a gente nunca sabe
quando é a última vez,
que vai ver alguém,
o último sorriso,
o último toque,
o último silêncio compartilhado.
a gente nunca sabe
quando a distância começa a crescer,
se foi no beijo distraído
ou na mensagem que nunca veio.
a gente só sente.
sente o eco do que foi,
o espaço vazio do que não chegou a ser
sente o peso do quase,
do talvez,
do "e se".
e segue.
como quem carrega um segredo,
leve o bastante pra caber no bolso,
pesado o suficiente pra não esquecer.
- TF.
