Katherine (...)
Mais uma noite fria em Vered!
Era típico. Noites frias, dias quentes, pessoas em seus cotidianos, sem mudar uma vírgula. Dessa forma seguia a minha vida nessa cidade, uma simples melodia, que ao passar do tempo ela se torna comum, mas marcante.
Fecho os meus olhos para ter e tentar gravar aquela sensação mais uma vez, a brisa, o cheiro, as gotas da chuva, absolutamente tudo desse sentimento. Porque aquilo era bom, mas me atormentava tanto?
Novamente deitada no asfalto gélido sinto um toque familiar em meu braço esquerdo, olho em direção para ver quem tinha cometido o ato, mas não havia ninguém, novamente. Ao levantar, me vejo diante a entrada da floresta, aquela que todos conheciam e admiravam. Talvez isso explicasse o meu sonho contínuo com ela. Eu, Katherine, admirada e que todos em Vered tinham conhecimento, aquela que era amiga da Sófia, apesar de tudo...
Silêncio
No fim da estrada, em frente á floresta, lá estava ela, minha melhor amiga, Sófia Wisdian, a menina que como a floresta, guardava mais segredos do que qualquer um ali. Usando seu vestido branco, aquele que a mesma usou no seu aniversário de 15 anos, e que foi da sua mãe. Ele era lindo, delicado e leve como as nuvens, mas agora ele parecia tão velho quanto á floresta, porém instigante. Por que estava rasgado? E àquelas manchas de sangue?
Então como se ela soubesse o que se passava em minha mente, abre um leve sorriso, indo em direção a aquela imensa mata. E eu? Como se os nossos passos fossem conectados, assim que ela se movimenta, sinto meu corpo cair...
...
O som do despertador invade o ambiente assim que acordo. Lanço um olhar de ódio para o mesmo.
– Puta merda, já é sete? – Jogo as cobertas para o lado e corro para o banheiro, abro a torneira e em seguida com as duas mãos, jogo de uma vez aquela água fria em meu rosto, sentindo a sensação familiar o sonho reaparece em minha mente. A imagem da Sófia, o vestido, o sangue. Só queria entender o porquê desse sonho...
Lembro-me da primeira vez que a vê, o professor de literatura marcou um trabalho em dupla, acabei fazendo com a garota da estrela. Por que estrela? No meu aniversário, um mês depois que a gente se conheceu, ela me presenteou com uma pulseira, nela havia um pingente de ouro em formato de uma estrela. Não esperava que ela me desse algo, pois tínhamos apenas seis anos e mal nos conhecíamos, foi algo simples, mas marcou o início da nossa amizade. Katherine Monbuner e Sófia Wisdian.
Assim que terminei meu passeio em minha mente, já havia banhado e trocado de roupa, desço as escadas indo direto para a cozinha, lá me direciono a geladeira e pego uma maça e um sanduíche caseiro, junto com meu suco de laranja. Mudo meu percurso para a garagem e subo na minha Honda preta. Em Vered, você não precisar ter 18 anos para andar de moto, pois a cidade era pequena. Os policiais não ficam no pé, então a decisão é dos pais. E na verdade, eram poucos que tem veículo, era mais para corridas e trilhas, algo que se transformou em eventos, e até os senhores da lei participa. Claro que com um leve som de; apenas espionar e dar segurança aos cidadãos de Vered.
Mas, ninguém cai nessa!
Penso em buscar a Sófia, porém desisto, pois sua tia poderia estar em casa e provavelmente ela não deixaria, seria tempo perdido! Coloquei meu capacete e em seguida ligo a moto indo para á escola.
. . .
Desço da moto, em seguida pegando minha chave. Assim que chego na escola, os vários bancos espalhados são a primeira coisa que vejo, observo ao meu redor a procura dos meus amigos e assim os encontrando.
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Mysterious City
RandomMais uma noite fria em Vered! Era típico. Noites frias, dias quentes, pessoas em seus cotidianos, sem mudar uma vírgula. Dessa forma seguia a minha vida nessa cidade, uma simples melodia, que ao passar do tempo ela se torna comum, mas marcante. Fech...