Capítulo 2

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Como eu havia dito, minha vida era normal, bom, quase. Meu nome é Letícia e tenho 18 anos e admito que não era boa nos estudos, na verdade eu era péssima, mas eu dava um jeito de me sair bem.

O começo dessa história na verdade começa com algo bom, e com uma das pessoas que eu mais amo e amei na minha vida.

Lá estava eu, com o meu melhor amigo Pedro falando  sobre coisas aleatórias enquanto comíamos açaí. Pedro é aquela pessoa que nunca te abandona, independente da situação.
Nos conhecemos quando éramos crianças, ele tinha acabado de se mudar na rua onde eu morava, lembro-me dele me vendo pela janela da sua casa e eu chamando ele pra brincar quando eu estava na rua. Ele saiu da sua casa e falou:

"A gente pode brincar de pirata? Podemos esconder meus brinquedos e fingir que estamos procurando"

Aquilo me encantou, pode parecer besteira, mas éramos crianças apaixonadas por piratas, nossos dois aniversários seguintes desse encontro foram só de piratas, e foram incríveis.
Nunca nos desgrudamos, sempre contamos um com o outro, e nossas famílias se uniram demais, ele era e ainda é, como um irmão de outra mãe pra mim.
A nossa adolescência chegou, e com ela muitas histórias hilárias, é uma pior que a outra, Pedro é um menino incrivelmente lindo (eu falo e falava isso para ele todos os dias), ele é tipo aqueles meninos de romance que não dá pra acreditar que existe.
Tínhamos um grupo de amigos, tinha o Lucas, Raphael, Eloise, Lara é Luana, andávamos sempre juntos e fazíamos tudo juntos, éramos como uma família, passávamos os intervalos juntos, e quando alguém estavam todos juntos.

Nesse dia que eu estava com Pedro não houve aula, então aproveitamos para ir tomar açaí em um lugar perto de nossas casas.

-Mas eu quero que você vá, você precisa sair de casa, daqui a pouco vou te encontrar mofada na sua cama- Pedro disse

-Mas não quero ir nessa festa, eu sei que é de seu amigo mas não estou afim de ir- Eu disse

-Você vai, nem se for amarrada, mas você vai, preciso que vá.- Ele diz - Por mim.

-Tudo bem, eu vou, você é muito chato- Eu disse rindo

-Ótimo... Quero pegar a Rafaela! - Ele diz

-Eu sei disso, você já disse isso umas quatro vezes hoje seu trouxa- Eu disse- ela é ridícula, não gosto dela, ela se acha de mais, ela fica com qualquer um que vê na frente- continuo

-Por isso mesmo quero pega-la- Ele diz com uma risada idiota

-Você sabia que você é nojento né?- Eu disse rindo do quão idiota e nojento ele é

-Você me ama, o que seria da sua vida sem a minha pessoa? Nada! - Disse ele, colocando a mão no peito em sinal de gabação 

-Idiota- Eu disse, rindo

Podemos se dizer que esse foi o último dia em que eu era uma pessoa diferente do que sou hoje.
Depois disso, voltamos para nossas casas, e infelizmente eu fui obrigada a me arrumar pra ir na festa do amigo de Pedro. Quando terminei de me "arrumar", desci e vi Pedro em minha sala, me esperando para ir. Minha mãe nos levou até o local e disse para mim ligar quando quisesse que eu fosse embora.
Enfim, a festa, eu havia bebido pouco e estava olhando o povo dançando e reconhecendo quem estudava em minha escola.  Pedro? Ele conseguia sempre o que queria, não o via, então provavelmente estava pegando alguma menina da festa.

Eu estava com Luana e Elo dançando junto com várias pessoas bêbadas na festa, mas eu havia me cansado, já era bem tarde e meus pés não aguentavam mais dançar, sentei um pouco no safa que tinha na sala.

-Quero ver o pessoal conseguir ir pra escola depois da ressaca que vão ter amanhã- Elo disse.

-Com certeza os terceiros anos vão ter poucos alunos amanhã- disse Luana

-Eu acho que jaja vou embora, não estou aguentando mais ficar aqui, estou cansada- Eu disse.

-Tem certeza amiga?- Elo disse

-Sim, acho que vou lá fora tomar um ar e já vou embora

-Está certa, logo eu vou também- Luana disse.

Depois de um tempo observando as pessoas na pista de dança, eu tinha decidido ir tomar ar, então fui para o jardim da frente da casa. Passando pela sala, com um monte de gente deitada no chão, se beijando ou fazendo algo que não me interessei, mas a casa tava um nojo.

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