Desculpem a demora, essa semana foi bem corrida por conta da minha viagem e do feriado, mas aqui está o capítulo prontinho, ignorem os erros de português, pois eu escrevi o capítulo às pressas.
Feliz páscoa e o meu presente de páscoa são os comentários, comentem e votem bastante por favor.
Esse capítulo tem várias reviravoltas.
Beijoooos.
...
Point of view: Lucy Vives
O ambiente gelado do departamento de perícia parecia ainda mais opressivo naquela manhã. Entrei com passos firmes, o som dos meus saltos ecoando nos corredores silenciosos. Jerry estava sozinho, cercado de lâminas, tubos de ensaio e uma caneca do “Star Wars”.
Eu sei que o Jerry não me ajudaria tão facilmente assim, principalmente por saber que o capitão não quer nem sequer ouvir falar nessa tal de Suprema. O capitão encerrou o caso justamente por não haver provas concretas sobre ela — a Suprema virou uma lenda urbana em todos os departamentos. Aparentemente, todas as provas existentes tinham alguma "explicação".
O desaparecimento dos pais da Camila foi comprovado de alguma forma, como se realmente tivessem sido deportados para Cuba. Mas nós sabemos que não foi exatamente a imigração que os enviou para lá — é um milagre estarem vivos.
Depois que percebi que o FBI não investigaria o caso, justamente por acreditarem que a deportação foi feita pela imigração, sugeri que a Lauren contratasse um detetive particular para descobrir o verdadeiro paradeiro dos pais da Camila. Por sorte, o detetive os encontrou. Eles estavam em Cuba, tentando se reerguer financeiramente, já que voltaram para sua cidade natal apenas com a roupa do corpo e sem nenhum dinheiro. A Suprema, ao menos, os deixou vivos.
Desde que o detetive descobriu, a Lauren envia, todos os meses, uma boa quantia em dinheiro para que eles consigam se reconstruir no país de origem — até que a Suprema seja capturada. Lauren também mandou fotos e vídeos do desenvolvimento da gravidez da Camila, e os dois estão ansiosos para conhecer a primeira netinha.
Camila e Luna não sabem do paradeiro dos pais, e eu acho melhor assim. Com certeza, as duas gostariam de ter contato com eles, e isso seria realmente perigoso, já que a Suprema atua em todos os cantos do mundo.
Agora eu só tinha que convencer o nerd do Jerry de me ajudar.
— Jerry — chamei, determinada, jogando a pasta sobre a mesa dele.
Ele levantou os olhos com uma expressão surpresa e um leve sorriso.
— Lucy? O que é isso?
— Provas. Preciso que você analise essas amostras: saliva, pele e um fio de cabelo. Preciso saber de quem são.
Jerry franziu o cenho e empurrou os óculos com o dedo.
— Você tá de brincadeira. O chefe deixou claro que não quer mais ouvir nada sobre essa tal “Suprema”.
— Não tô brincando, Jerry. Isso pode ser muito maior do que qualquer um aqui imagina.
Ele suspirou e cruzou os braços.
— Lucy, se ele descobrir que eu fiz qualquer coisa relacionada a isso, eu tô ferrado. E você também.
Me aproximei, firme.
— Eu nunca te pedi nada assim antes. Confia em mim. Essas amostras podem ser a chave pra descobrir quem tá por trás dessas mortes. Alguém dentro do sistema tá acobertando tudo isso. Eu sinto isso.
Jerry me encarou em silêncio. Por alguns segundos, o único som era o zumbido dos aparelhos ao fundo.
— Tá bom — disse, pegando a pasta. — Mas vai ser escondido. Sem registro. Nem pense em me citar se isso explodir.
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FanfictionNa escola, Lauren Jauregui era a nerd invisível, com seus livros, óculos e sonhos grandiosos. Camila Cabello? A garota mais popular do colégio - linda, arrogante e intocável. Elas mal trocavam palavras... e quando trocavam, doíam. Onze anos depois...
