CAPÍTULO 22 | Contato

1.4K 122 46
                                        

- Luhan -

Saí do quarto de Anne, fechei a porta e encostei-me nela por um momento tentando organizar meus pensamentos, eu precisava saber o que Smith planejava, o que ela escondia. Respirei fundo e fui determinado até sua sala.

Olhei a maçaneta e respirei exitante em abrí-la, até que enfim tomei coragem e entrei. Smith me olhou seriamente sentada em seu lugar, apoiou os braços em sua mesa e uniu as mãos esperando que eu me pronunciasse.

- O que você quer aqui, Luhan? - ela perguntou com um leve sorriso.

- Eu quero que você pare, chega de testes, chega de manter-nos como animais trancados. - continuei parado em frente a porta.

- Ah! Mal o primeiro dia passou e você já está pedindo por piedade?

- Não precisa parar com os testes por completo... - dei uma pausa, antes de terminar a fala - Só quero que Chanyeol não participe deles... Nem Anne...

- Por que você está preocupado com esse tal de Chanyeol? - antes mesmo de eu abrir a boca seus olhos brilharam como uma vitória - Aquelas marcas?! Não é mesmo?! Eu estava com os médicos há alguns minutos e falaram que Chanyeol tinha marcas pretas também... - ela parecia pensar, sem tirar o sorriso do rosto - Não acredito, se ele é ferido, Anne também é, não é? - fiquei em silêncio -  Então o motivo dela ter as manchas é porque o Chanyeol sendo atingido as feridas refletiram nela, agora faz um pouco de sentido! Eles tem uma conexão! - meu silêncio praticamente denunciou que era realmente aquilo, ela riu e alargou um sorriso imenso.

- Você não está pensando nisso, certo? - perguntei nervoso.

- No que eu estou pensando? - ela disse cínica.

- Se fizer alguma coisa aos dois, eu juro que vou...

- Jura que vai o que, Luhan? - ela disse quase num grito - Você é uma criança inútil, se tentar fazer qualquer coisa minhas armas acabam com você em questão de segundos. Não tem coisa mais prazerosa que vê-la sofrer, e fazendo-a sofrer, você sofre... - ela riu e se levantou por um momento de sua cadeira e ficou a olhar algo pela grande janela que havia atrás de sua mesa.

- Inútil?! Não foi o que aconteceu na sala de testes... - respondi rindo de canto.

- E você acha que aquele é o meu máximo? - ela se virou pra mim e sorriu maliciosamente - Aquele era só o começo!

- Qual é o seu máximo eu não sei, mas não vou deixar que você o faça. - fui derrubando suas prateleiras, lançando seus livros para todos os lados, e grande estupidez dessas pessoas metidas que enfeitam salas com tacos de golfe, apanhei um e caminhei lentamente em direção a ela, ela mostrou por um momento surpresa.

Com força lancei seu computador para longe com aquele taco e em seguida bati em sua mesa de vidro, fazendo-a virar apenas estilhaços e quando estava prestes a atingir sua cabeça ouvi um "click" e senti algo encostar em minha cabeça. Respirei fundo, esperando não ser o que eu imaginava que era, soltei o taco e me virei lentamente, era exatamente o que eu pensara. Um rapaz apontava a arma para mim, sua expressão era séria, seus olhos puxados me olhavam seriamente, boca fina e com seu canto repuxado como se desse um leve sorriso. Ri fraco da situação, Smith começou a rir, se sentia vitoriosa sobre a situação.

- Por essa você não esperava certo? - ela riu e eu apenas me mantive em silêncio por mais uma vez, eu e o outro rapaz trocávamos olhares sérios - Pode abaixar a arma, querido! - Smith mandou e ele assim o fez - Só quero deixar bem avisado, tente qualquer coisa e você verá o que irá acontecer com sua amiguinha... - ela disse tocando levemente o meu rosto e eu me afastei rapidamente irritado com aquilo - Agora, para o quarto! - ela mandou - Fique bem atento, ele pode tentar escapar! - ela disse ao rapaz.

RedemptionOnde histórias criam vida. Descubra agora