa a encantou, seus olhos brilhavam em curiosidade e pude notar que ela estava se divertindo com toda a situação.
Me abaixei e fiquei a altura de Engfa sem me ajoelhar, meus dedos vagaram passeando o corpo da morena que lutava contra os gemidos.
— P'Heidi... E-eu não me sinto bem... — Suspirou enquanto minhas mãos passeavam por seus seios brincando com seus mamilos rosados — Austin veio me ajudar, mas já está dormindo... Ahh
O gemido soou alto quando meus dedos torceram os mamilos, suas mãos agarram os meus pulsos e seu rosto ficou estampado em vermelho pela vergonha.
Um riso baixinho soou do outro lado da porta, a realidade sendo confirmada com clareza a Heidi.
— Tudo bem, senhorita estou passando mal. Irei avisar a P'Sun — Ela disse debochada — Mas antes de um oi a Charlotte e diga que eu disse para se divertirem...
[...]
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Distributing roles - Englot
FanficAustin e Awhara sempre foram bem certeiras em sua relação, ambas sabiam como se portar diante uma a outra, no entanto sempre pode haver imprevistos. Após uma noite cansativa, Charlotte não esperava uma ligação de Engfa, assim como Awhara não esperav...
