Welcome to Storybrooke

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POV Regina

Abri meus olhos. A dor tinha passado, não por completo, mas não estava sendo difícil aguentar. Estava escuro. Um teto azul. Meu pescoço doía. Não estava com força pra fazer grandes movimentos.

"Finalmente você acordou..." Reconheci a voz. Com dificuldade, olhei para meu lado. Emma... Era a Emma. Ela estava realmente ali.

"Em...Emma..." Uma lágrima caiu pelo meu rosto.

"Eu não sei como você sabe o meu nome mas... Fico feliz que tenha acordado. Regina, certo?"

Ela não estava fingindo. "Você esqueceu, não foi? Você realmente se esqueceu de tudo?"

"Eu não sei do que você está falando... Mas suponho que você ainda esteja em choque. Queria te pedir desculpa eu... Acho que sou a razão porque você está aqui... Eu acho que atirei em você mas... Eu não posso, eu... Não lembro do motivo que me levou a fazer isso..."

"Você vai se lembrar em breve... Eu espero. Mas sim... Regina é meu nome."

"Então, Regina, quer que eu chame seus pais?"

"Pais? Eles não são meus pais, eles são os seu... Eles não são os meus pais. São apenas amigos." Tentei corrigir rapidamente. Se eu queria recomeçar tudo novamente tinha que fazer isto da maneira correta. Não podia ficar pondo a minha pobre loirinha numa situação ainda mais confusa. "Mas claro... Eu adoraria poder vê-los, e ao meu filho também!" Tentei me ajeitar na maca, mas ao fazê-lo, a dor que estava começando a diminuir voltou a se intensificar novamente. "Ahhhh!"

Emma agarrou meu braço e me impediu de fazer mais movimentos bruscos. "Cuidado... Você tem sorte em estar viva, não queira morrer de dor agora!" Ela voltou a colocar-me na posição inicial, onde a dor era pouca, quase nula. "Fique aqui. Quieta! Não queremos que o ferimento piore!"

Ela saiu, praticamente a correr do pequeno quarto. Onde estava eu? Num hospital, provavelmente. Não demorou muito tempo até a porta se abrir bruscamente e entrarem no quarto Henry, Mary e David. Emma também voltou a entrar, e estavam acompanhados por Whale, por sinal, que entrou e checou meus sinais vitais, antes que Henry corresse até mim e me abraçasse fortemente, fazendo com que meu ferimento doesse ligeiramente, mas curando uma dor ainda maior, que era o medo de perder meu filho.

"Eu fiquei preocupado com você, mãe..." Ele falou, me abraçando firmemente. Os Charming observavam a cena e sorriam.

"Eu sei, filho... Desculpa!"

"Regina," Whale se manifestou. "saiba que você tem bastante sorte em estar viva."

"Éh, já ouvi dizer que sim..." Falei como resposta. Henry se soltou do abraço e se sentou na cadeira perto de minha maca.

"Você foi alvejada bem aqui, nesta região." Ele apontava para um sítio perto da caixa torácica através de um raio X. "A bala entrou e saiu, e isso facilitou o nosso trabalho. A sua grande sorte foi a bala não ter atingido qualquer órgão vital. Se assim fosse, você morreria na hora."

"Sim, Whale, mas ela não morreu." David falou. "Não precisa de estar apontando as coisas que podiam acontecer se...se por acaso as coisas tivessem sido diferentes."

"Peço desculpa, Prince Charming, por estar fazendo o meu trabalho." Ele se dirigiu a David mas logo desviou o olhar novamente para mim. "Quero que você repouse por agora, Regina. Em alguns dias você vai poder voltar para casa e fazer tudo normalmente. Com licença." Ele saiu assim que deu a indicação.

"O Hook?" Perguntei, assim que Whale saiu do quarto.

"Quem é o Hook? É aquele cara que também estava deitado lá nas docas?" Emma perguntou, cruzando os braços.

"Ele não estava apenas deitado... Ele estava morto. Você consegui acabar isso, Regina! Você finalmente fez o que tinha que ser feito!" Mary parecia feliz. Já eu, não sabia o que pensar. Sim. Era sempre o mesmo ditado. Eu havia lutado por tanto tempo  contra a escuridão, que agora estava duvidosa sobre se aquilo me iria levar novamente para as trevas ou não. Mas eu salvei a Emma. Eu salvei a Emma e todos aqueles à sua volta, certo? Talvez... Talvez aquela situação não fosse totalmente má. Foi apenas um sacrifício que foi necessário fazer.

"Vocês me ajudaram... Eu não estive sozinha nesta jogada... Muito obrigada por isso, sério." Queria poder abraçar todos, até mesmo Emma, como é obvio, mas as dores não deixavam.

"Bem, eu estou começando a boiar ainda mais. Acho que está na hora de voltar para Boston... Eu nem sei o que eu estou fazendo aqui!"

"NÃO!" Falei, num grito.

"Não? Porque não?" Ela perguntou, descruzando seus braços e erguendo uma de suas sobrancelhas. Engoli em seco. Não tinha uma resposta em concreto.

"Porque... Você pode não saber, mas eu sou a prefeita de Storybrooke. Como tal, adoraria que você, Emma," Parei por um pouco."se é que é esse o seu nome, ficasse por cá e conhecesse essa pacata cidade onde tudo é possível." Se aquela foi a melhor desculpa? Provavelmente não. Mas não custava tentar.

"Bem eu... Não me importava mas... Eu não tenho qualquer dinheiro ou... Roupas aqui. Nem ao menos tenho um sítio onde ficar!"

"Pode ficar em minha casa!" Respondi imediatamente. Ela arregalou os olhos. " Quer dizer... Sendo a Mayor de Storybrooke, possuo uma grande mansão, que pela maior parte do tempo é cheia de monotonia pela falta de... Actividade, digamos assim. Tenho uns quartos a mais..."

"Mas mesmo assim... O dinheiro e tudo o resto?" Olhei para David, que mesmo antes de ouvir a minha proposta já havia aceitado a mesma.

"Bem, o David sempre está aberto a alguma ajuda na delegacia. Ele não se importaria em ter você ajudando por lá." Ela olhou para David, que piscou um olho.

"Bem, então... Parece que estou ficando aqui por um tempo!" Ela falou, colocando as mãos nos bolsos de trás de suas calças e olhando fixamente para mim.

"Você vai adorar tudo aqui!" Henry falou, saindo da cadeira e se aproximando de Emma. Ela sorriu para Henry e logo votou a fixar o seu olhar no meu.

"Certeza que não tem problema algum eu ficar por uns tempos na casa da prefeita, Madame... Mayor?"

"Não... Nem um problema. Bem vinda a Storybrooke." Sorri. Ela retribuiu com um sorrisinho de lado, enquanto os Charming e Henry olhavam para as duas, dando pequenas risadinhas, e apenas apreciando o clima.

The Bottle GameHistórias para pegar e não largar. Descubra agora