Olá! Tem alguém aí? Eu não sumi gente, tô bem aqui rsrs
Boa leitura!
🧸
p.o.v Luisa
Após fim do sequestro...
Durante todo aquele processo de estar longe de casa a mercê de três criminosos, eu nunca pedi tanto a Deus para que fosse um pesadelo. Saber que estava vulnerável era algo horrível, ainda mais pra mim, que nunca fui uma pessoa frágil. Muito pelo contrário!
A vida sempre me fez uma muralha de resistência.
Ver meu cunhado me fazia refletir em como laços de sangue não conseguem mudar ninguém, estava completamente frustrada e triste por saber que as pessoas mais próximas nos magoam mais. Meu Marcelo era um homem tão nobre, amoroso, respeitoso, íntegro e nunca fez mal a ninguém. Já Roger, raptou uma grávida e sequer sentia remorso por tal ato. Inclusive me algemou como se eu tivesse condições de fugir com um tornozelo inchado e dolorido até pra respirar, além de sentir contrações e estar abalada psicologicamente. Senti meus bebês ficando agitados e já com medo, comecei a pensar em como Marcelo amava cantar pros dois enquanto passava a mão pela minha barriga e fui ninando a ambos. Por um milagre divino eles se acalmaram.
Mas, eu tenho o péssimo hábito de esquecer que sou Luisa D'ávila e nada está muito ruim, que não possa piorar.
Senti uma vontade imensa de ir ao banheiro e logo descubro que a minha bolsa rompeu, era a cereja do bolo na minha situação crítica. Não conseguia me mexer da dor que sentia ao ouvir a gritaria deles do outro lado da porta. Com o fôlego que ainda tinha avisei que meus filhos estavam a caminho. Ao Waldisney cair em si e me dar amparo, a polícia chegou.
Uma mistura de alívio tomou conta de mim, sabendo que seria resgatada.
Por ser mãe de primeira viagem tudo era mil vezes mais difícil. Não tinha nenhum apoio feminino do meu lado, minha mãe fazia muitíssima falta nessas horas, até mesmo minha irmã, Alice. Me sentia a pior mulher do mundo por colocar meus filhos em perigo mesmo não sendo minha intenção, e muito menos minha culpa. Ao estar lá no meio daquela insanidade toda, vi Marcelo à poucos metros de distância, já sem mais aguentar outra contração veio a me atingir com força e não pude evitar gritar, o que fez Waldisney me colocar no chão, me pedindo desculpas. Uma parte minha queria que ele fosse para o raio que o parta, já outra sentia pena dele.
Já na samu, Marcelo veio até mim e pela primeira vez em quarenta e oito horas, me senti segura sentindo seus afagos e carinhos, me garantindo que tudo finalmente acabou.
Até ouvir dois disparos e começar a chorar copiosamente.
«—»
Já no hospital...
Narrador On
Luisa chegou a maternidade e foi levada imediatamente pelos paramédicos, estava completamente desorientada pela dor, os machucados, as contrações aumentando gradativamente, sentindo falta de Marcelo e lembrando que havia ouvido dois tiros e não sabia quem tinha sido o destinatário delas.
A obstetra de Luisa havia sido chamada às pressas, foi só a D'ávila dar entrada no hospital que a família já se sentia em paz. Um tempo depois o Pessoa chegou e foi acompanhar a chegada de seus filhos, só em verem o estado dele ficaram pasmos de saber como tudo acontecerá.
