O Noah parecia estar ciente de que eu ocultava algo dele, pois seu olhar desconfiado não me deixava em paz. Eu sabia que não era correto manter segredos, mas temia profundamente perder a única pessoa que ainda me restava.
Após sairmos da sala, ele entrelaçou nossas mãos e seguimos em direção ao estacionamento. O loiro segurava firmemente minha mão, mantendo-se voltado para frente, mas seus passos eram neutros e calmos. Durante essa breve caminhada, ele não pronunciou uma única palavra; apenas me conduzia para uma moto estacionada próxima ao seu carro. Quando nos aproximamos, ele parou abruptamente.
Noah: Eu me lembro de ter mandado o Dylan ir embora em meu carro. O que ele está fazendo aqui ainda? — indagou o loiro, sua voz carregada de preocupação.
Vih: O Dylan não te ligou agora há pouco? — respondi, tentando desviar a atenção.
Noah: Sim, mas ele não mencionou que estava a pé.
Vih: Fica tranquilo. Não se preocupe; vocês têm um bom relacionamento com a polícia e são respeitados. Tenho certeza de que eles não prenderiam um "inocente".
Noah: Acho isso meio difícil. — Ele entregou-me a mochila e agachou-se para examinar o carro com cautela.
Vih: O que você está procurando? — perguntei, observando-o à distância com os braços cruzados, suspeitando que Adrian havia revelado sobre o maldito beijo.
Noah: Seu amigo mencionou algo que me incomodou; estou apenas verificando para ter certeza. Nunca se sabe. — Ele se levantou e pediu sua bolsa, abrindo o carro para inspecioná-lo por dentro também.
Ele pegou a bolsa da minha mão e a lançou no banco de trás antes de fazer o mesmo com a minha. Virando-se para mim, ofereceu um pequeno sorriso enquanto abria a porta do carro. Entrei rapidamente, coloquei o cinto de segurança e decidi tentar arrancar alguma informação dele. Esperei que ele entrasse e então iniciei meu interrogatório.
Vih: Mi amore, o que ele disse? — perguntei entreolhando-o enquanto repousava minha mão sobre sua coxa. — Ele te ameaçou?
Noah: Não vamos voltar para casa agora; quero te levar a um lugar. Está com fome, gatinha? — Ele ainda se ajeitava no banco enquanto ligava o carro.
Vih: Onde vamos? — ignorou totalmente minha pergunta
Noah: Trabalhar. Hoje vamos colocar em prática tudo aquilo que eu te ensinei ao longo desses anos; quero ver se você realmente aprendeu. — ele disse isso tudo sem olhar para mim, mas não percebi raiva ou descontentamento em sua voz.
Vih: Oh mio Dio! É sério?! Que legal! Agora me deu fome e eu quero com-
Olhei-o com seriedade.
Vih: Tracker, pare de me enrolar e fale logo o que o Adrian te disse... — pude notar que o carro estava com a velocidade um pouco elevada. Não reclamei, apenas manti a confiança nele e me segurei.
Noah: Merda! — exclamou Noah, parecendo repentinamente nervoso. Ficou inquieto e acelerou o carro. Segurei-me firme, mas não protestei.
Vih: Está bem! Se você não quer falar, tudo bem. Mas não precisa dirigir como se quisesse nos matar; vai mais devagar!
Noah: Merda, merda! Não estou conseguindo diminuir a velocidade!
Vih: Para com as brincadeiras, Noah.
Noah: Não estou brincando, Victoria. Estamos sem freio!
Nesse momento, já nos aproximávamos do portão fechado por uma corrente grossa e um cadeado robusto. Observei Noah segurar o volante com tanta força que as pontas dos dedos ficaram esbranquiçadas. Ele virou-se para mim e falou com uma calma tensa:
VOCÊ ESTÁ LENDO
dark romance|•
Fanfic"Nem que eu tenha que ir no mais profundo dos infernos para te encontrar, mas na minha mulher você não toca!" 👀🔞
