0.8

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Harry acordou no dia seguinte quando a luz solar já adentrava o quarto.

Abrindo os olhos lentamente e coçando os mesmos, Harry olhou para o lado e sua ficha caiu. Tinha acontecido. Ele fez amor com Louis e tinha sido, sem sombra de dúvidas, a melhor noite de todas. Ele ainda podia sentir os toques e os gemidos necessitados que o outro produzia, os espasmos que tomaram conta de seu corpo e o quão boa havia sido a sensação de se sentir completo. Louis o completava.

Enquanto passava os dedos nas bochechas de Louis, Harry se permitiu sorrir, ele se permitiu ser feliz pela primeira vez em um bom tempo. Ele percebeu que podia passar o resto dos dias assim, vendo os cabelos castanhos desgrenhados sob o travesseiro, o pequeno corpo esparramado ao seu lado enquanto ele tinha seus braços ao redor do menor, seus pés enlaçados e seus corpos extremamente próximos. O italiano passou mais alguns segundos admirando a beleza de Louis, lembrando do momento íntimo que haviam tido.

- Harry? - ele ouviu o menor falar com a voz rouca devido as horas de sono, os olhinhos azuis se abrindo em fendas e seus dedos sendo levados até seu cabelo.

- Bom dia, amore mio - o maior disse, a voz suave e em um quase sussurro. - Dormiu bem?

- Bom dia - ele disse, um sorriso preguiçoso surgindo em seus lábios assim como sempre acontecia quando Harry o chamava daquele jeito. Ele não conseguia resistir. - Sim, claro, dormi como uma rocha. E você?

- Eu também... - o maior disse, sorrindo, enquanto observava Louis se espreguiçar e mudar de posição. Os olhares se encontraram pela primeira vez naquele dia e tudo que podia ser sentido era o afeto que ambos compartilhavam. Eles achavam particularmente estranho o quão dependentes estavam um do outro, mas como Gemma sempre dizia... Estar apaixonado é assim.

Apaixonado. Harry gostava de se sentir assim, para ser honesto. Não é como se ele já tivesse sentido isso muitas vezes, mas ele não se arrependia nem um pouco do rumo que as coisas com Louis estavam tomando, ele realmente achava que aquilo era a coisa certa. Nada parecia errado ou precipitado quando ele estava com Tomlinson.

- Então, você está com fome? - o maior perguntou mais uma vez, as mãos de enlaçando com as de Louis e seus dedos fazendo círculos imaginários na palma do menor.

- Eu estou sempre com fome - ele respondeu, a ironia presente em sua voz e um sorriso surgindo em sua face. - Só não sei o que iremos comer...

- Uma coisa de cada vez... Ah, hoje temos o jantar na casa do Liam, lembra? - Harry respondeu, os olhos verdes encarando os azuis diretamente enquanto o menor mordiscava seu lábio inferior.

- Sim, eu lembro... - o menor respondeu. - E eu estou um pouco nervoso, para ser sincero.

- Nervoso?! - o maior disse incrédulo, esperando pela confirmação do outro. Louis apenas acenou com a cabeça em afirmação e deixou um leve aperto nas mãos do outro. - Não precisa disso, Ok? Eu tenho certeza que eles vão gostar de você, e se não gostarem... Bom, se não gostarem eu terei que chutar algumas bundas.

Louis gargalhou, fechando os olhos e os abrindo depois de alguns segundos. Ele levou a grande mão de Harry até sua boca e plantou um beijo lento e suave em sua pele. Depois, continuou a distribuir diversos beijos por toda a epiderme do italiano, traçando um caminho imaginário sob seu pulso e braço, levantando o olhar para encontrar as orbes verdes que já lhe encaravam. Os dois realmente gostavam de compartilhar momentos como esses - íntimos e carinhosos. Era como se o mundo inteiro parasse e só existisse Louis&Harry, e, naquele momento, era só isso que existia mesmo.

O menor continuou com os beijos molhados até que chegou até a clavícula do maior, mudando de posição e se encaixo entre as pernas do maior, os abdomens praticamente colados e os olhares ainda conectados. Louis abriu mais um sorriso em direção a Harry, que apenas sorriu de maneira admirada em troca - ele ficava assim toda vez que via as ruguinhas nos cantos dos olhos azuis - e o menor inclinou a cabeça para a frente de novo, voltando a beijar toda a extensão do pescoço do maior, deixando algumas leves mordiscadas no local, sorrindo ao ouvir Harry grunhir. Ele passou mais alguns segundos distribuindo beijos no mesmo lugar e depois desviou em direção a boca, bicando os lábios extremamente vermelhos de Harry e puxando as mãos - que estavam ao lado dos corpos, conectadas - e as posicionou acima de sua cabeça, prendendo-o de forma possessiva.

Internacional Doctor // l.sHistórias para pegar e não largar. Descubra agora