capítulo 5

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Foi num dia de terça-feira, saí do trabalho decidida, tanto que nem uniforme havia colocado.

Cheguei na igreja, minutos antes de começar a reunião, e fiquei no fundo esperando ele aparecer.
Quando o vi, fiquei estatelada, meu coração batia forte... ele passou olhando para mim, e nossos olhos se cruzaram ao ponto dele sem graça, acabar dando aquele sorriso de canto, e para quebrar o clima, perguntar: "Por que não veio sábado no jejum?" E eu prontamente respondi... "claro que vim, a mãe do senhor até estava na reunião".

Respirei fundo, e fui atrás dele. Falei: "Pastor, preciso conversar com o senhor."
Ele (apertando minha mão firmemente e olhando nos meus olhos), respondeu: "Diga guerreira".

E então eu disse: "Pastor, é particular."
Ele me olhou com um ar de interrogação; afinal, eu não era de procurar atendimento com ninguém.

Aí ele respondeu: "Então terminar a reunião, me procure que a gente conversa."

Pedi forças a Deus na hora da oração forte e que todo o medo e timidez fosse embora.
Sai da reunião leve como uma pluma.
Até que ele me chamou para conversar.
Pedi que esperasse um pouquinho, porque estava conversando com uma menina.
Depois ele me chamou de novo, e eu novamente pedi que esperasse.
Na terceira vez que me chamou, eu pensei: "Não posso mais fugir... a hora é agora!"

Foi aí que já cheguei falando: "É melhor a gente sentar, porque o senhor vai levar um baque!"
Acredito que nesse momento ele pensou que eu ia contar que havia cometido algum pecado gravíssimo.

Então falei: "Primeiro eu peço que o senhor me ouça com atenção: depois se quiser orar na minha cabeça, chamar o bispo... o senhor fica a vontade; mas agora precisa me ouvir."

O Pastor ErradoOnde histórias criam vida. Descubra agora