#EstrelandonoWatts
Amara E Richard tinham apenas quinze anos quando descobriram o sentimento denominado amor, mas o destino não permitiu que ambos ficassem juntos. Ela partiu... Mas, almas podem voltar a Terra por diferentes motivos, dentre eles, vi...
Eu estou apaixonado por você? Ou estou apaixonado pelo sentimento? – The feeling, Justin Bieber.
Algum tempo depois...
Dias haviam se passado e a cada dia que ficava para trás, Anne desprezava mais ainda o dono dos olhos azulados.
Admitiu para si mesma que sentia falta dele, mas as lembranças do que ele lhe fez atormentavam-na. Por um momento culpou-se pelo que aconteceu, mas refletiu e viu que os dois foram culpados. Ela sabia que Richard era perigo, seus instintos lhe alertavam, mas ela os ignorou. Estava encantada com o prazer e atenção que o loiro lhe proporcionava e ainda por cima, aprendeu a amar seu outro lado e isso a deixava confusa porque apesar de tudo, ela o queria como nunca.
Rich a cada dia perdia pouco a pouco o brilho em seus olhos que havia voltado junto com a chegada de Anne. Ele sentia em seu íntimo que estava perdendo a mulher que amava mais uma vez e dessa vez a culpa era sua. E admitindo para si mesmo que a amava, tentou ter o perdão de sua garota, mas tudo o que ela queria era distância dele.
O clima estava estranho, a tensão era palpável e os dois sentiam falta do corpo um do outro. Sem ter para onde ir, Anne se mantinha na casa do loiro apesar de evitá-lo a todo custo.
***
- O almoço está pronto. – Richard murmurou baixinho e Anne o encarou sem vida em seus olhos.
- Não tenho fome.
- Precisa comer. – Repreendeu.
- Já disse que não tenho fome.
- Amara... Sei que não vai esquecer o que fiz com você, mas precisa manter sua saúde. – Recebendo silêncio como resposta, ele suspirou. – Quer sair um pouco? – Jogou sua ultima cartada e então recebeu um pequeno sorriso de lado, o qual tentou ser reprimido, mas a tentativa foi falha.
- Quero picolé de uva. – Disse fazendo-o sorrir fraco e assentir.
- Venha.
Saltando da cama, Anne seguiu o loiro para fora da casa. O silêncio entre eles era massacrante e desconfortável, mas nenhum dos dois ousou trocar uma palavra sequer. Avistaram três balanços na praça que havia ali e sentaram em dois deles. Notando que ela não falaria nada, ele disse:
- Vou pegar seu picolé. – Recebendo um aceno positivo Rich deixou-a sentada naquele banco enquanto caminhava um pouco olhando para os lados procurando alguém que pudesse vender o doce.
Distraída, Anne assustou-se quando um homem com cara de aluno universitário sentou ao seu lado. Prendendo a respiração com receio de que Richard visse aquilo e fizesse com ela o mesmo que naquela noite, afastou-se do homem.
- Não precisa ter medo de mim. – Uma voz grossa saiu por aqueles lábios convidativos. Anne encarou o moreno de olhos azuis cheios de promessas e piscou embasbacada com a beleza dele.
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