Point of View Ludmilla
Me levantei sentindo os meus músculos agradecerem depois de muito tempo sentada.
Léo me acompanhou assim que me dirigi à saída.
- Cuidado com a princesa ( ouvi falarem)
Pov Ludmilla ❤
Assim que todos começaram a se levantar, fiquei sentada por alguns segundos, observando a confusão agradável do povo indo embora da Arena. Aplaudiam, riam, comentavam como Matheus tinha sido impecável. E realmente tinha sido — quando meu irmão se concentra, ele parece outra pessoa.
Senti o Léo encostar a mão na minha cintura.
Léo: vamos?
Lud: vamos… só preciso respirar um pouco ainda.
Ele riu baixo, daquele jeito que sempre me faz olhar para ele.
Léo: você enterrou a cara no meu braço como se fosse morrer, princesa.
Lud: desculpa se não gosto de ver meu irmão quase decapitando alguém.
Léo: ele não decapitou…
Lud: mas teria, se deixassem.
Ele deu de ombros. Para ele aquilo tudo era normal. Para mim, nem tanto.
Caminhamos para fora da Arena, quando ouvi alguém me chamar.
Matheus: Lud!
Me virei. Ele vinha caminhando em passos largos, ainda sem camisa, suado, com o rosto vermelho do calor e da adrenalina.
Lud: parabéns, campeão.
(levantei a mão para bagunçar o cabelo dele, mas ele pegou meu pulso no ar)
Matheus: o que aconteceu no seu rosto?
Suspirei.
Lud: nossa mãe aconteceu.
O maxilar dele travou na hora.
Matheus: eu vou falar com ela. Isso não vai ficar assim.
Lud: ela não merece a sua energia, Matheus.
Matheus: mas ela tem que aprender a parar.
Lud: ela não aprende, Matheus… mas eu aprendo a não me importar.
Ele soltou meu pulso devagar, ainda me olhando como se quisesse quebrar algo ou alguém.
Matheus: vem cá.
(ele me puxou para um abraço forte)
Eu fiz uma careta.
Lud: você está fedendo.
Matheus: obrigado.
(ele soltou uma risada e me ergueu como se eu pesasse nada)
Mas você é minha irmã, tem que aceitar.
Léo observava de longe, sorrindo. Acho que ele gosta de ver como eu e Matheus somos próximos.
—
Mais tarde, no caminho de volta
Preferi ir montada no meu cavalo outra vez, o Léo me acompanhando ao lado. Estava um clima agradável, o vento leve batendo no rosto, e o sol começando a descer.
Léo: princesa…
Lud: hum?
Léo: quero te perguntar uma coisa… mas não sei se devia.
Eu o encarei de lado.
Lud: quando você começa assim eu fico nervosa.
Ele riu um pouco, mas não era uma risada completa. Parecia pensativo.
Léo: a carta da Bru. O que tinha nela?
Meus dedos gelaram no mesmo instante.
Lud: quem disse que era da Brunna?
Léo: você ficou pálida quando saiu da cozinha… e parecia preocupada.
Droga.
Fiquei em silêncio por alguns segundos, pensando na Bru, e na sensação horrível de estar sendo observada a cada passo.
Lud: era só… saudade.
(respondi)
Léo me olhou como quem sabe que estou mentindo, mas escolheu não insistir.
Léo: você sabe que pode confiar em mim, né?
Engoli seco.
Lud: sei… ou pelo menos tento saber.
Ele se aproximou um pouco mais, cavalos quase encostando.
Léo: vou te proteger, se precisar. Não importa de quem.
A frase ficou ecoando na minha cabeça como um aviso.
Ou como uma promessa.
—
Assim que entramos pelo portão, percebi algo estranho.
Os guardas estavam… inquietos.
Olhares cruzados. Sussurros. Um clima pesado.
Léo pareceu notar também. Ele desceu do cavalo primeiro e esperou que eu descesse.
Léo: fica perto de mim.
Lud: aconteceu alguma coisa?
Ele não teve tempo de responder.
Um guarda correu até nós, ofegante.
Guarda: Senhor Léo… O Rei pediu sua presença imediata na sala privada.
Léo ficou rígido.
Léo: o que houve?
O guarda olhou para mim rapidamente, como se medir se devia falar.
Guarda: encontraram algo… na floresta. Perto do rio.
Lud: algo?
O guarda hesitou — e isso me deu medo.
Guarda: encontraram… marcas. De luta.
Léo: e?
O guarda baixou a voz.
Guarda: sangue. Muito sangue.
Meu coração deu um salto.
Lud: de quem?
O guarda engoliu seco.
Guarda: ainda não sabemos… mas havia…
(ele olhou para mim de novo)
havia um lenço.
…um lenço que parecia… feminino.
O chão sumiu sob meus pés.
Meu corpo gelou inteiro.
Bru.
A palavra explodiu na minha cabeça antes mesmo que pudesse controlar.
Lud: qual era a cor do lenço?
O guarda respirou fundo.
Guarda: rosa claro.
Exatamente a cor que a Bru sempre usava.
Meus joelhos quase cederam.
Léo segurou meu braço na hora.
Léo: princesa… respira.
Mas eu não conseguia.
Senti a dor subir pelo meu corpo como fogo.
Porque eu sabia.
Eu sabia.
A Bru tinha vindo atrás de mim.
E algo — ou alguém — tinha encontrado ela antes.
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A Princesa
FanfictionMuitos pensam que ser uma princesa é difícil, mais e se for o meu caso é muito fácil. Sou basicamente a princesa esquecida, eu sou a filha mais nova dos meus pais e normalmente costumam ser os mais mimados mas no meu caso é um pouco diferente. .... ...
