Capítulo 6- Com ele

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Eu me sentia trancada em um lugar que só havia tristezas por todos os cantos, mais estar com Gabriel me fazia eu me sentir diferente.
Passaram se algumas semanas, e faltará apenas alguns dias para que as aulas acabasse, fui ate a loja com Zac e cumpri com o que prometi, ele escolheu um carrinho e um mini boneco do Hulk.
Eu voltei a estudar, pois não poderia parar a minha vida, apesar da tristeza está estapada na minha cara eu estava viva, fui para a escola como sempre, era o penúltimo dia de aula, Gabriel passava todo tempo comigo, no intervalo ele se sentava ao meu lado junto com Lia e Leonado, eles estavam namorando sério.
Jennifer esta morrendo de raiva e ciumes, sinto que qualquer hora ela vai explodir, mais nem ligo.
Acabo de lanchar, vou em direção ao lixo para limpar minha bandeja, coloco a em cima da mesa quando estou voltando para me sentar na mesa, vem Jennifer.

-Olha quem diria... o pai mal morre e a filha dá graças a Deus?

-Desculpa ? Você está falando comigo?-me viro furiosa, Gabriel Lia e Leo percebe algo de estranho e se levantam.

-Mais alguém aqui tinha um pai alcoólatra? É acho que estou falando com você mesmo.-fala Jennifer.

Me seguro para não voar em seus cabelo oxigenado.

-Qual o seu problema garota?-quando percebo esta a escola inteira nos olhando, Gabriel Lia e Leo se aproximam.

-Meu problema é você, eu não aguento mais essa farsa, ta na hora de você saber de umas coisas. Você acha mesmo que Gabriel está com você porque gosta de você? Ou porque gosta de cuidar do seu irmão? Ele sente pena de vocês.

-Cala boca Jennifer, isso não é verdade. -Grita Gabriel.

-Gabriel, eu te conheço melhor do que todos nessa escola, você nunca trocou uma palavra com essa garota ai, de repente ate dorme na casa dela ? Todos sabemos que o que você sente é pena.-grita Jennifer para fazer questão de que todos há ouvisse.

Eu não aguentava mais aquela garota, para não perder a razão e não voar na cara dela e arrebenter seus dentes eu apenas sai correndo.
Fui direto para minha sala, pego as minhas coisas, e pulo muro da escola.
Ele não era tão alto e estava em reforma, que facilitaria a minha fuga.
Eu olho para trás está Gabriel.

-O que você quer ? -digo com lágrimas nos olhos.

-Não acreditou no que ela disse não é?

-Eu não sei, pois você do nada acabou se tornando meu melhor amigo como se me conhecesse a anos.-digo enquanto escorre lágrimas dos meus olhos.

-Vou ser sincero com você, deis daquele dia em que sentamos juntos na sala, eu senti que queria ficar mais perto de você, sua presença me fazia sentir algo e eu precisava saber o que era, então eu queria me aproximar mais, mas não fazia ideia de que iria acontecer essa tragédia. E eu senti que deveria ficar ao seu lado.

Quando olho para rosto de Gabriel, ele está chorando, eu senti sinceridade nas palavras dele.

-Quer ir em um lugar comigo?-pergunto a ele.

-Claro!-Gabriel responde.

Então pegamos un ônibus e descemos em um ponto que ficara um pouco longe da nossa escola.
Depois descemos uma rua, e viramos a direita.

-Onde vamos ? Você não esta pensando em me matar e esconder meu corpo aqui não é? -fala Gabriel rindo.

-Não fica tranquilo-eu esboço um sorriso.

Gabriel segura em minha mão e me olha fundo nos olhos e diz :

-É muito bom te ver sorrir!

Meu coração naquele momento desparou.

-Vem estamos quase chegando. -Pego em sua mão.

Entramos praticamente em um parque, Gabriel fica impressionado com o lugar.

-Uau, que lugar lindo Sophi, fazia tempos que não via algo assim...-Gabriel me olha e sorri.

-Minha mãe costumava me trazer aqui quando eu era pequena, meu pai trabalhava aqui perto, ela era desempregada então não gostava de ficar em casa, ela me trazia aqui e ficavamos horas juntas, brincando fazendo piqueniques. Esperavamos meu pai sair do trabalho.-sinto uma leve lágrima escorrer.

-Hey, não chora.-Gabriel acaricia meu rosto.

Gabriel estava tão próximo de mim que poderia sentir sua respiração, ele aos poucos chega mais perto ate seus lábios rosados se encostar ao meu, ele me beija suavimente, suas mãos se deslizam ate minha cintura e ele me aperta ate seu corpo colar-se junto ao meu.
Ele desgruda seus lábios dos meus, em seguida me da um selinho demorado.

-Sophia eu te amo!

-Como?-digo sem entender.

-Eu te amo, eu te amo e te amo! Quer que eu diga de novo?-fala Gabriel esboçando um sorriso.

-Eu também te amo Gabriel.

E assim, nos declaramos, eu me sentia bem com ele, é como se aquele buraco que estava dentro de mim se cicatriza quando eu estou com ele.
Eu não poderia ficar longe dele mais, não parava de pensar nele.

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