Kenzie tinha falado que tinha uma surpresa para mim e que me levaria para o campo abandonado que a gente ia. Eu estava meio com medo. Mas fui.
Ela estava me esperando no portão do campo, e assim que eu cheguei na frente dela, ela colocou uma venda no meu rosto e foi me guiando para algum lugar.
Ela pediu para eu parar, e então ouvi os passos dela se afastando.
Quando ela começou a tirar a venda,fiquei mais aliviada. Mas meu nervosismo voltou ao perceber que não era ela que estava tirando minha venda, e sim Chandler.
— Oi, Melia. — Ele fala, sorrindo.
— Oi, Chandler. O que tá fazendo aqui? A Kenzie disse que tinha uma surpresa para mim e.... — Parei de fala.
— Surpresa. — Ele fala.
— Idiota. — Dou um tapa no braço dele. — Então, por que você está me encontrando aqui no campo abandonado?
— Eu pedi para a Kenzie arrumar um lugar que ninguém ia, e te levar para lá, porque eu precisava conversar com você em particular. Ela falou que tinha um campo que vocês iam, então eu pedi para ela te trazer aqui. — Ele fala.
— E o que você precisa conversar comigo em particular? — Eu pergunto.
— Então, desde que eu comecei a ler seus tweets, eu fiquei curioso sobre você. Por algum motivo, você prendeu muito a minha atenção, com os tweets e tal. Daí meu irmão começou a seguir você, minha mãe, meu pai, só faltava eu... — Eu o interrompo.
— Espera, você lia meus tweets antes de me seguir? — Eu pergunto.
— Sim. Deixa eu terminar. Eu comecei a ficar cada vez mais curioso sobre você. Minha mãe e meu irmão falaram que encontraram você na Walker Stalker, e no meu intervalo eu fui te procurar. Só que você já tinha ido embora. Eu tinha visto você, mas não sabia que era você. Eu segui você, daí comecei a me apegar a você. Porque todo dia que eu acordava, tinha tweets seus. Quando contou sua história e parou de tweetar, se isolou, suas amigas me pediram para falar com você. Eu fui na sua casa, só para ver se você estava bem, porque eu não queria que você estivesse mal. — Ele fala.
— Chandler, onde você quer chegar? — Eu pergunto, com a voz trêmula.
— Melia, eu me apeguei a você. Eu pensei que era apenas sentimento de amigos, mas não. Eu não quero você como amiga, nem como melhor amiga. — Ele fala. — Eu quero você para mim. — Ele coloca as mãos na minha cintura.
Eu não sabia o que responder. Fechei meus olhos, tentando pensar em alguma coisa para responder para ele. Eu poderia falar que eu também queria ele para mim, mas eu não conseguia falar nada.
Antes que eu pudesse falar alguma coisa, senti os lábios dele no meu. Coloquei minhas mãos no cabelo dele, sentindo seus braços me puxarem para mais perto dele.
Quando nos separamos, continuei de olhos fechados, mas agora com minha testa encostada na testa dele.
— Melia, por favor, seja minha. — Ele fala, com a voz baixa.
— Se você me deixar ser sua. — Falo.
Ele encosta a cabeça no meu ombro, suspirando. Minhas mãos continuavam no cabelo dele, fazendo pequenos movimentos.
— Melia, espera. — Ele fala, se separando de mim.
Foi aí que eu fiquei com medo. Ele deve ter se arrependido de falar aquelas coisas, de ter me beijado, e agora eu estaria me iludindo de novo.
— Eu só quero que seja oficial. — Ele fala, tirando uma caixinha do bolso dele. — Melia, quer namorar comigo?
Sorri com o ato dele, colocando uma mão no meu rosto.
— Claro que sim. — Falo, o abraçando.
No final de tudo, eu e Chandler ficamos sentados na grama, com as mãos entrelaçadas, no silêncio, ouvindo as árvores balançarem por causa do vento. Às vezes a gente se beijava, ficava abraçados, conversavamos. Tudo perfeito.
