When I Fell in Love With You

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            Porque

Eu estive esperando

Todo esse tempo para finalmente dizer

Mas agora eu vejo que seu coração já foi tomado

E nada poderia ser pior

Querido, eu amei você primeiro

Tive minhas chances

...

Isso é o que mais machuca

Boy**, eu cheguei tão perto

Mas agora você nunca vai saber

Querido, eu amei você primeiro

Loved You First – One Direction


A segunda-feira tinha chegado. Olhei meu celular e  vi que tinha acabado de dar meia-noite. Meu final de semana encantado tinha voltado a virar abóbora, veria Niall evaporar entre meus dedos, em direção a Nate.

Eu prometi a mim mesmo, que devia isso a Niall, não dizer como me sentia_ com o coração batendo enlouquecido, prestes a explodir_ só de vê-lo e tê-lo por perto, ao apenas ao imaginá-lo.

Eu não merecia nada dele, nem sua amizade, consideração, e muito menos devia atrapalhar o romance dele com Archibald, por mais que não fosse com a cara daquele americano.

Tudo que fiz Niall passar, iria pagar agora, amando-o sem ser correspondido. Era meu castigo, amar em silêncio, sem ele ao menos desconfiar.

Às vezes, como agora, em que estava sem sono, tentava me lembrar do momento em que me apaixonei, e o momento em que comecei a amá-lo.

Não vou dar uma de romântico incurável, pois não sou, e dizer que foi no momento em que o vi sentado no lugar que eu e meus amigos costumávamos sentar, no começo do semestre.

Mas, naquele dia, o admirei. Assim que o vi, todo nerd e recluso, com o capuz na cabeça, olhando para o celular, não imaginei que me surpreenderia com ele, pois o achei tão frágil e quebradiço, porém assim que ergueu a cabeça e nos afrontou, me segurei para não o encarar, com um sorriso no rosto, porque era assim que estava por dentro. Surpreso e admirado, e divertido com toda a situação.

Porém, desde sempre, tive que conter minhas reações, meus impulsos, minhas vontades. Então a máscara de frieza e indiferença, substituiu o sorriso que devia dar a ele.

Nesse dia, o primeiro dia, o vi, o notei e o admirei.

No segundo, quando ele insistiu em ficar em nosso lugar, confesso que me irritei, mas sem deixar de me sentir... orgulhoso? É orgulhoso, por ele, que continuava a nos enfrentar, não a mim e os meninos, mas nossas amigas, afinal, elas sabiam ser impiedosas quando eram contrariadas, sem usar de violência, apenas armadas com as palavras mais ácidas que limão, mais cortante que muita faca.

Então, primeiro o respeitei. Ele sabia se impor quando necessário. Mais tarde, descobri que aquele petulante, metido a justiceiro, era meu colega de quarto, poderíamos ter ficado amigos, ou pelo menos amigáveis, um com o outro, logo de cara.

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