- Como assim? Vim te ver, amiga - ela sorrio cinicamente.
- Claro, mas eu não posso receber visistas, e por favor, você precisa ir - disse ríspida e me controlando.
- Diana, não me venha com historinhas! Somos amigas e eu fiquei super preocupada com o que aconteceu, quero falar com você.
- Não estou arranjando desculpinhas esfarrapadas, só não quero falar com ninguém agora, quero descansar, só isso, então por favor, saia - nesse momento, pra piorar as coisas, minha mãe entra em casa e como ela trata a Kathryn como se fosse da família e não sabia de nada, obviamente, ela ia querer que a Kathryn ficasse e até jantasse com a gente.
- Isso não são modos de tratar uma amiga! Kathryn, fique a vontade e não ligue para a Diana, ela ainda está muito abalada, mas como vai querida? - ela abraçou a Kathryn.
- Ai tia, estou muito preocupada com a Di - ela me chamava de "Di" e aquilo me enojava, quanto cinismo.
- Mãe, eu não estou me sentindo bem, não quero visitas!
- Minha filha, será que não percebe que como boa amiga, a Kathryn veio prestar a solidariedade dela? Que coisa feia!
- Tá, tá, ela já prestou a solidariedade dela e eu já vi a "ótima" amiga que ela é, agora pode ir - eu disse "ótima" com um tom de irônia, por que de ótima amiga, ela não tem nada.
- Diana, exijo que pare com isso agora, quanta falta de educação...Kathy, peço desculpas pela minha filha, ela realmente não está bem.
- Ah, não se preocupe tia Rose - O nome da minha mãe era Rosalie, e só amigos e família a chamavam de Rose, isso me fez lembrar que a Isabel a chamou de Rose, mas como pode uma enfermeira ter tanta intimidade assim com a minha mãe? Talvez seja só paranoia, mas de qualquer forma, aquilo ficou martelando em minha cabeça - Eu estava preocupada, mas já vim até aqui e vi que ela está bem melhor e é isso que importa, agora preciso ir.
- Não querida! Faço questão que jante conosco, Diana ficara feliz, não é mesmo, Diana? - ela me olhou e arregalou um pouco os olhos, para que eu concordasse.
- Claro que ficaria, mamãe! Isso se eu fosse jantar, mas não estou me sentindo bem, então acho que vou dormir mais cedo...
- Mas ainda não são nem 17:00h, não é possível que vá dormir tão cedo assim!
- Claro que não. Mas vou dar uma volta, andar um pouco e depois tomo um suco, como uma fruta, e vou dormir.
- Que bom, então vou com você...
- Não, Kathryn! - eu a interrompi - Quero andar sozinha, pensar um pouco.
- Okay amiga, eu te entendo, sendo assim, eu vou indo, e não se preocupe tia Rose, Diana precisa sair um pouco, ficar só, pensar e respirar ar puro.
- Okay Kathy, se precisar, é só ligar!
- Tá, agora vou indo - ela abraçou minha mãe e em seguida me abraçou, eu sorri forçado - fica bem amiga.
- Pode deixar amiga, eu vou ficar - forcei mais um sorriso, eu devia estar com uma cara de cínica que impressionaria qualquer um, mas estava decidido, era assim que eu iria trata-la daqui por diante, com o mesmo cinismo que ela me trata.
Ela saiu, eu bufei e me joguei no sofá, minha mãe se sentou em outro e ficou me olhando com cara de reprovação e balançando a cabeça de forma negativa, eu a olhei e arquei uma sobrancelha, como quem diz "Eu tive meus motivos"
- Então é assim? Sua amiga vem te ajudar e você a trata com rejeição?
- Não preciso de ajuda, muito menos dela, e eu não a tratei com rejeição, apenas não quero conversar com ninguém - me levantei e caminhei até a porta.
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Máscaras
RandomE se você descobrisse que tudo que você acreditava, nunca existiu? E todos que você confiava, eram falsos e mentirosos? E se por causa disso, sua vida mudasse do dia pra noite? Diana McLaren passou por tudo isso. Todos ao seu redor eram mentirosos...