Jotaro Imagine🚬

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Estávamos à procura de Dio no Cairo, Egito. Já estava anoitecendo e os Stardust Crusadors decidem se recolher para descansarem em um hotel para darem continuidade a jornada no dia posterior. Estavamos todos cansados, mas optamos por revezarmos a vigilância do quarto durante a noite de dois em dois. Os primeiros a fazer a vigilância foram Polnareff e Kakyoin e logo após o Senhor Joestar e Avdol. Por fim chegou a minha vez e a de Jotaro. Eu ainda estava sonolento(a) e bastante pensativo(a). Eu temia o dia seguinte, eu me perguntava quais seriam as nossas possíveis batalhas. E se nós depararmos com Dio, será que iríamos conseguir vencer?
Eu estava na varanda com os olhos vidrados nas estrelas enquanto apoiava meus braços no parapeito. Ele se aproxima calmamente olha pra mim e observa o céu junto comigo. Nos estávamos nos dois extremos da varanda. Eu não costumava ser muito próxima de Jotaro, já que por muitas vezes ele conseguia ser muito rude e isso acabou me fazendo ter certo receio de interagir com ele. Olho para ele de soslaio no canto do cômodo e observo ele tirar um cigarro do bolso e acender sem tirar os olhos do céu. Mas acabo sendo pego(a) de surpresa quando ele me vê olhando para ele. Ele bafora a fumaça e me pergunta, sem tirar os olhos de mim  -quer uma tragada?-.

Fico surpresa de antemão com a oferta repentina, mas logo aceito -valeu- agradeço enquanto me aproximo estico minha mão e pego o cigarro dando uma tragada. Tusso um pouco pela falta de costume com o tabaco. Não tinha hábito de consumir álcool ou nicotina. Olho para ele enquanto entrego o cigarro a ele novamente  -como você consegue ficar tão despreocupado...?- pergunto hesitante com uma leve preocupação de receber uma resposta ríspido. Mas sou surpreendida com uma resposta calma vindo dele -Eu não estou despreocupado.  Mas estou confiante de que conseguiremos matar o Dio. Estamos em 6 sem contar com a porra daquele cachorro.  Acho que estamos em vantagem. E já avançamos bastante nessa jornada-  ele disse enquanto olhava as estrelas.  A minha visão sobre ele diante daquele cenário não poderia passar despercebida. Ele estava sem o sobretudo preto dele que deixava evidente as costas e o corpo musculoso dele. E podia ver nitidamente marca de nascença da Estrela,  a herança da família Joestar estampada em suas costas. Era inevitável não admirar, ele parecia uma escutura renascentista.  E de fato era um renascimento, nunca o tinha visto tão belo como naquela noite.
Ele notou meus olhos presos a ele e franzi o cenho -o que foi?- ele parecia desconfiada. Eu suspiro, sem fôlego e pelo ímpeto da vontade de meus pensamentos intrusivo acabo por responder  -não pude deixar de te... observar. Você contrasta tudo que está à sua volta- , logoe seguida me dou conta de meu pensamento que havia dito em voz alto. Fico sem jeito e ele percebe e apenas dá um sorriso sutil. Ele não agradece ao elogio, mas em compensação,  ele se aproxima. Ele não parecia ter pressa, ele aparentava fazer questão de ter calma em seus passos.
A presença dele era avassaladora, não só pelo físico dele, mas tudo oque compunha ele. Talvez o stand dele, Star Platinum, interferisse nesse traço dele. Me sinto esmagada perto dele, apesar de não estarmos colado um com o outro. Ele tira o cigarro dele e põe em minha boca me deixando aproveitar as últimas tragadas do tabaco. Oque era raro, já que não era do feitio dele. Apenas aceito sem graça e muito menos sem saber como reagir. Ele dessa vez dá um sorriso mais largo sem mostrar os dentes e olha o relógio e põe a mão sutilmente na minha cintura e sussurra -já deu a troca de horários- confesso que aquilo me deixou um tanto chateada. Mas sou pega de surpresa quando ajeita uma mecha do meu cabelo e acarecia minha bochecha em seguida. Meus sentidos pareciam ter se apurado como o sentidos de um cedo. Pude sentir todo o calor e textura da digital do polegar de Jotaro. Aquele simples gesto é a sutileza que ele realizou isso me fez sentir um frio na barriga.  Ele parecia que estava prestes a me dizer algo, mas Polnareff se acorda para poder revezar o resto da noite com Kakyoin, interrompendo todo o cenário. Jotaro se afasta e se recolhe para se acomodar em seu recinto, mas antes ele não poderia evita de sair sem se despedir. Enquanto ele move o corpo dele prestes a se mover para ir embora ele faz questão de apertar e deslizar os dedos dele pela minha cintura. Fico completamente sem chão e vou me recolher e apago a bituca do cigarro e vou dormir, ou tentar, pois meus pensamentos estavam inquietos voltando ao momento que estava na varanda, sob o céu, com um cigarro e Jotaro. E aquele simples cenário, daquela noite (in) comum mudou minha visão sobre ele.

Ficou meio incompleto,  mas tava sem ideias de dar continuidade já que o Jotaro não é a pessoa mais carinhosa e amável XD. Mas espero q gostem

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