Alguns toques na minha porta me fazem parar de fazer carinho no almôndega, e olhar para a porta.
— Quem é? — Pergunto.
— Sou eu, filha. — Minha mãe fala.
— Entra. — Falo.
Ela entra, com um sorriso mínimo.
— Você tem visita. — Ela fala.
— Você sabe que eu não quero receber visitas. — Eu falo.
— Você vai gostar dessa visita. — Ela fala.
— Tá, que seja. Manda ela subir, porque eu não vou sair desse quarto. — Falo,voltando a atenção para o almôndega.
Ela sai do meu quarto, e depois de um tempo, a porta se abre de novo, não me dei o trabalho de olhar. Iria esperar essa pessoa falar alguma coisa.
— Não vai levantar para me abraçar? — Essa voz...
Olhei para trás, vendo a criatura por quem eu sempre fui loucamente fã. Levantei da cama correndo, o encarando. Ele estava com um meio sorriso, olhando para mim. Corri, o abraçando. Eu sonhava tanto com esse abraço. Tudo bem que eu abracei ele na Walker Stalker, mas é diferente. Esse é um abraço com carinho.
— Por que se isolou, Melia? — Ele Pergunta.
— Porque a pessoa que eu amo está com outra pessoa, meu aniversario está chegando, e eu não poderia ter o privilégio de passar o dia com essa pessoa. — Falo.
— Posso saber quem é essa pessoa? — Ele pergunta.
— Você.
