Passei uma hora largada na cama, pensando na reação dos meus pais ao saberem que vou desistir da escola, mas eu precisava daquilo, não poderia mais aguentar Dylan e Kathryn todos os dias. Minha cabeça já estava doendo, então decidi descer e falar com eles logo e acabar com isso de uma vez. Eles estavam entrando em casa quando eu desci as escadas e fui rapidamente até eles, meu pai que fechava a porta, inclinou um pouco o rosto em minha direção e sorrio:- Como vai querida? - Ele largou a maçaneta e me abraçou.
- Vou bem papai - adorava os abraços do meu pai, pois com ele eu me sentia protegida, diferente da minha mãe, quando eu estava perto dela algo me fazia querer ser como ela, séria, firme e com um futuro promissor, talvez ela visse em mim uma filha perfeita, e com certeza sua opinião mudaria ao saber de meus planos quanto a escola, então decidi falar primeiro com ela - eu preciso falar com vocês.
- Pode falar querida - Meu pai me deixou de frente para ele, e pelo canto do olho, percebia que minha mãe nos observava.
- Na verdade, preciso falar com a mamãe primeiro - eu sorri fraco.
-Por que, hein moçinhas? O que estão aprontando? - Ele deixou os olhos semi cerrados, fazendo cara de desconfiado, mas logo em seguida soltou um riso fraco.
- Jonh, não fizemos nada oras, não confia na sua mulher e em sua filha? - ela chegou por trás de mim e estendeu seu braço em volta de meu ombro, me deixando ao seu lado - Ela só quer conversar...Vamos querida, para o escritório.
Chegando ao escritório, quando minha mãe abriu a porta, o frio do ar condicionado fez meu corpo estremecer, considerando que o dia estava quente, o que não era normal onde morávamos, assim que minha mãe se sentou a mesa, eu me sentei na sua frente, estava nervosa e tendo calafrios só de pensar na reação dela:
- Agora pode falar Diana, creio não seremos interrompidas - e como sempre, minha mãe e seu jeito formal, odiava quando ela me tratava assim, fazia eu me sentir um bandido que veio atrás dos serviços dela e se tornaria seu cliente.
- Mãe, sabe que eu não gosto quando me trata assim, sou sua filha e não um cliente.
- Tem razão querida, desculpe, mas agora pode falar.
- Então, nesses últimos dias, a-aconteceram umas coisas muito d-desagradáveis, das quais eu não quero falar - comecei a gaguejar pelo nervosismo - e eu estava pensando, mas não tem condições de eu continuar naquela escola.
- O que? O que houve? Por que não me conta? - ela estava muito séria e aquilo me assustava.
- Mamãe, e-eu não quero falar disso...Por f-favor.
- Tudo bem, quando se sentir mais confortável me conta, mas o que quer fazer então? Mudar de escola?
- Na verdade, eu tava pensando em desistir da escola esse ano, ai eu iria pra casa da vovô e começaria o ano em uma escola na cidade dela...
- O que? Nem pensar, pode esquecer, você não vai jogar fora um ano por besteira, e muito menos se mudar pra casa da sua avó...Se era só isso, já está decidido, agora tenho muitas coisas pra fazer, com licença - ela apontou a porta.
- Não mãe, não é só isso e eu não vou sair! O que Aconteceu foi algo muito sério, e eu não posso continuar nessa escola, nessa cidade, eu preciso sair daqui, por favor, me entende.
- Como você quer que eu te entenda se você não me conta o que aconteceu? Eu não sou vidente, Diana! Eu não posso te ajudar se você não me contar, e não posso aceitar que desista logo agora, que o ano tá acabando!
- Eu não posso contar o que aconteceu, mãe. Por favor, não me peça isso, não aguento mais ficar aqui e ter que aguentar as pessoas que me fizeram tanto mal, não consigo, não suporto - a essa altura, eu estava sendo, ou tentando ser forte, mas a tristeza me venceu e as lágrimas tomaram conta do meu rosto - eu não quero ter que olhar pra eles, ouvir a voz deles e conviver com eles como se nada tivesse acontecido.
- Eles quem? O que fizeram? Sou sua mãe e preciso saber...Tudo bem que não queira me contar, mas espero que entenda que o meu não é definitivo, você não vai morar com sua avó e muito menos desistir da escola agora que o ano já está no fim.
- Quer saber mãe? Eu cansei...QUE SE DANE. Não me importa se a senhora aprova ou não, se a senhora me apoia ou não, tanto faz...Eu vou desistir da escola sim, e vou morar com a minha avó sim! - Alterei meu tom de voz e ela me fuzilou com o olhar, me levantei rapidamente e fiquei com as mãos apoiadas na mesa - você não me entende e nem se esforça pra entender, quem vai ter que suportar eles sou eu, quem vai sofrer sou eu, e não quero isso, então, independente do seu sim ou não, eu vou e ponto final. - eu já caminhava até a porta quando ela se levantou e bateu na mesa.
- Ei garota! Tá achando o que? Eu sou sua mãe, então me respeite, fala direito comigo e me obedeça, não vem querer dar uma de filha revoltada que comigo isso não funciona, você não vai para lugar algum, vai terminar o ano na mesma escola e na mesma cidade.
- Ah é? Eu quero ver quem vai me obrigar, por que eu não sou mais uma criança, e por livre e espontânea vontade eu não piso naquela escola - bufei e sai batendo a porta, ainda consegui ouvir ela dizer "volte aqui", meu pai me olhou assustado, mas eu subi as escadas antes que ele me fizesse perguntas.
E lá estava eu de novo, jogada na cama, agarrada aos travesseiros, soltando rios de lágrimas e com uma forte dor de cabeça, estiquei um pouco o braço e abri a gaveta da escrivaninha, peguei um remédio para dor de cabeça e um copo com água, tomei e me deitei novamente, logo minhas pálpebras começaram a pesar e o sono foi me dominando, acabei pegando no sono.
(...)
Acordei com fortes batidas na porta, ainda bem que a dor de cabeça havia passado, abri meus olhos devagar para tentar amenizar o incômodo causado pela claridade, olhei o relógio e era 16:30h, me levantei e lentamente caminhei até a porta, abri e dei de cara com a empregada:
- O que foi Carmem? - eu disse ainda sonolenta.
- Tem uma moça querendo falar com você.
- Quem?
- Não sei, disse que não queria falar o nome para fazer uma surpresa para você e que iria gostar.
- Tá, tá! Diz que eu logo desço.
- Okay - ela saiu e eu fechei a porta, logo pensei em quem poderia ser a visitante? Os únicos que vinham até a minha casa era Kathryn e Dylan, mas eles não seriam tão sonsos a esse ponto.
Fui até o banheiro e tomei um banho rápido, somente para espantar o sono, que não me permitia pensar direito, vesti uma roupa simples, fiz um coque no cabelo e sai do quarto. Fui até a escada e desci, chegando na sala, vi uma mulher loira que estava sentada no sofá, até me lembrava a Kathryn mas não poderia ser ela, caminhei até o sofá e logo a mulher se levantou e ficou de frente para mim, meus olhos se arregalaram e meu coração disparou, eu não podia acreditar que era ela, não podia ser:
- O-o que você está fazendo aqui? - eu disse, sentindo meus olhos lacrimejarem, mas eu não poderia chorar, não na frente dela.
____________________________________
Oii ♥
Esse foi mais um capítulo pra vocês curtirem, votarem e comentarem, sinto muito pela demora, mas esses dias venho enfrentando uns problemas com a minha internet, sei que é chato pedir desculpas toda hora, mas espero que me entendam, quem usa dados móveis vai entender, e é isso, leiam, votem e comentem, a participação de vocês é muito importante.
Bjos ¤

VOCÊ ESTÁ LENDO
Máscaras
RandomE se você descobrisse que tudo que você acreditava, nunca existiu? E todos que você confiava, eram falsos e mentirosos? E se por causa disso, sua vida mudasse do dia pra noite? Diana McLaren passou por tudo isso. Todos ao seu redor eram mentirosos...