Seunome Jones é uma garota de 17 anos que se vê diante uma grande mudança, tanto de casa, de cidade e de vida. Ela deixa seu pai e suas lembranças numa pequena cidade da Inglaterra e se muda para Londres com seu irmão Mike para cursar a faculdade de...
"Acho que você devia ver isso" ela diz e eu vejo um bilhete, na verdade uma carta, grudada á geladeira com a letra do meu irmão nela. Olho para a Ally, tiro a carta da geladeira e começo a lê-la em voz alta.
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"Ally,
Bem, eu não sei como começar isso mas de alguma forma eu vou ter que dizer e como nesse momento eu já devo estar um pouco longe daqui, acho melhor ser direto. Eu vou me mudar. Eu sei como isso é bem inesperado e eu prometo que vou te explicar tudo quando eu puder mas agora eu realmente não posso, tenta ser compreensiva, por favor.
Essa minha ideia começou faz algum tempo e eu não consigo me perdoar por não ter te contado antes, ou pelo menos ter te avisado. Não me perdoo também por quebrar a promessa que fiz ao nosso pai de te proteger e de cuidar de você, na verdade, pensei várias vezes em desistir por isso, por sua causa, mas Seuome, é a minha felicidade, e eu quero correr atrás dela.
Eu vou deixar as chaves do apartamento com você, o apartamento inteirinho por tempo indeterminado, até porque ele é metade seu. Eu sei que você é responsável e vai cuidar bem dele, achar uma solução para tudo isso. Vou ver se consigo te mandar algum dinheiro de início para você se manter aqui sem mim, já que você não tem um emprego ainda, mas eu não posso prometer nada. Tem um vale compras no mercado dentro da gaveta da sala e os telefones de emergência anotados aqui na geladeira, só espero que tudo dê certo.
Tenho que ser rápido porque meu ônibus já chegou mas a ultima coisa que eu te peço é para não contar isso ao nosso pai, você sabe como ele vai encher meu saco, me pedir explicações que nem mesmo eu tenho no momento. Você faria isso por mim? Ele vai achar que eu te abandonei e bem, eu não fiz. Eu sempre vou estar aqui para você por isso você pode me ligar a hora que quiser, pode contar comigo sempre, ao som do primeiro toque eu vou te atender.
Me perdoa mais uma vez, te amo irmãzinha
Mike"
Sento na cadeira mais próxima e tento racionalizar tudo o que aconteceu. Ele foi embora? Como assim foi embora? Ele nem foi capaz de se despedir.
"Meu Deus" Ally diz e se senta na cadeira ao meu lado, com a mesma expressão que eu, chocada "Isso é pegadinha né? Que tipo de pessoa deixa recado na geladeira?"
"Ele e meu pai" eu digo e a olho " Eles sempre deixam recados na geladeira" ela me olha e concorda;
Ficamos em silêncio por alguns minutos, bem, eu pelo menos não falei mas nada e se ela falou, eu não ouvi. Tento entender o que aconteceu mas nada disso tudo entra na minha cabeça. Não sei se é a saudade do meu pai, minha única família ou se são até mesmo as discussões que eu tive hoje. Como hoje pode ter se transformado num dia tão cheio de tensão e confusão? O que foi a gota d'água e me abalou tanto ao ponto de ser o que me esgotou ao completo, me deixando sem saber o que fazer?
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Meus olhos se enchem de água e eu me permito chorar pela primeira vez na linda cidade que não sei se ainda me atrevo a chamar de "casa".
Eu não sabia o que fazer além de abraçar a Seunome e tentar consola-la quando ela começou a chorar:
"Shhhsh-shhsh" eu dizia "Calma, vai passar. Ele vai voltar e tudo vai ficar bem"
"Eu não to chorando por causa dele, eu to chorando por.." ela hesitou um tempo mas por fim, ela disse " .. por causa de tudo."
Não era um choro frenético, ou desesperado, era um choro triste, quieto mas que não parava mais. Meu coração chegou a doer ao ver ela daquele jeito.
"Por que você não tenta me contar?" eu pergunto e depois de um tempo ela levanta a cabeça, me olhando "Talvez se você falar pode ser mais fácil, é o que dizem as revistas da Capricho pelo menos" eu digo no intuito de fazê-la rir e consigo uma risadinha abafada pelo choro.
"Eu não consigo falar sobre isso com ninguém" ela diz com um olhar triste mas logo depois abre um breve sorriso "Mas obrigada, eu já me sinto muito melhor"
"Como você sabe que eu não acredito nenhum pouquinho nisso só queria dizer que isso é caso para o Esquadrão Tá tranquilo Ta favorável/Pepeka suicida, bem, não me decidi ainda" eu digo sorrindo pra ela, lembrando que mandei mensagem para eles uma meia hora atrás, quando percebi que precisaria mesmo de ajuda.
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"Esquadrão o que?" ela pergunta e dá uma risada, sendo logo interrompida pelo barulho vindo da porta. Ela me olha desconfiada e se dirige a porta mas antes me dá outra olhadinha, eu dou uma risada e faço um sinal para ela seguir em frente.
Quando ela abre a porta, Felps, Gabs, Alan, Maethe, Lucas e o Luba aparecem com uma pizza gigante e algumas outras besteiras nas mãos.
"ESSA BAD ACABA AGORA" Alan grita e todos riem.
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AEEEEEEEWWWW ALELUIAAA EU POSTEI
Obrigada por tudo gente, se puderem comentem e votem nos capítulos porque isso ajuda bastante a divulgar e, bem, eu só tenho a agradecer porque a história cresce cada vez mais graças a todas vocês.
Continuo novamente com 5 votos e 5 comentários!!! Amoo vocêees ♥♥♥