Capítulo 26 - Luhísa

10.7K 732 51
                                        

Eu estava preocupada com Theodor. Quando ele subiu naquele palco, eu sabia que ele não estava bem. Suas palavras foram automáticas, quase sem emoção alguma. Claro que ninguém percebeu e ele foi ovacionado. Ate Mike se emocionou ao meu lado, com as palavras dele.

Mas eu o conhecia. Eu sabia que aquele não era ele. Um aperto tomou meu coração, quando me lembrei do transtorno dele mais cedo, após a discussão com seu irmão. Suas pupilas estavam dilatadas e seu corpo tremia. Quando o toquei ele estava muito mais tenso do que mais cedo.

Meus olhos teimavam em ir a sua direção, ele estava quieto e todos na mesa respeitavam isso. Quando o jantar acabou ele levantou os olhos e os passeou pela mesa, não se firmou em ninguém, nem em mim. Falou alguma coisa, respondendo a pergunta de um senhor, que perguntou se ele estava bem. Ângela também estava calada. E isso já estava me incomodando.

- Senhor Gross. – Chamei a atenção de todos na mesa. – Me concede uma dança?

Ele olhou pra mim atônito. Eu sabia que isso era errado, mas eu gostaria de ter um momento com ele, tranquiliza-lo.

- Porque não tira seu namorado para dançar? – A voz de hiena falou com deboche.

- Pode ir querida, claro se o senhor Gross aceitar – Mike deu um beijo na minha bochecha, me fazendo sorrir.

- Então...? – Levantei-me.

Theodor analisava cada movimento meu, e pela primeira vez naquela noite, o vi dá um sorriso sincero.

- Com licença, senhores. – Levantou-se.

Dei a volta e ele me estendeu o braço.

- Obrigada, por aceitar.

- Estou curioso.

- Curioso? – Sorri.

- Para saber por que me tirou para dançar, quebrando todos os protocolos de etiqueta.

- Estamos no século vinte um, senhor. – Falei e peguei o sorriso amplo dele, quando paramos na pista de dança e ele me virou pra ele. – Senti que precisava lhe tirar para dançar.

- Obrigado.

Uma de suas mãos foi para minha coluna e a outra pegou minha mão, começando a nos conduzir no ritmo da música.

- O senhor está bem?

Aproveito que meus saltos me deixaram um pouco mais alta. Fecho meus olhos ao sentir a fragrância do seu perfume. Imaginei meus lábios beijando seu pescoço e logo em seguida raspando meus dentes, apenas para tortura-lo.

- Melhorando, ficaria ainda melhor se eu tivesse sua companhia mais tarde.

Suspiro, mas não deixo de dá um leve sorriso. Ele se afasta para me girar, quando volto a encontrar seu corpo, ele está me encarando com um sorriso lindo nos lábios. Fecho meus olhos, para não ficar tentada a beija-lo. Isso seria caótico em todos os sentidos.

- Quero tirar esse vestido lentamente e descobrir a cor de sua lingerie.

- É da cor dos seus olhos. – Sorrio da sua provocação. – Qual a cor da sua boxer? – Entro no seu jogo.

Ele para rapidamente a dança e me afasta só um pouco e vejo o sorriso sacana. Quando ele volta a colar seu corpo no meu, sua boca vai para meu ouvido.

- Não estou usando uma.

Meu corpo treme no seu e escuto sua risada, quando ele voltou para o lugar. Filho da mãe. A música acaba e escutamos aplausos.

A AmanteOnde histórias criam vida. Descubra agora