capítulo 85

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Vih: Eu quero te agradecer pelos presentes, sério você foi uma pessoa incrível com essa demonstração de carinho por mim. — ele olhou em volta.

Adrian: O seu namoradinho veio também? — disse ele me encarando. Idiota, ignorou tudo o que eu disse...

Vih: N-Não... — olhei para baixo, querendo evitar contato visual com ele.

Adrian: Como achou minha casa?

Vih: Te vi entrando aqui uma vez.

Adrian: Bom, como eu te disse, estava ocupado com o trabalho. E já que o seu namorado não está aqui, quer me ajudar com o trabalho? Mas assim, com todo respeito.

Vih: Acho melhor não, se ele souber ele me mata.
e você principalmente, pensei.

Adrian: Ele te bate, Vic? — vi seus olhos percorrendo meu corpo em busca de algo, enquanto se sentava no chão da escadinha.

Vih: Claro que não! — olhei ao redor para ver se tinha alguma chance do Noah "escutar" toda aquela baboseira mas o carro dele não estava mais ali.

Adrian: Eu ainda não entendo do porquê dele ter tanto ódio de mim, será que ele pensa ué eu vou roubar você dele? — ele percorreu o olhar para a rua parada.

Vih: Eu... Quero dizer, aquilo não foi acidente. — ele me olhou perplexo.

Adrian: O que não foi acidente? O tapa que eu recebi do namorado da sua amiga, ou a ameaça de morte do seu namorado?

Vih: Não, Adrian. A pintura ter caído.

Adrian: Ah... Aquilo. — ele ficou um tempo pensativo, um silêncio se implantou no nosso meio — Por que pulou em cima de mim e não me deixou morrer?

Vih: Não sei, foi instinto.

Adrian: Como eu posso te recompensar?

Vih: Já disse que não precisa, Só te peço que fique um pouco longe de mim, não quero te causar problemas.

Adrian: Já que é assim... Pode pelo menos me ajudar no trabalho? Por favor, se eu não entregar até meia-noite eu reprovo.

Maldita hora que me deu vontade de ir no banheiro!

Vih: Aí... Eu não sei não, você não vai querer apanhar de novo, vai?

Adrian: Com todo respeito. Prometo que se eu tentar fazer algo, você pode me dar uma tapa também.

Vih: Mio Dio! Quanta pressão!

Adrian: Desculpa...

Vih: Tá! Mas se você morrer, não vai ser culpa minha.

Adrian: Morrer?

Vih: Nada, vamos logo.

Ele se levantou e ficou me olhando por um tempo, tentando entender o que eu acabei de falar. Ele fez sinal para que eu entrasse na casa primeiro que, entrei e me virei para trás esperando que ele entrasse também. Ele fechou a porta atrás de nós e deu um longo sorriso.

Começamos a caminhar pela enorme casa, a casa era fria e com aspecto de solitária. Parecia que não tinha ninguém ali e que ele vivia naquela enorme casa sozinho. Passamos pela sala e subimos uma escada em forma de espiral, preta.

Assim que eu cheguei na ponta da escada, comecei a sentir alguns calafrios, aquilo não estava normal. Não era medo e muito menos emoção, aquilo me dava um desespero e um frio na espinha. Apenas mantive a minha expressão neutra, para que ele não desconfiasse da minha insegurança de estar ali sozinha com ele.

dark romance|•Histórias para pegar e não largar. Descubra agora