Recaídas, mudanças e reencontros - Parte 2

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VOLTEI! DESCULPEM QUALQUER ERRO E BOA LEITURA :)


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- Oi morena. – Piscou para Alex e aproximou-se dela envolvendo sua cintura e beijando-a em seguida com bastante volúpia. Obviamente era uma provocação que falhou.

A loira engoliu seca desviando o olhar. Pedindo internamente para que ele mantivesse a boca fechada. Anne sabia como Alex era.

Possessiva.

Ela era desligada, desapegada das coisas e das pessoas, mas se ela estava interessada em alguém, àquela pessoa a pertencia mesmo que não quisesse, e enquanto Alex estivesse interessada ela cercaria a pessoa de todas as formas que conseguisse.

Talvez fosse amiga dela por isso. Essa característica lhe lembrava do loiro de olhos azuis que a perseguia em lembranças e na vida real também.

Ela estava frustrada em nunca ter recebido uma resposta a sua carta, mas mantinha o sentimento para si. Já era suficiente que ela mesma se achasse uma tola.

- Oi. – Ela respondeu ofegante depois que desgrudaram as bocas. Mordeu o lábio inferior imaginando coisas sujas, mas livrou-se desses pensamentos ao vê-lo encarar sua amiga. – Esta é Anne, minha colega de quarto e minha melhor amiga.

- É um enorme prazer conhecê-la, Anne. – Disse o nome dela de forma provocante o que fez os pelos da pele dela arrepiar.

Ela definitivamente estava perdida.

Maldito efeito Allen.

Ao menos ele fingiu que não a conhecia.

- Olá. – Sorriu forçado.

- E esse é o Patrik, meu... Amigo de quem eu te falei.

- Oh sim!

- Vamos? Quero falar com você rapidinho. – Patrik pediu e Alex assentiu o seguindo.

A cabeça de Anne começou a trabalhar e então a lembrança de quando o seguiu na festa de Juliet veio à sua mente. Abriu um pequeno sorriso com sua infinita curiosidade e fez o mesmo que fez naquela noite.

Seguiu os dois discretamente e sentiu-se um tanto nostálgica por ter encontrado uma cena parecida com a de anos atrás.

Eles se beijavam ávidamente enquanto as mãos dela se prendiam no cabelo dele puxando os fios negros e as mãos dele passeavam pelo corpo da morena. Até que eles ficavam bem juntos, pensou. Riu de seu próprio pensamento e continuou encarando a cena até que aqueles olhos se abriram e a encararam.

Um arrepio subiu por sua espinha ao reconhecer aquele olhar.

O lado insaciável.

Engoliu seco, mas não fugiu como da outra vez. Ao contrário, ela se manteve ali o encarando de volta com tanta intensidade quanto a que ele lhe olhava.

Inocência PerdidaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora