CAPÍTULO 41

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Autora On

Lucidez, era o que Peter deveria ter naquele momento, mas ele não queria, ele não queria ser racional, não quando sentia a maciez dos lábios de Minho contra os seus

Uma voz no fundo de sua mente o atormentava a todo tempo dizendo que deveria se afastar urgente, mas urgência que ele sentia era de ter mais e mais daquele garoto na sua frente

As mãos de Minho ainda se agarravam ao rosto de cupido, vez ou outra puxando os fios sedosos do cabelo alheio, como se precisasse certificar de que ele era real e era. Já as de Peter seguravam com força a blusa do outro, que ainda estava agachado na sua frente, cada vez mais perto, como se a qualquer momento fosse subir em seu colo, ansiando por mais contato

-Minho... - O cupido tentava formulado frases quando as bocas se separavam minimamente só para recuperar o fôlego, porém seus pensamentos tornavam a ficar nublados sempre que sentia o toque da boca de Lee contra a sua

Mas o barulho de trinco da porta se fez presente e o próximo som que os meninos escutaram foi o estalo provocado quando suas bocas se separam em abrupto. Sem dar tempo de sua mãe se quer os ver na sala, Minho puxou Peter pelo pulso e ambos correram para o quarto

Minho desabou sobre sua cama enquanto o cupido permanecia escorado na porta, como se temesse que um monstro terrível apareceria ali para invadir o quarto e apontar seus erros

Ofegantes, pelo susto ou pelo que acabaram de fazer na sala ou por ambos, eles se encaravam

Peter não conseguiu sustentar o olhar por muito tempo e logo abaixou a vista para suas mãos entrelaçadas a frente do corpo ainda tremulo, gesto esse que fez Minho levantar o tronco até estar devidamente sentado

-Minho...- O cupido deu um passo à frente, criando coragem para continuar falando - O que a gente fez-

-Foi um erro. - Lee interrompe, era mais fácil para ele falar do que escutar essas palavras vindas de Peter novamente - Eu sei. Me desculpa.

-Não! Não... - Suspirando atordoado, o cupido ergue o olhar e caminha para sentar ao lado do outro, mas a mãe de Minho entra no quarto quando Peter estava no secundo passo

-Ah, vocês já estão em casa, achei que passariam a tarde com seus amigos. - Ela dar um beijo na bochecha de Peter e acena para o filho

-Aconteceu alguma coisa, mãe? - Minho pergunta sentindo um alívio ao ver a mais velha e poder distrair o cupido de mais uma conversa confusa - A senhora precisa de algo?

- Desculpa, eu atrapalhei alguma coisa? - Ela questiona confusa ao analisar o ambiente

-Não. - Minho responde indiferente ao perceber os olhos de Peter dobrarem de tamanho pela pergunta repentina - Estávamos só conversando um pouco. - O cupido percebe um amargor na fala de Minho e recua um pouco enquanto sentia um nó arranhar sua garganta

-Tudo bem, tudo bem! Vocês, jovens, são muito chatos. - Ela pensa um pouco e pondera - Não que eu seja velha!

-Está na flor da idada, senhorita Lee - Minho vai na onda da mãe e arranca uma risada da própria

- Esse meu menino! - A Lee mais velha vai até o filho e aperta as bochechas dele, arrancando reclamações e um olhar contido do garoto imóvel próximo a porta - Já que fui liberada mais cedo porque não assistimos um filme antes de eu voltar para o hospital?

....

Durante o filme, Minho fugia de todo contato de Peter, que sentia seu peito cada vez mais apertado sempre que seu olhar era ignorado pelo outro

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⏰ Última atualização: Feb 05 ⏰

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