Eu vi cada sorriso dado
Estou presente em cada decepção
Cada lágrima que cai
Cada sentimento que por sua vez não foi compreendido
Eu vi amores com finais felizes
Vi paixões de fim trágicos
Observei romances serem apenas sonhados
Sorri com finais de batalhas
Senti tanta gente sentir desejo
Eu vi primeiros amores
Vi o ódio consumir pessoas
Presenciei vinganças serem almejadas
Fui testemunha de muitas dessas serem concluídas
Vi o sol nascer milhões de vezes
E se por muitas vezes mais
Vi a lua dar espetáculo varias noites com suas quatro roupas diferentes e suas variação
Destes que duram vinte e nove dias para usar todas
eu perdi a conta de quantas vezes isso eu vi e vivi
Senti pena dos que sofreram com fome, doenças e perdas
Olhei nos olhos de quem entendia de dor
Amei aqueles que eram ingênuos no amor
Vi lugares mudarem
Vi outros serem eternizados
Vi muitos serem esquecidos
Outros tantos serem destruídos
Vi mães serem filhas
E filhas serem avós
Vi famílias nascerem
E outras virarem pó
Vi quem transitou do amor para ódio e do ódio para o amor
E se perder de tantas idas e vindas
De tantos olá e adeus
Vi gente forte sobreviver
Vi gente fraca viver
Vi os melhores serem piores
Vi quem não era nada ser sol de tantos
Eu vi a luz ser dada
Não só do nascer de pessoas
Mas do nascer do mundo
Eu estarei até que tudo se vá
Como estive quando tudo chegou
Um telespectador desdo principio com surto de protagonista
Um amante da vida do princípio a toda eternidade
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Insensato
PoesiaQue cada suspiro aqui seja eterno. Cada sentimento escrito aqui dure e seja silenciosamente verdadeiro. De meu odiado coração insensato
