Capítulo 33

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Louis estava encolhido no sofá, ouvindo pela milésima vez a trilha sonora do filme que ele e Harry viram juntos pela primeira vez, sua mente já estava em branco e seu corpo pesado no estofado do sofá velho.

Niall estava tentando tirar alguma informação da situação do cacheado com algum enfermeiro, depois de sete horas sem nenhuma informação o loiro estava ficando irritado de não ganhar nenhuma atualização da cirurgia do amigo.

Louis desviou seu olhar sem nenhum brilho do amigo, falando irritado com o enfermeiro que dizia não saber de nada e tentava acalmar o loiro, e olhou para o barulho que as portas brancas fizeram ao se abrirem. O barulho de mais uma pessoa desolada, com algum parente ou amigo em estado crítico naquele hospital, chegava.

Mas não era qualquer pessoa atravessando aquelas portas sem nenhuma cor.

Cara andava com passos lentos e mortos pelo chão branco do hospital.

Ela estava com os olhos inchados e vermelhos, os cabelos bagunçados, a calça e o colete pretos manchados, a pele pálida e com manchas não muito visível de sangue nas bochechas e pescoço.

Ela estava acabada.

Louis se levantou, ignorando suas pernas dormentes e suas juntas se estalando de tanto tempo sentado. Ele não estava tendo uma boa sensação vendo a amiga andar quase sem força em sua direção.

– C-cara... O que hou–

Antes que o mais velho pudesse terminar sua fala, a amiga se jogou em seus braços e chorou em seu ombro.

Cara deixou um choro sôfrego escapar, enquanto abraçava o amigo com as forças que ainda lhe restava.

Tomlinson segurou a mulher que soluçava alto e chamava um pouco da atenção de alguns enfermeiros, mas ele apenas dava de ombros e acariciava as costas da amiga, tentando a acalmar.

Louis se sentou no sofá e puxou a amiga para o seu lado, não deixando de a abraçar e consolar.

– Eu estou aqui... – ele disse calmo e apertando a amiga em seus braços – O que houve?

– L-lo-louis... – Cara chorava desesperadamente, apertando a blusa do amigo e enfiando o rosto em seu ombro.

Tomlinson sentiu o coração doer vendo a amiga tão vulnerável e fraca.

– Não precisa falar agora. Eu vou sempre estar do seu lado.

Deleving balançou a cabeça, soltando mais um soluço e levantando a cabeça, olhando nos olhos do amigo.

– E-eu tenho que te d-dizer...

Louis concordou levemente, segurando a mão da amiga e o braço livre o circulando pela cintura dela.

T-todos da Máfia NaghtyBen f-foram executados. – ela falou baixo, não querendo chamar muita atenção.

Louis deu um leve sorriso, contente que aquelas pessoas não iriam mais o incomodar e que os culpados de seu cacheado estar em cirurgia não respiravam mais.

Mas a ênfase no 'todos' fez Louis sentir uma pontada de tristeza e raiva, entendendo que Zayn também estava incluído na lista.

– Homens s-seus e m-mulheres m-mi-minhas também m-mo-morreram. – Cara disse com dificuldade por causa do choro.

Tomlinson prendeu a respiração e apertou a mão da amiga, querendo ficar forte pelos dois naquele momento terrível.

– E-eu não lembro os n-nomes das p-pessoas... – Cara disse e passou a mão nos olhos tentando parar as lágrimas – E-eu... L-louis, na v-verdade... E-e-eu...

Rocinha War - LarryOnde histórias criam vida. Descubra agora