• Você está muito afiadinha hoje, não acha? – Hardin dizia me encarando sério. – Acho que você tem que se lembrar com quem está convivendo e se pôr no seu lugar.
– Eu apenas o olhava.
– Está vendo o meu braço? – Ele disse me mostrando. – Ainda está vermelho por causa daquele tapa. Odeio que encostem em mim, Manchester. Você não tem noção. A maioria das pessoas que me agrediram antes, pode ter certeza, não estão em um lugar nada bom. – Ele riu, e eu estava enjoada com a frescura daquele garoto. – Ah, e também tem sua amiguinha que não sabe nem respeitar o território dos outros, isso é falta de surra, mesmo.
– Depois sou eu que extrapolo em relação às coisas, olha o drama que você está fazendo. – Falei revirando os olhos.
– Drama? – Ele riu. – Eu só estou pondo você no seu lugar.
– Ah, então perdeu seu tempo, porque eu já sei muito bem o meu lugar.
– Não parece e você está demonstrando isso agora, me enfrentando. – Ele disse. – Não faz coisa para se arrepender, S/n Manchester. – Isso soou como um aviso.
– Por que eu me arrependeria? – Perguntei arqueando as sobrancelhas e Hardin me olhou firme, tentando controlar-se da raiva.
– Por que? – Ele riu.
– É, por que?
– Porque eu já disse, sou impulsivo, Manchester. Se eu tiver que te quebrar todinha, eu farei isso. Não me tira do sério. – Ele disse apertando meus braços com força.
– Você está me machucando. – Falei tentando me soltar. – Para, Hardin. – Pedi. – Cooper! Jack! – Gritei tentando alguma ajuda.
– Cala a boca, Manchester. Isso aqui é entre a gente. Ninguém mandou querer dar uma de espertinha. – Ele disse e os garotos bateram na porta, ouviram meu chamado. – Podem ir seus boiolas, deixa que a gente se resolve aqui.
– Não, me tirem daqui. – Pedi, eu não gostava daquela forma de Hardin.
Scott me olhou bravo, agarrou um dos meus braços e me jogou na cama, fazendo eu cair com certa violência, e logo semiabriu a porta, colocando só a cabeça para fora.
– Não se metam. – Ouvi ele dizer para os garotos. – Essa garota tem que aprender a me respeitar, eu tenho que me impor e deixá‑la bem na linha.
– Pega leve, Drew. Não quero ter que brigar com você. – Cooper deu seu recado, e ele e Jack se retiraram. Hardin fechou a porta e voltou seu olhar para mim, que continuava atirada na cama do mesmo jeito que ele me jogou.
– Você não precisa fazer tudo isso, eu não te fiz nada, seu retardado. – Falei, ainda sentindo o braço doído.
– Às vezes... – Hardin dizia vindo em minha direção. – As míseras coisas são as que mais me incomodam. – Ele riu pelo nariz, irônico. – Como o jeito que falam comigo, como se quisessem se impor sobre mim, ou até mesmo quando me batem de brincadeira, que nem você fez. Odeio isso.
– Não bati em você de brincadeira. – Eu sempre tinha que dificultar as coisas. – Te dei aquele tapa porque você mereceu, olha a merda que você falou, aprende a me respeitar porque eu já disse, não sou nenhuma das suas vadias. – Falei, levantando‑me daquele cama.
– Eu não deixei você levantar, Manchester. – Hardin disse. – Eu mando, você obedece.
– Você está confundindo as coisas. – Falei.
– Não, pode ter certeza que as coisas estão bem em ordem, e eu vou te dizer por quê: você está na minha casa, debaixo do meu teto, existe uma hierarquia aqui, e eu estou no topo. Entendeu?
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POSSESSIVE -Hardin Scott
Romance" Você é minha, querendo ou não, porque eu simplesmente anseio que seja assim, e você não tem escolha." -Hardin Scott
