Acordei, abri meus olhos lentamente, Quando já estava mais desperta, percebi que me encontrava no hospital, O motivo de estar lá era óbvio, Mas quem havia me levado até lá é que era difícil imaginar, passei a língua por meus lábios e senti que os mesmos estavam ressecados, Me sentia fraca, E com uma leve dor de cabeça, Tentava adivinhar quem teria me socorrido, Mas não fazia idéia, Meus pais estavam viajando, Kathryn e Dylan queriam me ver morta, então jamais me ajudariam, Então quem poderia ser? Depois de passar um bom tempo imaginando quem teria me ajudado, Vejo a porta se abrir lentamente, Pensei que pudesse ser a pessoa que me socorreu, Mas estava enganada, Uma enfermeira entrou no quarto com uma bandeja na mão:
- Bom dia, Vim trazer seu café - Ela disse sorrindo, muito simpática.
- Quem me trouxe pro hospital? - Perguntei sem nem lhe retribuir o bom dia.
- Calma mocinha, Você está fraca e não pode se esforçar muito - Ela pôs a bandeja ao lado da minha cama.
- Não e-estou fraca, Só quero saber quem me trouxe - Disse tentando parecer mais forte, mas acabei gaguejando.
- Tudo bem, Eu não sei quem te trouxe, Quando comecei a te atender você estava na enfermaria fazendo os curativos.
- Que droga! O hospital não t-tem registros da minha entrada?
- Provavelmente sim, Mas não posso te afirmar se lá diz quem te trouxe - Ela ajustou minha cama e colocou a bandeja em meu colo.
- Eu queria muito saber - torci o lábio e olhei meu café.
- Você vai saber, Agora é melhor se alimentar, Ajuda na recuperação.
- Okay - suspirei e comecei a tomar meu café, Que era leite, cereal e maçã, Até que estava bom.
- Posso te fazer duas perguntinhas? - Ela sorriu e eu revirei os olhos imaginando qual seria a pergunta.
- Fala logo - tomei um pouco de leite para umidecer mais meus lábios.
- Porque tentou se matar? - Ela me olho séria, e eu continuei olhando meu café.
- N-não tentei me matar - suspirei e a olhei triste, mas logo desviei o olhar.
- Então isso no seu braço foi o que? Você fez cortes profundos a ponto de atingir sua veia - Ela disse usando um tom de voz triste.
- Foi sem querer, Era pra ser cortes superficiais, Mas eu estava triste, com raiva, ódio, me sentindo só e... - Dei uma pausa quando percebi que estava falando demais da minha vida para uma mulher que nem conheço. - Já chega, Falei demais sobre isso...Qual era a outra pergunta? - Eu disse para ver se ela mudava de assunto.
- Nada, A outra pergunta foi aquela que eu fiz perguntando de podia te fazer uma pergunta, Entendeu? - Ela rio.
- Mais ou menos - Eu soltei um sorriso e voltei a comer.
- Preciso ver outros pacientes, Mais tarde eu volto - Fiquei calada e balancei a cabeça de forma positiva - Mas por favor, Se precisar de qualquer coisa, Me chame, Não hesite em pedir ajuda okay?
- Tudo bem - ela sorriu e abriu a porta.
- Ah, Quase me esqueci! Mais tarde uma psicóloga vem ter uma conversinha com você...Estão preocupados com o seu estado emocional pelo que fez - Neste momento bufei e balancei a cabeça positivamente e ela saiu.
Não consiguia entender quem havia me levado para o hospital, E porque aquela enfermeira se importa tanto? Talvez só esteja fazendo seu serviço, cuidar dos pacientes. Assim que terminei meu café, coloquei a bandeja ao lado da cama, a porta se abriu novamente e eu tive uma surpresa.
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Máscaras
RandomE se você descobrisse que tudo que você acreditava, nunca existiu? E todos que você confiava, eram falsos e mentirosos? E se por causa disso, sua vida mudasse do dia pra noite? Diana McLaren passou por tudo isso. Todos ao seu redor eram mentirosos...