Capítulo 3 Lillian

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Acabei de embarcar em um jatinho aqui no aeroporto de Orlando. Nossa, nunca imaginei que iria andar de jatinho particular, o Sr. Cross deve ter muita confiança em mim, para me designar para ir no lugar dele para essa filial que é uma das mais importantes.

Já faz umas horas que estamos viajando, no jatinho só estão eu, uma comissária de bordo e os pilotos. A vista é muito linda e relaxante, tão relaxante que adormeci, até porque acordei super cedo hoje para não perder a hora.

Quando estou quase completamente adormecida, eu sinto o avião sacudir, acordo super assustada e sem saber o que está acontecendo. A comissária diz para eu colocar o cinto que estamos passando por uma turbulência.
Fico muito assustada nunca tinha passado por isso antes.
Tudo aconteceu muito rápido num momento a asa do avião estava pegando fogo e no outro estavamos caindo.

Quando acordei senti uma dor muito forte na cabeça e no meu braço esquerdo, comecei a olhar em volta, onde eu estava? Parecia uma praia, mas que lugar era esse? Olhando em volta vi várias partes do avião ao longo da praia, tinha poltronas, partes da asa do avião e até consegui encontra as minhas malas, por sorte eu sempre prendia as duas juntas. Comecei a chamar por ajuda mais parecia que eu estava nesse lugar sozinha.

Perto de onde eu acordei tinha uma pequena caverna que eu poderia me abrigar durante a noite, caso não conseguisse encontrar ajuda. Quando minha ficha caiu do que realmente tinha acontecido comigo, meu instinto de sobrevivência falou mais alto, comecei a pegar tudo que podia usar para me proteger durante a noite, e tentar fazer um abrigo na caverna.

As horas se passaram e não aparecia ninguém que pudesse me ajudar. Fiquei lembrando dos ultimos momentos da viajem antes do avião cair, tentei lembrar de onde eu poderia estar. Sabia que estava em uma ilha mas será que era habitada?

Antes de escurecer consegui fazer uma fogueira, achar umas frutas e o kit de primeiro socorros do avião. Para minha sorte não tinha quebrado nada, tinha alguns hematomas pelo corpo e um corte não muito fundo no braço esquerdo. Se eu iria sobreviver? Sim, mas por quanto tempo eu não tinha como saber.

As primeiras noites naquela ilha tinham sido agitadas, eu estava tendo muitos pesadelos, durante o dia conseguia explorar perto do meu acampamento improvisado, tudo indicava que era uma ilha desabitada. Com algumas partes dos destroços do avião e com muita imaginação consegui fazer um machado e uma faca, seria muito útil com os alimentos que conseguia coletar.

Nunca imaginei que aquele acampamento de escoteiros iria servir algum dia, ou que passaria por uma situação dessas.

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