🔸LIVROS EM DEGUSTAÇÃO🔸
Allison Jones gostava de acreditar em destino, mas não esperava que ele reservasse tantas coisas para ela... Como uma colisão inimaginável.
LIVRO I • O ENCONTRO: Ally tenta lidar da melhor forma com a adolescência e o último...
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"Silhuetas estão embaçadas, mas você está em minha mente.
Nós desistimos, agora estou cheio de rum e arrependimentos."
Lauv - Reforget
DANIEL
Tive que me forçar a manter a atenção no microfone e nas pessoas que nos assistiam, mas a todo momento os meus olhos me levavam a ela.
Ao seu cabelo curto e ondulado nas pontas, ao sorriso fácil e aos olhos escuros e amendoados. Ela era uma mulher agora, mas apesar do ar adulto e mais maduro, ainda tinha os mesmos trejeitos e o mesmo olhar.
Minhas mãos tremiam e talvez eu tenha errado uma nota ou duas, mas ninguém percebeu. De qualquer forma, não é como se isso tivesse alguma importância. Allison Jones estava bem ali, na minha frente, dentro do Pub do Viking como se sempre tivesse estado aqui. Sentada à mesa como se fizesse isso em toda sexta-feira à noite. Olhando para mim da mesma forma que olhava há seis anos, mas não com o mesmo brilho.
Definitivamente, não com o mesmo brilho. Ela parecia tão chocada quanto eu.
Ao ver Benjamin sentado ao seu lado, com aquela maldita expressão assustada e oscilando seu olhar entre mim e Ally, eu tive que controlar o impulso de pular do palco e agarrá-lo pelo colarinho.
Engoli o impulso e a raiva, porque eu tinha um total de músicas para cantar e o Viking arrancaria o meu couro se fosse impulsivo e o deixasse na mão. Porém, as perguntas não paravam de fazer eco na minha mente:
"O que Allison Jones está fazendo em Nova York?"
"Como assim Allison Jones está aqui, na minha frente?"
"Como assim Allison Jones está aqui, em Nova York, na minha frente, com Benjamin?"
"Por que diabos aquele idiota não me contou nada sobre isso?"
Eu queria correr até ela, fazer mil perguntas e abraçá-la. Queria jogar Benjamin numa parede e enfiar o punho naquele sorriso que ele direcionava a ela tão facilmente, como se tudo estivesse bem, como se nada fosse totalmente confuso para caralho, mas eu tinha que me controlar. Tinha que me manter são e tranquilo, terminar de cantar o que eu deveria cantar e assim que tudo acabasse, eu iria até ela e...
Droga, eu não faço a mínima ideia.
Fechei os olhos e a imagem do olhar vazio de Ally me atingiu. Errei mais uma nota, mas ignorei e disfarcei. Ao abrir os olhos, todos pareciam empolgados o suficiente e aparentemente ninguém percebeu. Tentei manter minha atenção no restante da plateia, tentei manter os meus pensamentos longe dela, mas era impossível. A todo momento, meus olhos eram atraídos a sua imagem novamente.