CAPITULO 34

35 6 16
                                        


Autora On

O horário marcava dez minutos para as duas da tarde, Minho e Peter aguardavam os meninos na sala espaçosa da casa

Diferente do habitual, o silencio entre eles ameaçava a sanidade de ambos, se perguntavam o que passava na mente do outro e por mais que tentassem disfarçar, a linguagem corporal entregava a tensão presente

Minho estava sentado no sofá com suas mãos inquietas no controle da TV desligada, o cupido, por sua vez, estava na poltrona e suas pernas balançavam ao ponto de descompassar as batidas do coração reprimido no peito de Lee

-Então...- Peter quebra o silencio depois coçar a garganta - Falta muito pros meninos chegarem?

-Oito minutos...sem contar o atraso deles - Minho sorri fraco com a própria brincadeira recebendo o silencio em troca - Jisung...o que você tem?

-Eu?

-É, as suas pernas, elas... - Só então o garoto percebe o movimento agitado de seu calcanhar de cima para baixo, parando subitamente

-Pronto, passou!

-Han.

-Não precisa se preocupar...Vou beber água. - Minho suspira derrotado, enquanto observa o menor se retirar do cômodo

-O que tá acontecendo?

-O que será? - Harry aparece sentado ao lado de Lee - Nem ouse! - Ele foi mais rápido, impedido o grito assustado de Minho - Esses seus gritinhos estão destruindo meus tímpanos.

Lee, com a boca aberta em susto, solta um grito agudo quase mudo

-É simples, criança, você mexeu com a cabeça dele e desestabilizou o que já não estava estabilizado. Venhamos e convenhamos, não tem nada de equilibrado no meu irmãozinho.

-Veio aqui pra bostejar?

-Bostejar?

-É o que você faz no infinitivo...falar bosta!

-Eu vim aqui na humildade para ajudar e tu me destratas assim?

-Por que você não vai ajudar o seu irmão?

-Você se perguntou o que está acontecendo...- Harry espalma sua mão no tórax de Lee, fazendo-o sentir as batidas do coração mais intensas - Você tem que se permitir sentir, não ignora mais o que está aqui dentro implorando para sair. Não é a mim quem Ele chama, é você, Lee Minho.

O barulho alto da campainha quebra o contado entre Harry e Minho, que ao olhar para porta de entrada, não percebe o mais velho desaparecer novamente

A região que Harry o tocou ardia e seu coração teimava aos seus comandos para se acalmar. Suas mãos estavam agarradas ao tecido do sofá o impedindo de mover um milímetro dali

-Minho, os meninos! - Han chega afoito a sala, nem percebendo o estado do amigo - Por que não atendeu eles?! - Corre mais um pouco até a porta, sendo atropelado por Bin e Chan

Lee suspirava fundo pela quarta vez, em uma tentativa de se acalmar, que funcionou um pouco, bem pouco

-Ih o que deu nele? - Ao se jogar na poltrona, Chan pergunta ao notar Minho estático no sofá

-Que medo...

Desnorteado, Minho se levanta e anda em passos ligeiros para o banheiro, os meninos nem questionaram, visto que era uma mania do outro de sair sem dar satisfações

Ao trancar a porta do cômodo, o garoto escora suas mãos na bancada de mármore, seu coração batia mais rápido que suas reações para se acalmar, olhou adiante para seu reflexo no espelho, suspirou mais uma vez

Estava difícil encontrar uma lógica em meio a todo o caos que Harry despertou em si, mas algo gritava em seu peito, sentia seu coração rasgando-o e implorando para ser ouvido

Foi então que Minho se rendeu

-Eu gosto dele... Eu gosto do Han Jisung.

...

-Arg, que tédio! - Felix resmunga interrompendo a explicação de Bin e chamando a atenção dos demais - Vamos pelo menos fazer um lanchinho! - Ele tenta, mais uma vez, fazer com que seus amigos o ouvissem e dessem uma pausa

Seus neurônios estavam a um fio de tostarem

- É, podemos fazer isso, estou com uma fomezinha mesmo. - Changbin concorda fechando o livro de matemática, fazendo Felix suspirar vitorioso e abraçar Jisung ao seu lado, que sorri compassivo

-Lino, tem algo bom para comer aqui? Podemos pedir uma pizza também! - Chan comenta, deixando de lado a lista que Min havia dado a si para realizar depois de uma pequena revisão que fizeram juntos

Minho estava desligado daquela realidade há muito tempo, Chan havia notado desde que sentaram para estudar, até suas explicações estavam vagas, achou que seria momentâneo, mas o momento estava levando tempo demais

-Lee Minho? - Chan estrala os dedos na frente do rosto do amigo, que finalmente desperta e o olha

-Hm?

-Vamos dar uma pausa... - Os lábios de Chan ainda se movimentavam, mas Minho não o ouvia, sua atenção se prendeu ao garoto sentado aos risos com Lix

Minho sentia seu corpo formigar, queria rir com ele, seu sorriso era tão lindo

-Pode ser? Minho?! - O empurrão de Chan o desperta novamente, o fazendo piscar inúmeras vezes antes de o olhar

-Pode, tanto faz, não ligo. - Ele suspira derrotado e joga suas costas no acolchoado do sofá, tampando seu rosto com suas mãos tremulas e suadas - Eu não ligo...

Sentado próximo a mesa de centro, Peter volta sua atenção a Minho, sentindo seu sorriso murcha com a preocupação aumentando em seu peito...

\(^^)/

Voltei!!

Cupid Is So DumbOnde histórias criam vida. Descubra agora