Capítulo 3- O que fazer?

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Estava fazendo almoço para Zac e para meu pai, preparei o prato favorito dos dois, talvez para anima-lo um pouco, pedi para ele tomar um banho e que se sentasse conosco na mesa.
Ele desceu, fez a barba, nem parecia o mesmo.

-Oi papai.-diz Zac sentado na mesa.

-Oi filhão.-diz meu pai.

Eu olho para eles e esboço um sorriso.
Quando ia servir-los meu pai se levanta e em seguida cai no chão, aquele momento foi de completo desespero, Zac gritava e chorava, pedi para ele subir para o quarto dele.
Enquanto meu pai estava caído no chão, provavelmente tinha algo haver com o álcool, liguei para a ambulância e em alguns minutos eles chegaram, colocaram meu pai na maca e o levaram para o hospital.
Pego umas coisas que precisava, um dinheiro que eu estava guardando, deixo Zac na vizinha e vou para o hospital.
Chegando lá meu pai já estava internado em estado grave.
Fiquei esperando por 4 horas, um médico foi até a recepção e conversou com umas moças que estavam lá, até que apontaram para mim, o médico vem em minha direção.

-Sophia Hunter?

-Sou eu.

-Muito prazer sou Doutor Miguel. Estou cuidando de seu pai Max Hunter.

-Olá muito prazer. Como está meu pai ? Ele vai ficar bem ?-digo enquanto escorre lágrimas sobre meus olhos.

-Olha, o caso do seu pai é bem sério. Ele terá que ficar internado aqui por um tempo.

Eu apenas consigo chorar e concordar com a cabeça tudo que ele diz.
Até que...

-Papai?

É Gabriel, quem diria, ele era a pessoa em que eu menos esperava encontrar.
Espera pai ? O médico que está cuidado do meu pai é pai de Gabriel?
É isso mesmo!

-Filho eu estou trabalhando.

-Sophia??? O que faz aqui ta tudo bem ?-Diz Gabriel surpreso ao me ver.

-Vocês se conhecem?-pergunta o Dr. Miguel

-A gente estuda juntos na mesma sala.-fala Gabriel.

-Que ótimo, é Gabriel leva sua amiga para tomar uma água ela está muito nervosa.

-Ta bem pai, é eu vim te entregar isso, são uns exames de um paciente que o senhor esqueceu em cima da mesa.

-Obrigado filho, sua mãe as vezes me deixa louco, bom, vou voltar ao meu trabalho, fica tranquila Sophia vai dar tudo certo.

-Obrigada Dr. Miguel.-digo enquanto choro.

-Vem Sophi. Vamos comer algo.-diz Gabriel pegando nas minhas mãos.

Suas mãos eram macias e quentes, pegou na minha mão suavimente e acariciou meus cabelos.
Fomos ao refeitório do hospital, Gabriel pega um café quente para mim e um para ele.

-Está tudo bem Sophi?

-Não, meu pai ele está muito mal.

-Eu sinto muito, fica tranquila, meu pai é um dos melhores médicos daqui e tenho certeza que vai cuidar muito bem dele.

-Ta bem...

Passei um tempo com Gabriel e já estava mais calma.
Faltará algumas semanas para acabar as aulas e eu não poderia perder aulas, então achei melhor continuar ir a escola e quando eu saísse fosse visitar meu pai no hospital, eu ia levar Zac comigo.
Voltei para casa e peguei Zac na vizinha, dei um banho nele e depois o deitei ele na minha cama e tentei explicar da melhor forma que pude para ele.
Me deitei ao lado de Zac e acariciava seus cabelos enquanto ele dormia, depois de alguns minutos eu peguei no sono.
Acordo no meio da madrugada com o telefone tocando, era do hospital, dizendo para mim ir as pressas para lá pois meu pai havia piorado.
Eu não tive escolha a não ser levar Zac comigo.
Vesti agasalhos nele pois fazia frio.
Chamei um taxi e fomos direto para o hospital.
Chegando lá encontro o Dr.Miguel e vou em direção a ele.

-Doutor ?? O que aconteceu?-pergunto desesperada enquato sinto as mãos de Zac tremer.

-Fizemos tudo o que podíamos Sophia, agora o que resta é esperar.

Me sentei no banco do hospital e chorei desesperadamente, sinto Zac me abraçar, eu o abraço forte.
Passado-se algumas horas Zac está deitado sobre meu colo dormindo, Dr. Miguel vem em nossa direção.
Ele tira o óculos e seus olhos estão com lágrimas.

-Sophia eu sinto muito, mas seu pai ele não resistiu e faleceu.

Perdi meu chão, meu mundo...
Estava sem onde me apoiar, estava sozinha no mundo apenas eu e Zac.
Sem pai, sem mãe.
Chorei desesperadamente Zac acorda assustado.
Eu o abraço forte e conto que papai não resistiu, Zac chora e acaricia meus cabelos tentando me dar apoio.

Um passo para o amorHistórias para pegar e não largar. Descubra agora