XXIII

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Desculpem a demora, essa semana foi bem corrida por conta da minha viagem e do feriado, mas aqui está o capítulo prontinho, ignorem os erros de português, pois eu escrevi o capítulo às pressas.

Feliz páscoa e o meu presente de páscoa são os comentários, comentem e votem bastante por favor.

Esse capítulo tem várias reviravoltas.

Beijoooos.

...

Point of view: Lucy Vives

O ambiente gelado do departamento de perícia parecia ainda mais opressivo naquela manhã. Entrei com passos firmes, o som dos meus saltos ecoando nos corredores silenciosos. Jerry estava sozinho, cercado de lâminas, tubos de ensaio e uma caneca do “Star Wars”.

Eu sei que o Jerry não me ajudaria tão facilmente assim, principalmente por saber que o capitão não quer nem sequer ouvir falar nessa tal de Suprema. O capitão encerrou o caso justamente por não haver provas concretas sobre ela — a Suprema virou uma lenda urbana em todos os departamentos. Aparentemente, todas as provas existentes tinham alguma "explicação".

O desaparecimento dos pais da Camila foi comprovado de alguma forma, como se realmente tivessem sido deportados para Cuba. Mas nós sabemos que não foi exatamente a imigração que os enviou para lá — é um milagre estarem vivos.

Depois que percebi que o FBI não investigaria o caso, justamente por acreditarem que a deportação foi feita pela imigração, sugeri que a Lauren contratasse um detetive particular para descobrir o verdadeiro paradeiro dos pais da Camila. Por sorte, o detetive os encontrou. Eles estavam em Cuba, tentando se reerguer financeiramente, já que voltaram para sua cidade natal apenas com a roupa do corpo e sem nenhum dinheiro. A Suprema, ao menos, os deixou vivos.

Desde que o detetive descobriu, a Lauren envia, todos os meses, uma boa quantia em dinheiro para que eles consigam se reconstruir no país de origem — até que a Suprema seja capturada. Lauren também mandou fotos e vídeos do desenvolvimento da gravidez da Camila, e os dois estão ansiosos para conhecer a primeira netinha.

Camila e Luna não sabem do paradeiro dos pais, e eu acho melhor assim. Com certeza, as duas gostariam de ter contato com eles, e isso seria realmente perigoso, já que a Suprema atua em todos os cantos do mundo.

Agora eu só tinha que convencer o nerd do Jerry de me ajudar.

— Jerry — chamei, determinada, jogando a pasta sobre a mesa dele.

Ele levantou os olhos com uma expressão surpresa e um leve sorriso.

— Lucy? O que é isso?

— Provas. Preciso que você analise essas amostras: saliva, pele e um fio de cabelo. Preciso saber de quem são.

Jerry franziu o cenho e empurrou os óculos com o dedo.

— Você tá de brincadeira. O chefe deixou claro que não quer mais ouvir nada sobre essa tal “Suprema”.

— Não tô brincando, Jerry. Isso pode ser muito maior do que qualquer um aqui imagina.

Ele suspirou e cruzou os braços.

— Lucy, se ele descobrir que eu fiz qualquer coisa relacionada a isso, eu tô ferrado. E você também.

Me aproximei, firme.

— Eu nunca te pedi nada assim antes. Confia em mim. Essas amostras podem ser a chave pra descobrir quem tá por trás dessas mortes. Alguém dentro do sistema tá acobertando tudo isso. Eu sinto isso.

Jerry me encarou em silêncio. Por alguns segundos, o único som era o zumbido dos aparelhos ao fundo.

— Tá bom — disse, pegando a pasta. — Mas vai ser escondido. Sem registro. Nem pense em me citar se isso explodir.

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