Vou para o hotel e ao chegar ao quarto, me jogo na cama, pegando a foto no casaco antes de jogá-lo em um canto qualquer. Analiso cada detalhe daquele rosto e deposito um beijo em cima do seu rosto. Aperto a foto contra meu peito e deixo solto um suspiro que não sabia que estava a segurar. Fecho os olhos e me lembro de tudo o que vivemos até que meus pensamentos são interrompidos pelo meu celular a berrar na cabeceira da cama. Não preciso nem ler o nome escrito na tela, a foto me remete imediatamente a pessoa que me esta a ligar. Um sorriso farto e caloroso abre-se em meu rosto.
*
-Hey Bro. Como você esta?
-Estou bem. Fora o fato de estar voando por um longo tempo, estou um pouco enjoado. Você sabe como eu odeio aviões. E você? –Meu irmãozinho pergunta e quero falar com ele sobre a Stacy, mas não agora.
-Não estou muito bem. Depois conversamos e... Pode me contar por que está em um avião, achei que estivesse na América a melhorar sua pronuncia. –Dei uma viagem de presente a ele, ele sempre gostou de estudar outras línguas e achei que seria um presente ideal pra ele, uma forma de agradecer por ele estar sempre ao meu lado.
-O curso terminou faz três meses e enjoei de fazer nada. Eu queria te contar, mas a mamãe disse que devíamos fazer uma surpresa para ti e não queria dizer a ela o quão ridículo isso era.
-Você está vindo pra cá? Isso é realmente muito bom preciso de você e sua vocação de casamenteiro. Depois falamos sobre isso, preciso de uma ideia.
-Tá né... Você precisa mesmo é vir me buscar no aeroporto. A mamãe disse de ultima hora que não poderia vir e não queria pedir um taxi.
-Já estou a caminho. –levanto pegando as chaves do carro.
-Não demore muito, não gosto de esperar. –ele brinca e ouço o som da sua doce risada e isso me motiva em meio à tempestade que a minha vida se encontra, é como se ele fosse o meu pequeno ponto de céu claro.
-Nem vou comentar o quão ridículo isso soa. Mas estarei aí em um segundo mimadinho da mamãe.
-Não vou te ajudar mais também. –ele odeia ser chamado assim.
-Thau Sondre.
-Thau Kyrre.
*
Vou buscar meu irmãozinho o mais rápido que posso, quando chego, Sondre estava mexendo no celular de pé. Corro até ele e o abraço, assustando-o de imediato, porém quando ele percebe quem é ele retribui o abraço.
-Demorei muito?
-Na verdade não, acabei de pegar minhas malas.
-Ok... Deixa-me te ajudar com isso... Senta aí que eu te empurro.
-Sério? –ele pergunta receoso.
-Mais é claro! Vai ser insano, fazíamos tanto isso com os carrinhos de supermercado. Você lembra?
-Lembro!!! Era tão legal!!
-Então anda!!! Senta logo aí.
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