🔸LIVROS EM DEGUSTAÇÃO🔸
Allison Jones gostava de acreditar em destino, mas não esperava que ele reservasse tantas coisas para ela... Como uma colisão inimaginável.
LIVRO I • O ENCONTRO: Ally tenta lidar da melhor forma com a adolescência e o último...
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3
"Porque, querido, foi bom nunca olhar para baixo.
E bem ali onde estávamos era solo sagrado."
Taylor Swift — Holy Ground
Acordei sentindo a minha cabeça pesada feito chumbo.
Olhei a redor e vi que estava amanhecendo. Tateei as mãos pela cama e encontrei o meu celular para verificar o horário. Eram quase sete horas da manhã. Eu não tinha muito tempo para me arrumar para o trabalho, então teria que me apressar.
Levantei rápido e tomei um banho quente. Já estávamos no inverno e eu nunca havia sentido tanto frio na minha vida. Depois de uma vida inteira na Califórnia, ser jogada em Nova York em pleno inverno era quase uma tortura.
Vesti minhas roupas rapidamente e peguei a minha bolsa, saindo do quarto em seguida. Minha cabeça doía horrorosamente e meu estômago queimava. Eu devia ter lembrado que beber muito vinho me destruiria, como sempre.
Quando cheguei na sala, encontrei Eve sentada na mesa de jantar, com as pernas cruzadas e uma xícara de café em uma das mãos enquanto lia uma revista. Já estava arrumada para ir trabalhar, vestindo um blazer branco e com os cabelos loiros presos em um rabo de cavalo alto.
Seu olhar caiu sobre mim e eu engoli em seco, desconcertada após tudo o que aconteceu na noite anterior. Deixei a minha bolsa sobre o sofá e andei até ela, sentando na cadeira ao seu lado.
— Me desculpa por ontem? – falei. – Eu não queria ter sido tão grossa com você.
— Tudo bem – ela murmurou, colocando a xícara sobre a mesa de madeira. – Me desculpa por ser tão intrometida? Eu deixo a preocupação subir demais à cabeça.
Sorrimos uma para a outra e nos abraçamos.
— Eu não tenho o que desculpar — sussurrei antes de nos separarmos.
— Eu fiz panquecas, coma alguma coisa antes de sair – ela disse. – Também tem analgésicos no armário.
Comi uma panqueca, só para não sair com o estômago vazio, e bebi um pouco de leite. Se eu bebesse café, a queimação no estômago iria terminar de me matar. Tomei um analgésico para a dor e saí apressada do apartamento, após me despedir de Eve com um abraço rápido.
O caminho até a editora foi estressante, como de costume. O trânsito de Nova York conseguia ser pior que o de Los Angeles. Eu estava acostumada ao tumulto, mas ter de aprender a dirigir em um lugar novo — sendo ainda dependente do meu fiel GPS — e com novos motoristas loucos, era um desafio. Felizmente, eu consegui chegar a tempo.
Quando entrei em minha sala pequena, mas aconchegante e silenciosa, foi como entrar no céu. Sentei em minha cadeira e peguei um livro para terminar de analisar. Acabei deixando-o pela metade no dia anterior, mas estava realmente interessada em saber aonde aquela história me levaria.